01 janeiro 2018

Feliz ano novo!


Li dia desses que as pessoas abandonam suas resoluções de ano novo até o oitavo dia do ano porque confundem resoluções com punições. Acabam colocando na lista coisas que só lhes levam a momentos desprazerosos, como acordar diariamente 5 da manhã para ir malhar, parar de comer doce totalmente ou coisas do tipo. Já fiz inúmeras listas como essas e parei quando percebi que nunca, nunquinha conseguia cumprir. Minha mãe já é mais objetiva, coloca na lista coisas bem específicas e sempre no fim do ano tem a lista em mãos para dar um check em tudo que conseguiu conquistar.

Neste ano não fiz lista e não esperei a virada do ano para colocar em prática o que desejei para 2018. Liguei para amigas, as encontrei, nos divertimos, e aos 45 do segundo tempo me desprendi do meu maior vício - quem nunca: publicar minha vida inteira nas redes sociais (é tão viciante que eu deixei de estar lá, mas vim aqui contar rs). Eu amo as redes sociais. Adoro saber o que meus amigos estão fazendo, adoro contar as coisas que faço, as gracinhas das crianças, compartilhar as fotos maravilhosas que tiro delas... Mas quando paro e percebo quanto tempo dedico a isso, vejo que não estou vivendo a vida, mas apenas registrando para os outros que ela está acontecendo.

Não é questão de concordar ou não concordar com elas, em estar certa ou errada, nem nada disso. A realidade é que esse tipo de coisa é muito pessoal, neste momento está fazendo mal para mim e é por isso que resolvi parar. Não saí delas, não quero estar fora, não quero perder todo histórico que tenho ali, não quero não ter a chance de ir ver as fotos, saber o que está rolando, quando tiver vontade. Simplesmente as tirei do meu celular. Não sei quanto tempo vai durar, não sei se vai durar, não sei se vai ser bom ou ruim. Os familiares certamente sentirão falta de saber das crianças, mas pretendo me adaptar.

Além disso, estou lendo um livro - uma quadrilogia, na verdade - que está me fazendo pensar muito no quanto eu amava escrever, amava fazer análises complexas sobre a vida, sobre as coisas, política, comportamento... E nunca mais escrevi mais que um parágrafo. A maior parte das minhas fotos é, na verdade, acompanhada de legendas de emojis. Quanta preguiça... Escrever bem não é apenas um dom, é um exercício que quando não praticado se esvai.

E eu tenho tanta coisa que quero contar além de fotos registros do meu dia a dia... Meu pensamento borbulha o tempo todo, eu não paro de pensar um só segundo. São lembranças, projeções, constatações, e fica tudo aqui dentro da minha cabeça. Às vezes sento em frente ao computador para fazer posts para o blog sobre esses pensamentos e só consigo pensar mais. Fico parada, sem tocar no teclado e minutos depois fecho o note... Às vezes me falta força, poucas vezes me faltam palavras, mas na maior parte das vezes me falta o costume.

Não sei como será 2018. É claro, espero que seja um ano iluminado, espero que as pessoas se preocupem mais umas com as outras genuinamente e não só quando precisam de um favor. Espero que a empatia deixe de ser uma palavra da moda e se torne de uma vez por todas um sentimento, espero que a religião seja uma ferramenta para que as pessoas se tratem bem e não algo que traga morte e dor, espero que a Copa do Mundo seja um momento de união dos povos e não um poço de corrupção, espero que as eleições sejam um marco na história do país e tragam esperança para todos nós. Não sei como ele será, nem para mim, nem para você, nem para o mundo. Mas espero o bem, espero saúde, amor e paz.

E tenho minhas metas pessoais, mas neste ano resolvi não colocá-las no papel. Apenas mentalizar e acreditar, continuar tomando as decisões com o coração, pois dessa forma dificilmente falharei.

Um feliz 2018 para todos nós! Que seja um ano de LUZ!

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