06 janeiro 2017

Hora de dormir


Eram 6h da manhã e o despertador tocou. Hora de dar o leite da Luiza, mas ela ainda não está acordada. “Será que ela acordará com o barulho do despertador?”, pensei. Se mexeu um pouquinho, mas continuou no sono dos justos. Foi para o berço bem alerta às 22h da noite anterior, rolou para um lado, para o outro... Mas depois de ter tomado um banho relaxante e tomado seu leitinho, dormiu oito horas seguidas, sem nem um milésimo de chorinho. Ou seja: foi dormir sozinha e dormiu a noite toda. Sonho? Não, realidade.

Eu sei que o que não falta, principalmente na internet, são pessoas para me julgar. “Ah, mas você deixou o bebê chorando”. Bem, isso depende do ponto de vista. Eu não deixei bebê nenhum chorando. Quando ela chorava, eu ia lá, dava um carinho, colocar a chupeta e saía do quarto com ela tranquila. Passado um tempo, ela realmente começava a chorar e eu esperava um pouco antes de entrar novamente. Nunca a abandonei. E o mesmo foi feito com Luquinha.

Se foi fácil? Claro que não. É muito complicado esperar para intervir. Dói no coração ver nosso bebê chorando, principalmente quando tudo que ele precisa é de um colinho, um aconchego. Mas a realidade é que ele também precisa dormir bem. E eu também preciso dormir bem. Graças a Deus, Luquinha dorme bem desde sempre. Lulu não foi igual. Ela acordava muitas vezes durante a noite porque mamou no peito até o oitavo mês de vida. Foi uma situação diferente. Mas agora ela não mama mais no peito e se alimenta bem durante o dia. Não tem motivo para continuar acordando à noite.

Minha rotina é uma loucura. Eu trabalho o dia inteiro. Quando estou em casa, continuo sem parar. Além de manter a casa arrumada para que os dois vivam em um ambiente agradável, eu sento no chão, brinco com eles, os alimento, assisto filme junto, faço pipoca e suco para sessão de cinema, faço o que eles quiserem para que nosso tempo juntos seja só alegria! E eu amo demais tudo isso! Mas para que possamos fazer tudo isso com qualidade diariamente, todos precisamos dormir bem. Por isso faço tanta questão que eles saibam dormir. E tenho orgulho, sim, de saber que ajudei nesse processo.

Para as pessoas que acham que é uma tortura... Algumas vezes tive essa sensação, não nego. Mas tentei me manter firme, acreditando que estava fazendo o melhor para ela. É difícil para a Lulu e também para quem está perto, como já disse anteriormente. Mas também não é lá essas coisas. O processo durou exatamente cinco dias. No primeiro dia, ela acordou às 2h da manhã e só dormiu, de fato, depois de uma hora. No segundo dia, foi ainda pior. Ela acordou às 11h da noite e só foi voltar a dormir 1h da manhã. Mas no terceiro dia, ela ficou acordada por cerca de 10 minutos após ter acordado às 2h. E no quarto dia, acordou, coloquei a chupeta e ela voltou a dormir. Hoje é o quinto dia e ela simplesmente dormiu a noite inteira.

Pode ser que na próxima noite ela dê uma acordada, pode ser que não. Mas é fato que tivemos uma evolução rápida. E a real é que estamos todos mais felizes. Acordamos hoje todos cheios de energia! Tudo porque nossas crianças dormiram bem a noite toda, e nós também.

Toda vez que vejo a galera partindo para o julgamento, lembro de Caetano Veloso: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. E também do ditado “cada um sabe onde o calo aperta”.

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