07 junho 2016

Dos livros que ando lendo


Ironicamente, na licença-maternidade tenho conseguido ler mais livros e ver mais séries do que na vida cotidiana. Acordar algumas vezes na madrugada tem suas vantagens, assim como essa fase em que o bebê ainda dorme muitas horas por dia. Downton Abbey já foi até a quinta temporada. Não encontro a sexta... acho que vou ter que alugar. Fico me perguntando se ainda existe isso... de alugar série... Estou vendo The Walking Dead com o Igor, então acabo não conseguindo ver tantos episódios seguidos (o que é ótimo porque a cada episódio eu fico bem impressionada). E quanto aos livros, foram três nos últimos dois meses:

O poder do discurso materno, Laura Gutman

Como eu era antes de você, Jojo Moyes

Quarto, Emma Donoghue

Achei os três sensacionais, cada um com seu propósito. Como eu era antes de você é um romance dramático, delicioso, me apaixonei pelos personagens, ri e chorei com eles. Daqueles que dá pena de terminar. Quarto já não é desses. Não me apaixonei pelos personagens, mas me compadeci, sem dúvidas. Quando o livro terminou me deu um certo alívio. A forma como a autora vê o mundo com os olhos de uma criança de cinco anos é sensacional. Apesar de ser uma criança que viveu os seus primeiros anos de vida de uma maneira bastante peculiar, seu olhar e suas constatações são similares às de qualquer outra criança da sua idade. É claro que nem preciso dizer, me fez pensar muito no Luquinha, em como ele vê o mundo.

"Além disso, em todo lugar que eu olho para as crianças, os adultos quase todos parecem não gostar delas, nem mesmo os pais. Eles chamam os filhos de lindos e tão bonitinhos, mandam as crianças fazerem tudo de novo para eles poderem tirar fotos, mas não querem de verdade brincar com elas, preferem tomar café conversando com outros adultos. Às vezes tem um bebezinho chorando e a mãe nem ouve".
Quarto, Emma Donoghue

Essa citação não saiu da minha cabeça desde que a li. Sem dúvidas, há momentos em que me encaixo totalmente nela. Quantas vezes por dia, não me vejo com o telefone na mão e Luquinha do meu lado...?! Sei disso, me repreendo, me culpo e tento fazer diferente. Muitas vezes me proponho exercícios pessoais e individuais, ficando sem tocar no telefone uma manhã ou uma tarde inteira. Além disso, se tem uma coisa que me deixa nervosa é quando uma criança está falando com um adulto que não está prestando atenção. É claro que é difícil explicar para eles que precisam esperar sua vez para falar e não podem ficar interrompendo conversas. Requer tempo isso. Mas, ainda assim, precisamos escutar, precisamos prestar atenção. Tudo o que eles têm para nos dizer é importante!

Mas a era do celular é realmente traiçoeira com as crianças nesse sentido. Eu sou prova disso, registro tudo. Às vezes fico me perguntando: pra quê? O blog tem uma razão. Estou ajudando a criar memória para eles, para mim, para o Igor. E não toma muito meu tempo. Dez minutos por dia, no máximo, para escrever esses posts. Agora, Facebook, Instagram, Snapchat, Pinterest... Podem me tomar um dia inteiro. 

Eu tenho uma amiga que é avessa às redes sociais. Sempre falo para ela que a invejo. Quem sabe eu consigo ser igual a ela? Digo que ela deve ter o quádruplo de tempo por dia que as pessoas online, como eu. Deve ser tão bom... Vou tentar.

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