28 junho 2016

Diálogos


Antes de ter filho, se alguém me falasse que conversa de igual para igual com seu filho de quatro anos, eu imaginaria que era modo de falar. Quatro anos, gente, é um bebê ainda! Mas não é, não! Luquinha, no auge dos seus quatro anos, conversa, argumenta, debate, como todos os seus amiguinhos da mesma idade fazem. Não é exclusividade dele, os quatro anos são assim, cheios de magia!

Sensível

Eu não posso falar pelos outros, mas esta fase aqui em casa está sendo sensacional. Acima de tudo porque Luquinha demonstra uma sensibilidade linda. Ontem, estávamos conversando eu, minha mãe e Luquinha. E ele disse que o brinquedo que ele mais gostou de ganhar na vida inteira era o Pokemon (minha mãe deu para ele na semana passada, veio num lanche do Mc Donalds que ela comprou só para ganhar o brinquedo para ele). Mas pediu que não contássemos nada para o papai, porque ele achava que era o Michelangelo que ele tinha dado, e ia ficar triste se soubesse... <3

Esperto

Desde que Lulu nasceu, a mãe do seu melhor amigo está dando uma força com a escola. Quando não é ela, é o Igor. Aí hoje ele me perguntou se ela o levaria e eu disse que sim. E ele perguntou quando não for ela, quem será (já sabendo da resposta), e eu disse que era o papai. Então, ele disse: tá bem, mas sempre que não for o papai, será ela, tá? E eu disse: Ah, então eu não posso mais te levar? E ele disse: mas você tem que cuidar da Lulu... Eu: Mas eu também tenho que cuidar de você. Ele: Você cuida de mim quando eu estiver em casa. Fim.

E quando for adulto

Luquinha já deixou claro como ele quer ser quando for adulto:

- vai dormir na hora que quiser e não vai dormir à tarde nunca;
- vai comer bem pouquinho porque ele só come porque tem que comer;
- vai tomar banho na hora que ele quiser e se ele quiser.
- vai ser baterista e Power Ranger.

Aliás, sobre isso, ontem estávamos conversando e ele me perguntou se quando for adulto pode ser várias coisas de uma só vez. Mas não ao mesmo tempo. Ser uma coisa uma hora, outra coisa outra hora... E eu disse que sim, que provavelmente muito mais do que hoje. Aí ele me perguntou:

- Eu posso ser o que eu quiser?

Quanto tempo esperei para responder essa pergunta....

- Sim, filho, o que você quiser. Contanto que você não faça mal a ninguém, você pode ser o que você quiser.

E meu peito se encheu de alegria. <3





2 comentários:

  1. Leva ele para assistir Procurando Dory! 😉😘

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    1. Vou levar, Gabi! Eu, não. O pai rsrsrs Eu não tenho podido ir ao cinema neste momnento kkkkkk

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