30 junho 2016

Dois meses de muitaaa gostosura


Lulu fez dois meses ontem e recebemos a família para mais um bolinho de mesversário. Ontem nem tiramos ela do carrinho para cantar parabéns porque foi o dia das 32784636 vacinas do segundo mês e ela ficou bem amoadinha. Para nossa sorte, e dela principalmente, dormiu o dia inteiro, acordando somente para mamar. Então, não sofreu tanto. Mas cada hora que acordava chorava e dava para ver que era de dor. Não dá para explicar, a gente conhece o choro deles depois de um tempo. Sei identificar claramente o choro de cólica, de fome, de dor e de sono. São todos diferentes.

Esses dois meses passaram voando - as melhores coisas da vida sempre passam voando, né rs. Parece que foi ontem que chegamos em casa com a Lulu, nos adaptando a essa nova vida a quatro. Nesses 60 dias, recebemos tantas visitas de familiares e amigos, que nem parece que éramos só nós quatro o tempo todo. A casa vive cheia, do jeito que a gente gosta.

As primeiras semanas foram bem mais cansativas do que estão sendo agora. Já há um tempinho Luiza dorme sete horas seguidas, acordando somente uma vez durante a noite, sendo esta quase sempre depois das 5 da manhã. O que é ótimo, porque encaixa direitinho com a rotina do Luquinha de acordar cedo.

Se nas primeiras semanas, Lulu queria mamar o tempo todo, a qualquer momento, sempre tornando complicado para mim a hora do café da manhã, de almoçar e cuidar do Luquinha - tudo conforme o esperado, até mesmo conversado com o Luquinha antes -, hoje, dois meses depois, ela tem segurado o mama por mais tempo. Em geral, mama de duas em duas ou de três em três horas durante o dia.

Continua só no peito e até a última consulta pediátrica ganhou peso suficiente. Na verdade, está até com o IMC mais alto do que o ideal, mas a Dra. Márcia, pediatra deles, explicou que não há problema nisso se o leite é só materno.

Se com o Luquinha só arriscamos o primeiro passeio fora de casa após os dois meses - foi um passeio no Shopping Downtown -, a Lulu já está super saidinha. Vai direto com a gente no clube onde o Luquinha faz suas atividades físicas, foi numa festa junina no fim de semana passado e essa semana também foi passear no Shopping Downton, onde encontramos a tia Ique para comemorar seu aniversário. Isso, sem contar com as visitas! Já foi na casa da dinda Fê, na casa da vovó, dos tios, da tivó... só falta viajar para a casa da vovó Helena!

De todos os marcos já alcançados nos últimos dois meses, o mais esperado por mim foi o sorriso! <3 E ele chegou essa semana de verdade! Há algumas semanas achamos que pudesse ter sido, mas não era. Agora é mesmo! Está sorrindo quando falam com ela, quando brincam, quando falam nenenês. É uma graça! Esses dois meses foram maravilhosos! Que todos os outros sejam assim! Amém! :)

28 junho 2016

Diálogos


Antes de ter filho, se alguém me falasse que conversa de igual para igual com seu filho de quatro anos, eu imaginaria que era modo de falar. Quatro anos, gente, é um bebê ainda! Mas não é, não! Luquinha, no auge dos seus quatro anos, conversa, argumenta, debate, como todos os seus amiguinhos da mesma idade fazem. Não é exclusividade dele, os quatro anos são assim, cheios de magia!

Sensível

Eu não posso falar pelos outros, mas esta fase aqui em casa está sendo sensacional. Acima de tudo porque Luquinha demonstra uma sensibilidade linda. Ontem, estávamos conversando eu, minha mãe e Luquinha. E ele disse que o brinquedo que ele mais gostou de ganhar na vida inteira era o Pokemon (minha mãe deu para ele na semana passada, veio num lanche do Mc Donalds que ela comprou só para ganhar o brinquedo para ele). Mas pediu que não contássemos nada para o papai, porque ele achava que era o Michelangelo que ele tinha dado, e ia ficar triste se soubesse... <3

Esperto

Desde que Lulu nasceu, a mãe do seu melhor amigo está dando uma força com a escola. Quando não é ela, é o Igor. Aí hoje ele me perguntou se ela o levaria e eu disse que sim. E ele perguntou quando não for ela, quem será (já sabendo da resposta), e eu disse que era o papai. Então, ele disse: tá bem, mas sempre que não for o papai, será ela, tá? E eu disse: Ah, então eu não posso mais te levar? E ele disse: mas você tem que cuidar da Lulu... Eu: Mas eu também tenho que cuidar de você. Ele: Você cuida de mim quando eu estiver em casa. Fim.

E quando for adulto

Luquinha já deixou claro como ele quer ser quando for adulto:

- vai dormir na hora que quiser e não vai dormir à tarde nunca;
- vai comer bem pouquinho porque ele só come porque tem que comer;
- vai tomar banho na hora que ele quiser e se ele quiser.
- vai ser baterista e Power Ranger.

Aliás, sobre isso, ontem estávamos conversando e ele me perguntou se quando for adulto pode ser várias coisas de uma só vez. Mas não ao mesmo tempo. Ser uma coisa uma hora, outra coisa outra hora... E eu disse que sim, que provavelmente muito mais do que hoje. Aí ele me perguntou:

- Eu posso ser o que eu quiser?

Quanto tempo esperei para responder essa pergunta....

- Sim, filho, o que você quiser. Contanto que você não faça mal a ninguém, você pode ser o que você quiser.

E meu peito se encheu de alegria. <3





27 junho 2016

Como fazer...



É muito simples... Não planeje.

Ontem à noite chamei as duas, em momentos diferentes, e não é que as duas toparam? Pois hoje, quando acordamos, estava um dia lindo! Lulu mamou antes de sairmos e dormiu quase o tempo todo em que estávamos na rua. Fomos num lugar aqui do bairro que eu ainda não conhecia, apesar de morar aqui já há quatro anos e frequentar o bairro há aproximadamente 12. Uma energia tão boa! Há controvérsias quanto à Baía de Guanabara. Ela realmente é muito suja, Mas, ainda assim, é muito bonita. Caminhamos por 50 minutos, bem cedo, com um solzão inspirador!

Além de ter sido mara porque elas foram comigo, foi bom também porque hoje o Igor não poderia ficar com a Lulu para eu ir à academia. Então, consegui matar meu exercício do dia levando a Luiza comigo.

Aqui em casa ninguém é assim um exemplo de vida saudável. Mas todo mundo se preocupa com isso o tempo todo. Já é um começo, né... rs Estamos sempre tentando fazer opções saudáveis na cozinha e sempre nos movimentando. Igor corre e joga bola, eu corro, às vezes faço academia (apesar de não ser fã), às vezes nado... Adoro suar! E Luquinha vocês já sabem, tem as atividades diárias dele. ;) Esses dias ele disse que quando crescer vai querer correr comigo e com o pai. Nem preciso falar que meu coração encheu de orgulho!! <3

26 junho 2016

O inverno chegou !!!


O Inverno chegou oficialmente na última semana, embora tenha dado as caras algumas semanas antes por aqui, confundindo o nosso Outono que costuma ser sempre tão quentinho... (a quem eu quero enganar, fingindo que eu gosto do Outono quentinho...rsrsrs). As crianças parecem adaptadas, Luquinha nem se importa mais de colocar a calça e blusa de manga comprida (não houve frio que o convencesse ano passado). Lulu teve poucos dias de calor até agora, nem sabe o que é isso direito, então está acostumada a estar sempre com mais de um body, além de luvas, casacos e mantas sem fim.

Eu, que amo tanto as temperaturas mais amenas, sou a que está demorando mais na adaptação. Vivo com alergia, tossindo, espirrando, e tenho muita dificuldade em fazer o frio passar. Às vezes penso que preciso de luvas e gorro... Mas aí lembro que estou no RJ e não está tããão frio assim. Mas não é i que sinto. Às vezes parece que só falta nevar lá fora...

Quando é só frio, é ainda melhor... Porque quando chove é que é f* mesmo. Aí não podemos nem sair com as crianças, nem ir à pracinha, nem ir à natação, não podemos fazer nada. E com a Lulu ainda tão pequena, nem no shopping podemos ir.

Passei a vestir o Luquinha no box, para a Lulu, fechamos todo o banheiro e levamos para lá o trocador, fralda, pomada e roupa. Ela sai do banheiro já pronta. A água nem precisa gelar... tomo direto do filtro e está ótima. As roupas são um problema... demoram tanto para secar... E aí ficam ao lado da cozinha absorvendo o cheiro de toda a comida que preparamos nos dias em que estão penduradas.

Mas o frio tem seu lado bom também. Se, por um lado, aumenta o número de doenças respiratórias, a tendência é que diminuam doenças sérias como as transmitidas pelo Aedes Aegypt, como dengue, zika e chikungunya. E tem também a comida... dá mais vontade de comer coisas quentes, e a gente acaba comendo mais coisas gostosas, como o meu chá preferido de camomila, baunilha e mel, ou um café com leite bem quentinho... nos dois casos, gosto de pegar a xícara com as duas mãos para esquentá-las. É tão gostoso...

Bem, o inverno só começou. A previsão é que seja o inverno mais gelado dos últimos anos... Vamos ver o que está por vir. ;)

25 junho 2016

Sábado animado!!!


Se a gente fica em casa, Luquinha quer ficar em frente à tela o tempo inteiro. Não posso culpá-lo. Eu mesma, se deixar, fico... =( Mas é triste. É triste deixar a vida passar em frente à tela. Seja da TV, do telefone, do tablet, seja vendo filme, jogando ou fazendo qq outra coisa. A vida é lá fora, é com a cara no sol, cabelos ao vento! :) É disso que eu gosto de verdade! E Luquinha também. E Luiza não sabe ainda, mas ela também! :p

Então, quando chega o fim de semana, a gente vai arrumar o que fazer! Hoje fomos primeiro na feira, onde comi uma tapioca deliciosa de leite condensado com coco (que eu sabia que não devia ter comigo porque, mais uma vez, causou AQUELA cólica na Lulu... tenho que resistir à tentação da próxima vez... tadinha...), e Luquinha encontrou o amiguinho da escola, Diguinho. Brincou no pula pula, brincou de gangorra e balanço e quando íamos dar uma passadinha em casa, recebemos uma ligação da Talita para irmos ao seu encontro em uma festa junina que acontecia em outra pracinha. Encontrou, então, Tomaz e Lucca, com quem havíamos marcado, e coincidentemente, encontramos também o amiguinho Nicolas e a professora da escola deles que estava por lá com a família.

Fomos ficando, ficando, e acabamos saindo de lá já quase no fim da tarde, quando todos já tinham ido embora e outros pais estavam chegando com as crianças para brincar na praça. Luquinha passou o dia de pés descalços (como eu adoro!!!), brincando na terra, com os amigos, num dia lindo, ensolarado, com temperatura agradável... Sem brinquedos (a não ser os de lá mesmo), sem dispositivos eletrônicos... E com muita imaginação!

Um sábado bem aproveitado! <3

Lulu colaborou com tudo! Saímos de casa atrasados porque ela resolveu mamar na hora exata em que estávamos saindo... Mas acabou sendo melhor, pois mamou tanto, que só foi querer mamar de novo quando a festa junina já estava acabando e a pracinha estava mais vazia.

16 junho 2016

Frio, tanto te quis, que já não quero mais!


Não consigo me lembrar de frio tão frio quanto esse no Rio de Janeiro. A gente está acostumado a pegar frio quando viaja. Então a gente se prepara, leva luva, toca, casaco contra vento, meia-calça grossa para usar por baixo da calça, bota... Mas não, a gente não está acostumado a viver assim! Ficamos aqui rezando para o frio passar, sabendo que vamos reclamar quando o calor voltar. A gente nunca sabe o que quer, não é mesmo?

Mas a realidade é que eu, enquanto indivíduo, AMO frio. Amo mesmo! Adoro sentir a ponta do nariz geladinha, adoro ficar cheia de casacos, tomar chocolate quente, adoro a sensação do sol batendo no nosso rosto sem aquela sensação de que estamos derretendo. Mas mãe que é mãe sabe que o nosso eu indivíduo perde espaço quando as crianças chegam. Eu amo frio, mas fico com uma dó imensurável de tirar o Luquinha debaixo da coberta de manhã cedo. Eu amo frio, mas é cansativo levantar mil vezes antes de dormir para colocar e tirar o cobertor da Lulu (os médicos dizem que corre risco de sufocamento... aí eu tiro... aí penso que ela está congelando de frio mesmo com tanta roupa... aí eu coloco... aí eu lembro do sufocamento... aí eu tiro... aí eu já tô com tanto sono que nem sei mais o que estou fazendo.. durmo pedindo ajuda aos céus). Eu amo frio, mas filho está amando a natação e eu lembro que não deixava de ir no inverno #comofaz. Eu amo frio, mas Lulu não tem roupa para temperaturas abaixo de 15 graus Celsius.

Aí, o que a gente faz? Fica em casa trancada o dia inteiro esperando a nevasca invisível passar? Não... A gente sai de casa e percebe que lá fora não está tão frio quanto aqui dentro. Aha! Mas e aí faz como? Fica o dia inteiro vagando na rua?!

Vou te contar... Nunca pensei que fosse falar isso, mas, calor, você me perdoa e volta?!

15 junho 2016

Porque eu acredito num mundo melhor!


Queridos Lucas e Luiza, 

eu não sei dizer como o mundo estará quando vocês tiverem acesso a essa carta. Mas posso contar para vocês um pouco sobre como o mundo é hoje: cruel. Nesse fim de semana, um rapaz cheio de ódio no coração matou sozinho 50 pessoas em uma boate nos Estados Unidos. Nesse exato momento, estou assistindo a uma matéria sobre um grupo de ladrões que entrou numa escola pública no horário de aula e assaltou os alunos e professores. Além disso, espancaram uma das professoras porque ela não encontrava a chave do carro. Todos os dias temos notícias desse tipo nos jornais. É uma tristeza, não dá nem vontade de ver TV.

Por outro lado, nós - eu, vocês e o papai - estamos rodeados de pessoas do bem. Pessoas que se importam com o próximo, que têm muito amor no coração, que só fazem o bem, que acreditam num mundo melhor, assim como eu. São nossos familiares, nossos amigos, as famílias dos seus amiguinhos da escola, pessoas que conhecemos no supermercado, que esbarramos no shopping. Elas estão por aí, em todos os lugares, embora às vezes sejam apagadas perto de tanta notícia triste.

É uma batalha diária a nossa, para que o bem vença o mal. Lulu ainda é pequena, mas todos os dias, em cada detalhe de alguma situação, de alguma vivência, ensinamos você, Luquinha, a ser uma pessoa do bem. E você é, o que nos dá uma sensação de alívio em perceber que estamos no caminho certo. Tenho certeza que Lulu também será, pois o principal ingrediente para isso é amor.

Amor que essas pessoas que fazem maldade nunca receberam, ou que foi ofuscado por outras maldades que foram feitas com elas. É um ciclo: falta amor para os pais, falta amor para os filhos e assim vamos vendo todo esse ódio propagar.

Mas juntos somos fortes! Temos que acreditar que há muito mais amor no mundo do que ódio! Que as pessoas estão aprendendo que é preciso amar ao próximo, que é preciso respeitar o próximo, que é preciso ser solidário ao próximo. 

Eu e o seu pai acreditamos nisso!! Por isso que, eletivamente, escolhemos que vocês viessem fazer parte deste planeta. Porque acreditamos nele, porque acreditamos em vocês, porque acreditamos no amor. 

Neste momento, tudo o que desejo é que o futuro seja melhor do que o presente. Porque vocês merecem viver em um ambiente do bem!

Amo vocês!

Mamãe    


07 junho 2016

Dos livros que ando lendo


Ironicamente, na licença-maternidade tenho conseguido ler mais livros e ver mais séries do que na vida cotidiana. Acordar algumas vezes na madrugada tem suas vantagens, assim como essa fase em que o bebê ainda dorme muitas horas por dia. Downton Abbey já foi até a quinta temporada. Não encontro a sexta... acho que vou ter que alugar. Fico me perguntando se ainda existe isso... de alugar série... Estou vendo The Walking Dead com o Igor, então acabo não conseguindo ver tantos episódios seguidos (o que é ótimo porque a cada episódio eu fico bem impressionada). E quanto aos livros, foram três nos últimos dois meses:

O poder do discurso materno, Laura Gutman

Como eu era antes de você, Jojo Moyes

Quarto, Emma Donoghue

Achei os três sensacionais, cada um com seu propósito. Como eu era antes de você é um romance dramático, delicioso, me apaixonei pelos personagens, ri e chorei com eles. Daqueles que dá pena de terminar. Quarto já não é desses. Não me apaixonei pelos personagens, mas me compadeci, sem dúvidas. Quando o livro terminou me deu um certo alívio. A forma como a autora vê o mundo com os olhos de uma criança de cinco anos é sensacional. Apesar de ser uma criança que viveu os seus primeiros anos de vida de uma maneira bastante peculiar, seu olhar e suas constatações são similares às de qualquer outra criança da sua idade. É claro que nem preciso dizer, me fez pensar muito no Luquinha, em como ele vê o mundo.

"Além disso, em todo lugar que eu olho para as crianças, os adultos quase todos parecem não gostar delas, nem mesmo os pais. Eles chamam os filhos de lindos e tão bonitinhos, mandam as crianças fazerem tudo de novo para eles poderem tirar fotos, mas não querem de verdade brincar com elas, preferem tomar café conversando com outros adultos. Às vezes tem um bebezinho chorando e a mãe nem ouve".
Quarto, Emma Donoghue

Essa citação não saiu da minha cabeça desde que a li. Sem dúvidas, há momentos em que me encaixo totalmente nela. Quantas vezes por dia, não me vejo com o telefone na mão e Luquinha do meu lado...?! Sei disso, me repreendo, me culpo e tento fazer diferente. Muitas vezes me proponho exercícios pessoais e individuais, ficando sem tocar no telefone uma manhã ou uma tarde inteira. Além disso, se tem uma coisa que me deixa nervosa é quando uma criança está falando com um adulto que não está prestando atenção. É claro que é difícil explicar para eles que precisam esperar sua vez para falar e não podem ficar interrompendo conversas. Requer tempo isso. Mas, ainda assim, precisamos escutar, precisamos prestar atenção. Tudo o que eles têm para nos dizer é importante!

Mas a era do celular é realmente traiçoeira com as crianças nesse sentido. Eu sou prova disso, registro tudo. Às vezes fico me perguntando: pra quê? O blog tem uma razão. Estou ajudando a criar memória para eles, para mim, para o Igor. E não toma muito meu tempo. Dez minutos por dia, no máximo, para escrever esses posts. Agora, Facebook, Instagram, Snapchat, Pinterest... Podem me tomar um dia inteiro. 

Eu tenho uma amiga que é avessa às redes sociais. Sempre falo para ela que a invejo. Quem sabe eu consigo ser igual a ela? Digo que ela deve ter o quádruplo de tempo por dia que as pessoas online, como eu. Deve ser tão bom... Vou tentar.

06 junho 2016

Cólicas


Desde a segunda semana de vida da Lulu ela tem cólica. Segundo sua pediatra, desde o momento que poderia ter. Não esperou nem um segundinho a mais. E agora ela tem cólica todos os dias, durando praticamente as três horas previstas pelos especialistas no assunto. Paralelamente, ela tem dormido sete horas por noite direto, acorda, mama, e dorme mais três horas até amanhecer. Eu provavelmente nunca vou ter certeza, mas minha teoria é que ela fica tão cansada de chorar à noite, que capota depois. Dá uma dorzinha no meu coração só de pensar que é isso. Coisa de mãe, se eu pudesse conter a dor que ela sente com a cólica, faria isso sem hesitar nem por um milésimo de segundo, mesmo que isso significasse que ela acordaria diversas vezes na madrugada.

A parte "boa", se é que a gente pode chamar disso, é que eu tenho experiência por ter vivido isso com o Luquinha. Sei que não há muito o que fazer, então não adianta desesperar. Vou mudando as táticas para ir amenizando a dorzinha que ela deve sentir...

Seguro no braço com a barriguinha para baixo;

Coloco ela voltada para minha barriga e a abraço, balançando suavemente (o calor do meu corpo ajuda);

Faço exercício de bicicletinha com as pernas dela para que possa soltar pum (e muitas vezes ela solta, embora isso não resolva o problema da cólica... alguns minutos depois ela está chorando de novo);

Uso simeticona )mas só quando o choro está persistente e ela está, de fato, puxando as perninhas para cima);

Se ela dá uma trégua no choro, enrolo ela no Swaddle para que possa relaxar um pouco dormindo, com chupeta e, se possível, com uma musiquinha relaxante...

Mas, vejam bem, nada disso é dica para combater a cólica. São coisas que eu faço que funcionam com ela por alguns minutos. Nenhuma dessas opções faz com que a cólica passe. Embora, toda vez que eu paro tudo o que estou fazendo para dar um banho morninho, ela relaxe bastante. Fica sem chorar o tempo todo do banho. ;) Mas, mais uma vez, não é solução. Funciona com ela, mas várias coisas que funcionavam com o Luquinha não funcionam com ela, e vice-versa.

A cólica do Luquinha chegou um pouco mais tarde e durou até praticamente o dia exato em que ele fez três meses. Estou torcendo para que pelo menos nesse término do problema as situações sejam parecidas. ;)

03 junho 2016

Uma semana difícil


Luquinha passou a semana com febre. Depois apareceram manchas na pele, como as que relatam em casos de Zica ou Dengue. Imaginamos que não seja Dengue porque ele não teve nenhum outro sintoma da doença, mas assim como pode ser Zika, pode ser uma série de outras viroses que têm sintomas similares ou iguais a esses. A questão é que quando é vírus, não há muito o que fazer senão observar e dar remédios que amenizem os sintomas. É uma das coisas que a gente aprende com a maternidade. A boa notícia é que, neste momento, a febre passou e as manchas não aumentaram.

Eu posso me sentir agradecida:

1. Apesar da febre alta, Luquinha se manteve bem a semana inteira, não perdeu a energia, nem o apetite, muito menos a felicidade habitual que tem!
2. Igor estava comigo todos os dias, o dia inteiro!

Nem sei dizer como seria se ele não estivesse. É claro que eu sei que teria ajuda, como tivemos, de fato, do meu cunhado que acompanhou o Igor em determinado momento. Mas é diferente ele estando aqui comigo, sem sombra de dúvidas. Foi quase como um teste para eu pensar no que teria feito se ele não estivesse.

Apesar de todo o cenário ajudando, foi muito ruim ver Luquinha doente assim. Ele nunca fica assim, tem, no máximo, uma gripe ou outra. A última vez que teve algo assim foi a síndrome da mão, pé, boca, uma virose também, que teve quando era bebê. Que dó deu dele! Como tinha um monte de ferida na boca, não conseguia mamar na mamadeira, nem se alimentar direito. A única coisa que conseguia comer era iogurte bem gelado, devia aliviar... Faz aproximadamente quatro anos que isso aconteceu. Nesse meio tempo, sofreu outras vezes, como quando caiu e quebrou o dente, ou quando o portão da escola prendeu no dedo dele... É sempre o pior sentimento do mundo quando vejo ele exposto. Se eu pudesse, transferia todos os males para mim! Só nós sabemos...

Bem, passado o pior quadro, nesse momento ele está se recuperando. Só saberemos o que ele tem na semana que vem, quando, provavelmente - esperamos - ele já estará melhor.

Por causa disso, Luquinha perdeu o primeiro passeio que teria com a escola. Uma pena. Estava tão, mas tão ansioso para ir... =/ Mas não foi dessa vez. Teremos sorte na próxima! ;)

Luquinha doente, com Luiza em casa, com apenas um mês... É muito difícil, quase impossível, manter esse "controle de qualidade". Estamos fazendo o possível, lavando muito a mão, passando bastante álcool gel... E rezando bastante para que dê tudo certo e ela continue protegida. rs Foi só o primeiro desafio como mãe de dois... Na verdade, o segundo, o primeiro foi a adaptação dele à chegada dela. ;)