18 maio 2016

Amamentação: o que mudou do Luquinha para a Lulu?


Não é novidade para quem acompanha o blog que minha primeira experiência com a amamentação foi desastrosa. Bem, nem sei se deveria estar falando isso aqui porque os problemas só começaram, de fato, quando Luquinha tinha dois meses e a médica disse que ele não tinha ganhado peso nenhum. Mas, para mim, a diferença já é nítida, e, por isso, vou falar sobre o assunto, sim!

Principais erros cometidos na primeira vez:

  • Por ter lido o livro Encantadora de Bebês, levei a ferro e fogo a instrução de que deveria dar de mama de três em três horas, ensinando o bebê a se adaptar à minha rotina. Quando ele chorava, se tinha acabado de mamar, ou mamado 20 minutos antes, ou até uma hora antes, eu não dava o peito novamente. Dava chupeta, pegava ele no colo, fazia qualquer coisa, menos dar o peito.
  • Ainda seguindo as instruções do livro, eu contava quanto tempo cada mamada levava, aos 20 minutos - se chegasse a isso tudo - eu trocava de peito. E ficava cada vez mais estressada conforme os tempos da mamada iam diminuindo. 
  • Quando a médica me disse que estava muito errado ele não ter engordado nada, e que eu devia fazer com que ele mamasse, a amamentação virou uma obsessão. Mas ele já estava acostumado a mamar pouco, e eu fiquei numa luta intensa aqui em casa, me causando um estresse horrível. Em nenhum momento eu parei para pensar que, mesmo sem ganhar peso naquele mês, o peso dele estava ótimo! Batendo a terceira linha da avaliação que os pediatras fazem. Ela me assustou, me obrigou a dar somente o peito e mais nada, mas não me disse que o estresse faria o meu leite secar (ela só foi pediatra do Luquinha até o segundo mês mesmo).
  • Eu desisti. Estava estressante demais, eu estava beirando a depressão, e não queria mais. Na época foi melhor, sem dúvida, eu voltei a sorrir. Luquinha passou a ficar alimentado e tudo seguiu bem. Mas se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, teria procurado ajuda especializada para reverter o quadro. Desistir pode ter feito as coisas melhorarem, mas também me causou muito sofrimento e culpa na época. 


Principais mudanças com a chegada da Luiza:


  • Livre-demanda;
  • Sem relógio por perto para marcar o tempo das mamadas;
  • Não tenho ideia de quantas vezes a Luiza mama por dia;
  • A escolha do peito é na hora. Apalpo para ver qual está duro e vou nele. Se percebo que ela está mamando mais em um, ofereço o outro para que não fique "viciada" em um só lado;
  • Chorou, mamou.

Outro dia, me deparei com esse texto, do site Mães de Peito. E me identifiquei. É quase tudo como estou fazendo agora. Conhecimento adquirido ao longo dos anos.

No mais, a amamentação pode ser bem complicada, principalmente pela insegurança, mais comum no primeiro filho. É uma realidade e outra realidade é que os médicos e enfermeiros não estão preparados para orientar as mães. Eles querem que elas amamentem, mas não sabem como guiá-las. Mas existe muita gente especializada. Vale sempre buscar ajuda.

Mas o que também não pode acontecer é se sentir a pior pessoa do mundo por não conseguir. É realmente difícil, inúmeras coisas podem dar errado. E a avaliação deve ser da mãe, se é algo que ela consegue levar ou não. Lembro que, na época do Luquinha, a maior parte a minha culpa veio pela pressão da sociedade para que eu amamentasse. Como se desistir fosse um ato super egoísta da minha parte e eu estivesse fazendo aquilo por puro capricho. Mas só eu sabia o quanto estava sofrendo e só eu sei como encontrei a felicidade ao desistir. É uma avaliação pessoal e não é bacana julgar. O Luquinha é e sempre foi uma criança saudável. Assim como eu, que mamei somente um mês, sou e sempre fui saudável. Sem dúvidas, o leite materno é a melhor opção para alimentação do bebê, e amamentar é um ato de amor indescritível! Mas é importante reconhecer que a tecnologia evoluiu e é capaz de suprir sua falta.

Obs. O Luquinha mamou por quatro meses exatos.





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