25 abril 2016

Dumbo e o "nascimento" da emoção

Há alguns meses, Luquinha assistiu Dumbo pela primeira vez. Eu estava lá e vi com meus próprios olhos os dele encherem de lágrimas. Quando viu que eu estava olhando, sorriu e me abraçou. Foi a primeira vez que vi Luquinha, aos quatro anos, se emocionar com a cena de um filme. Foi justo na cena em que Dumbo, já separado da mãe, vai visitá-la em seu vagão. De longe, ela consegue fazer um carinho nele e ele chora, como qualquer criança que fosse separada de seus pais choraria. É realmente de cortar o coração.



Quando verbalizei para o Luquinha o que estava acontecendo com ele naquele momento, ele me contou na mesma hora que outro dia, sentiu a mesma coisa ao assistir Bambi. Eu nem sabia que ele já tinha assistido ao filme. Disse que foi na hora em que a mãe do Bambi o deixa... Não lembro do filme, mas me parece que foi essa parte:





Fiquei com o coração na mão. Aliás, ontem, eu e Igor deixamos de assistir um filme ainda no começou, por acharmos que seria pesado demais para aguentarmos até o fim. Não é o momento, estou muito sensível ainda por causa dos hormônios da gravidez. O filme em questão é O Quarto de Jack. Imagino que não tenhamos chegado nem perto das partes mais tristes do filme. Mas só de ver aquela criança, com a idade similar à do Luquinha, vivendo de forma tão limitada, tão como não deve ser, sem conhecer nada do mundo, sem ter noção da ideia de infinito... Para a gente foi o suficiente.

Mas, voltando ao Luquinha, toda vez que ele assiste Dumbo - e já foram várias - ele se emociona na mesma parte. É lindo ver que ele se importa, que ele sente, que ele enxerga e entende o que acontece ali.

Me dói vê-lo sofrer, mas a dor não é nada perto do orgulho de ver que ele sente pelo outro, que ele sofre com o sofrimento alheio. É bonito, é humano.

Da mesma forma que ele ri com a alegria do outro. Ontem fomos a uma peça de teatro sobre circo, cheia de palhaçada inocente, mas que o fez gargalhar tanto... Igualmente lindo, igualmente especial! <3


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