24 março 2016

#3 coisas que eu amo sobre a gravidez {e #3 coisas que eu abriria mão facilmente se pudesse}

Como quase tudo na vida, a gravidez tem seu lado apaixonante e seu lado insuportável. Quando a gente chega no oitavo mês, este segundo lado ganha mais força...



#3 coisas que eu amo sobre a gravidez

#1 
Sentir o bebê mexer dentro de você

A ansiedade começa quando as pessoas começam a perguntar se você já está conseguindo sentir. Mesmo que sejam pessoas que você sabe que não têm o menor conhecimento sobre isso porque não têm ideia de quando isso deve começar a acontecer, você se pergunta: será que eu já deveria estar sentindo o bebê mexer? Bem, pode demorar um tempo, mas ele começa a mexer e depois mais e mais, até parecer que você tem um verdadeiro alien dentro de você. E te digo, essa é a melhor parte! Às vezes, parece que a Luiza dá cambalhotas na minha barriga! Como, neste momento, ela já está grandona e não consegue mais fazer tamanha estripulia, eu imagino que seja somente ela virando de um lado para o outro. É delicioso do mesmo jeito. Eu amava com o Luquinha, eu amo com a Luiza. E essa para mim é a melhor parte de todas.

#2
Ter a segurança de que o bebê está protegido

É uma percepção que eu só tive quando o Luquinha nasceu. Não tê-lo mais dentro de mim fez com que eu sentisse a insegurança dele "solto no mundo". Sei que não é racional, pois - ainda mais em tempos de zika -, sabemos que o bebê está exposto a partir do momento em que nasce. Mas é diferente. Aqui na barriga, o Luquinha ia e a Luiza vai comigo para onde eu for. Qualquer ameaça externa eu sou - ou me sinto - capaz de combater! Quando o bebê nasce, a sensação é de que, por não podermos levá-los conosco para onde vamos, o bebê estará inseguro.

É claro que é uma sensação sutil, não faz com que a gente fique grudada no bebê 24h por dia. rs Mas eu senti isso e, para mim, é uma das coisas boas da gravidez. São meses que nos garantem um mínimo de segurança.

#3
O mundo parece mais feliz

Todo mundo ri para você na rua, todo mundo é simpático, todo mundo é, ou parece ser, feliz. As pessoas são mais carinhosas, mesmo as que você nunca viu na vida antes. As pessoas são mais atenciosas, se preocupam com o seu bem-estar. Parece que a gente vive em outro mundo. Mas é só durante os meses que a barriga aparece, então, se não parece que você está grávida, essa é uma percepção que você não terá. rs

Receber toda essa energia boa é muito bom! E ela se prolonga quando você tem um bebê nos braços. Quando o bebê deixa de ser bebê e vira criança, já diminui consideravelmente o carisma dos outros. Mas ainda tem algo diferente... Imagino que na adolescência isso acabe de vez. ahahaha

#3 coisas que eu abriria mão facilmente se pudesse

#1
O peso

Neste momento, estou 12kg acima do meu peso normal. É cansativo andar, é cansativo subir escada, é cansativo dirigir, é cansativo pegar ônibus... Eu continuo fazendo tudo normalmente, mas forço bastante a barra. É comum me ver ofegante. É claro, isso não se deve somente ao aumento do peso, mas ao aumento da circulação sanguínea, à anemia e a outros fatores. Mas o peso é o que mais me incomoda... Além disso, o rosto fica inchado, o pé fica inchado, você fica se sentindo feia (pelo menos eu fico) e não tem nada de bom nesse sentido. rs Mentira, uma coisa de bom só: 2,2kg desse peso, neste momento, são da Luiza. <3 É a única coisa boa nisso tudo! rs

#2
Ter a insegurança de que o bebê não está protegido 

ZIka, rubéola, toxoplasmose, infecções... Tem que tomar cuidado com tudo, tem que temer tudo, tem que se proteger de tudo. Tudo o que você faz afeta diretamente o bebê e você se sente totalmente responsável por tudo o que acontece com ele. Se ele ganha muito peso, é porque você está comendo muito doce, se ele ganha pouco peso, é porque você tem que se alimentar melhor. Ou seja, é onde toda a culpa de mãe começa. Nada é por acaso.

#3
Durante nove meses você vive uma vida paralela

Você não fica na rua até tarde porque fica com sono, você (no caso, eu... sei que tem gente que supera essa parte) fica sem disposição para fazer atividades físicas, você come mais do que come normalmente (gente, eu tenho consciência de que estou falando sobre mim, certamente muitas pessoas não vivem nenhum desses dilemas), você não pode beber refrigerante, adoçante, fritura, doce, salgado e nem salada. Ou seja, #comofaz ? Vive infringindo "leis".

***

Resumo da ópera: existe você, você e existe você, gestante. Tem gente que ama o "eu gestante". Eu não amo tanto assim. É lógico que os três primeiros itens compensam qualquer um dos três segundos itens. Eu imagino que deva ser muito difícil para as pessoas que não conseguem engravidar não ter a chance de viver tudo isso e poder listar elas mesmas as coisas que amam ou não amam sobre a gravidez. Mas a realidade é que são apenas nove meses, de uma vida inteira! Nenhum dia, nem um único dia desses nove meses, ao meu ver, são comparáveis aos dias seguintes ao nascimento, a todos os dias seguintes do nascimento do seu filho.

A minha vida mudou com o Luquinha! Não quando eu engravidei do Luquinha, mas quando ele, de fato, nasceu! Ironicamente, estou lendo um livro que uma grande amiga me deu (Virando gente), que estou amando e fala do nascimento do bebê, do nascimento psíquico do bebê. Mas, vejam bem, estamos falando do nosso filho. Aqui, neste post, estou falando sobre mim.

E tem também o fato de que estou escrevendo este texto com 32 semanas de gestação. Talvez se estivesse escrevendo com três ou quatro meses, não haveria nenhum ponto que eu não gostasse... ;)

Bem, gostando ou não gostando, o lado bom é que está tudo bem comigo e com ela. Estamos saudáveis e estamos felizes! :) Apesar de ter que lidar com o peso, a insegurança e a vida paralela, não desejo que nada se antecipe, quero que as coisas aconteçam no seu tempo, custe o que custar. Afinal de contas, é agora também que começa aquela força de mãe que a gente não sabe de onde vem. A gente aguenta o que a vida nos dá! Nem mais, nem menos! <3

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