30 setembro 2015

Viagem de Férias - Viena

Alguns dias após fecharmos a viagem da Munique, Viena e Budapeste, começou a pipocar notícias sobre os refugiados nas fronteiras da Alemanha, Áustria e Hungria. Apesar da guerra na Síria já ser uma realidade, não imaginávamos que tudo isso aconteceria. Como quase tudo que fechamos não era reembolsável, resolvemos manter o plano, avaliando a segurança conforme chegássemos mais perto de cada local.

Quando chegamos a Munique, estava chegando no mesmo horário um trem da Hungria com os refugiados. Havia muitos policiais na estação e estava tudo muito organizado. Posteriormente, como mencionei no post anterior, também vimos refugiados na estação em Munique recebendo doações com a ajuda de voluntários.

Chegou a hora de deixar a Alemanha e ir em direção à Áustria. Tudo estava aparentemente tranquilo, nosso único problema era lutar contra os atrasos dos trens, pois teríamos apenas cinco minutos para fazer a conexão para o destino final. Contudo, quando estávamos ainda no primeiro trem, estávamos muito preocupados porque saímos com quase 30 minutos de atraso, o que significaria perder o trem para Viena, a não ser que este outro também estivesse atrasado. Por isso, pedimos ajuda a um grupo de meninas que estava no trem, que falavam inglês. Elas nos disseram que devíamos permanecer naquele trem até a última estação e isso era tudo o que haviam informado.

Quando chegamos na última estação, que era Nassau, ainda na Alemanha, vimos que nosso trem para Viena estava ali. A princípio ficamos felizes, mas somente até descobrirmos que ele estava ali ainda porque a fronteira estava fechada devido ao grande número de refugiados nas linhas do trem. Por segurança, fecharam a fronteira, impedindo qualquer trem de entrar e sair.

Estava tudo muito confuso, todo mundo querendo informação numa estação bem pequena de trem, onde as pessoas não falavam inglês. Por sorte, na fila onde estávamos para saber o que faríamos, uma alemã residente em Viena falou conosco, em português. Ela havia feito intercâmbio em Portugal e ainda falava um pouco da língua. Entendia tudo o que dizíamos, e também falava inglês. Junto com ela, pegamos um táxi até a próxima cidade, que já era na Áustria, a 10 minutos dali. Naquela estação, poderíamos pegar um trem para Linz ou outra cidade onde poderíamos tentar uma conexão até Viena.

Acabamos ficando umas duas horas nesse lugar, onde, no fim das contas, pegamos o nosso mesmo trem original para Viena. No fim, eles reabriram as fronteiras. Chegamos em Viena quase meia-noite, mas todos bem!



O hotel em Viena era uma atração a parte. Escolhemos com a ajuda do Trip Advisor, mas depois acabei descobrindo que era um hotel bem hypado, desses com nota em revista fashion e tudo. O nome é 25 Hours MuseumsQuartier. Os quartos eram decorados com imagens de circo, todos muito coloridos. Na cama, um elefante de pano que o Luquinha ficou apaixonado. Eles vendem o elefante pela bagatela de 50 euros. É claro que não compramos, mas foi o chamego do Luquinha enquanto estávamos hospedados.


Um detalhe importante: em frente ao hotel tinha um parquinho, desses de pracinha mesmo. Nem preciso dizer que todo dia quando saíamos e quando chegávamos era passagem obrigatória por ali. Confesso que ficava com uma certa inveja quando percebia que as mães saiam às 16h do trabalho, pegavam seus filhos na creche e ainda tinham o fim da tarde para aproveitar juntos. A partir desse horário, o parquinho bombava. E era possível saber que eram mães e pais que trabalhavam fora pelas roupas e a quantidade de bolsas penduradas nos carrinhos.







A cidade é simplesmente demais! Ficamos impressionados da mesma forma que ficamos quando visitamos a Itália. Apesar da comparação, foram turismos bem diferentes. Em Viena, como estávamos com o Luquinha, achamos que valeria a pena comprarmos o bilhete do Big Bus, que roda a cidade inteira, parando nos pontos turísticos. E realmente valeu bastante a pena. Apesar de estarmos muito bem localizado, a poucos passos de diversos desses pontos, aproveitamos para fazer passeios mais longe, como o Palácio de Schönbrunn, o Prater, famoso parque de diversões, e chegarmos às margens do rio Danúbio, onde pegamos um barco, que fazia parte do pacote, e tivemos um passeio lindo.

Palácio de Schönbrunn














MuseumsQuartier




Rio Danúbio









Nesse passeio, inclusive, Luquinha fez amizade com um amiguinho chamado Shawn, americano, da Flórida. Não me perguntem como, eles se comunicaram a viagem inteira de barco. Brincaram muito e ficaram tristes na separação. <3

Prater















Em todos os lugares, tudo o que víamos era história. As construções, todas no mesmo estilo, fazem da cidade um passeio ao século passado. Lindo demais! Passamos três dias inteiros na cidade, passeando bastante, com o carrinho a tira colo e Luquinha a base de massa e biscoitos.

Centro Histórico
























No período em que estávamos em Viena, comemoramos o nosso sétimo aniversário de casamento, no dia 13 de setembro, com um jantar no restaurante do hotel. O restaurante é bem famoso na cidade, pessoas de fora agendam suas reservas com antecedência. Nossa sorte foi que, como chegamos cedo, conseguimos uma mesa que estava reservada para algumas horas depois. ;)

Durante todo o tempo em que estivemos na cidade, ficamos em contato com o hotel de Budapeste. A princípio, pensamos em cancelar a ida à cidade. Não queríamos passar por nenhuma dificuldade com o Luquinha. Mas ao conversarmos com a pessoa do hotel e ao procurarmos notícias sobre os refugiados no país, consideramos que não teríamos problemas em relação à segurança. Acabamos mantendo o plano original e quando chegou no dia de partirmos, chegamos com uma hora de antecedência na estação de trem, ou seja, às 7 da manhã.

Ao chegarmos, já identificamos que os trens para Budapeste estavam cancelados. A funcionária da empresa nos explicou que se quiséssemos chegar a Budapeste, teríamos que fazer uma viagem três vezes mais longa do que a planejada inicialmente, passando pela Bratislava, na Eslováquia, e por outras cidades, para conseguirmos atravessar a fronteira da Hungria. E ela acrescentou, ao terminar de explicar: Esse não é o momento de fazer turismo em Budapeste.

Sendo assim, quem somos nós para contestarmos. Estávamos cansados, acabamos achando melhor voltarmos para o Brasil, terminando da viagem mais cedo. Assim, poderíamos também economizar o dinheiro que perdemos com a não ida a Budapeste. Apesar de Luquinha ter sido um parceirão (ão ão ão mesmo) na viagem inteira, ele estava cansado. Todos os dias falava que estava com saudade de casa, dos seus amigos, seus brinquedos, sua cama... Ele ficou muito feliz quando dissemos que voltaríamos antes da hora!

Conseguimos uma passagem de avião de Viena para Frankfurt e adiantamos nossa volta para o Brasil. Chegamos exaustos, depois de mais de 24 horas em trânsito. Mas felizes de estar de volta em casa. Luquinha que o diga!






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