24 agosto 2015

Circuito Vênus

Eu amo correr. O calor, o suor, os batimentos do coração, a chegada e, principalmente, a sensação de bem estar que vem depois da corrida. Tudo me deixa mais feliz. Estava há meses empolgada para essa prova, já que, com o aumento dos preços das inscrições, eu tenho selecionado bastante quais vou participar. E essa seria a primeira do ano (e provavelmente a única). Acontece que no sábado de manhã acordei com uma dor abdominal em nível médio, que teve picos durante o fim de semana inteiro. Por sorte, acordei sem dor no domingo de manhã e fui correr mesmo assim. Foi ótimo, não senti dor nenhuma durante a prova e consegui terminar em 34 minutos. Meu maior tempo na história das provas de rua que corri, mas, ainda assim, um tempo bacana, considerando as circunstâncias.


E eu tinha me inscrito em 10km, mas, por mais que parte de mim achasse que eu era capaz, outra parte me alertava dizendo que eu não devia exagerar. E não devia mesmo. Porque, mesmo correndo 5km, quando cheguei em casa estava com uma dor beirando o insuportável. A sorte é que minha mãe estava na minha casa com o Luquinha, então ela ficou com ele enquanto eu estava deitada. Consegui dormir das 10h às 13h. A dor parecia ter passado.

Mas ela voltou à noite. E depois passou novamente.

Já marquei um médico para investigar. Mas, ironicamente, é só chegar domingo à noite que eu melhorei. Agora é segunda de manhã e nem pareço a mesma pessoa. Sem um pingo de dor.


Ainda sobre a corrida... Um assunto que tem passado muito pela minha cabeça é como quero manter minha saúde para viver o máximo de tempo que posso cuidando do Luquinha. Quero estar aqui quando ele tiver seus filhos, quero ser uma avó ativa, quero ver meus netos crescerem, quero estar lá em todas as fases da vida do Luquinha.

E, para isso, há tanto que preciso mudar em relação à minha alimentação... É muito difícil, mas é sempre preciso um começo. Eu tenho plena consciência de que mudei muito ao longo dos últimos 11 anos, desde que comecei a namorar com o Igor. No início do namoro, eu estava na faculdade, morando sozinha. Não tinha tempo de cozinhar, nem sabia... Meu almoço era sanduíche ou biscoito. O Igor me ensinou a dar valor ao almoço e quando casamos, aos poucos, fui aprendendo a me virar na cozinha.

Naquela época, dava para contar nos dedos os legumes que comia. Quando morei nos Estados Unidos, melhorei bastante nesse sentido, mas quando voltei ainda não tinha o hábito dessa alimentação mais rica em nutrientes. Fui adquirindo com o tempo. Hoje, quase todo dia como legumes.

Mas ainda como muita besteira, muito doce, muito carboidrato, muita gordura. Essa semana passei por situações relacionadas à saúde que me deixaram com medo. E resolvi que não é mais questão de querer. Eu PRECISO mudar minha alimentação. Portanto, faço pública a minha lista, para que, assim, eu tenha pelo menos o compromisso de segui-la para que possa dar o acompanhamento por aqui:

- Sem mais refrigerante (já faz mais de uma semana que não tomo e acredito que não será difícil manter essa);
- Bebida alcoólica uma vez por semana,  com máximo de duas doses;
- Fruta diariamente;
- Legumes diariamente;
- Pouco ou nada de alimentos refinados;
- 3L d'água por dia.


Não quero começar a lista restringindo tudo. Mas, ao menos, se eu começar inserindo esses hábitos, acredito que os outros acabem mudando consequentemente.

Por uma vida mais longa e melhor ao lado dos meus meninos! ;)

Um comentário:

  1. Escrever sempre me ajudou a entender mtas coisas. Ler então. ..
    Ler vc hj, depois de uma enxaqueca horrível ontem, só confirma como tenho aprendido com vcs. Obrigada por dividir seu desejo de viver mais saudável. E mais ainda, obrigada por me dizer que vale tanto a pena cuidar com amor de vcs. Um dia bem bonito!

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