28 abril 2015

Por uma vida mais doce



Sabe aquele dia que você não parou um segundo para olhar o céu? Que você não conseguiu olhar para o coleguinha do lado? Que você não levantou nenhuma vez para fazer xixi? Então, hoje foi um desses dias para mim. Mas, aqui entre nós, é exatamente assim que eu gosto. Quem me conhece não me entende, acha que eu sou doida, e quando o corpo começa a dar sinais, aí sim que reclamam: você tem que descansar!! Eles dizem...

Mas... Sempre há recompensas! E como há! Eu amo o que faço. Recompensa número 1. Eu adoro meus colegas de trabalho, muitos dos quais já viraram amigos íntimos há muito tempo. Recompensa número 2 Acontece de, numa terça-feira despretensiosa, sermos agraciados com um pãozinho doce delicioso do Pão de Açúcar. Recompensa número 3 E número 3 fazendo jus ao negrito porque não foi um, nem foram dois, foram TRÊS pãezinhos doces maravilhosos!!!

A ação faz parte de uma votação que o supermercado está fazendo para criar um novo produto que será símbolo da rede. As degustações estão acontecendo nas padarias das lojas. Depois de experimentar, as pessoas podem votar no site www.paodeacucar.com.br/paozinho até o dia 15 de maio. O escolhido será divulgado no dia 22 do mesmo mês. A partir daí, o produto escolhido estará presente diariamente nas padarias do Pão de Açúcar.

Eu, particularmente, amei o de coco, já até votei! Mas os três pães doces são deliciosos! #redundancia

O projeto faz parte da campanha do supermercado de 2015, #inventarparaserfeliz.

Obrigada, Pão de Açúcar! :)

Minha primeira Orquídea



Alguém me disse uma vez que, para saber se eu conseguiria segurar a barra de ter um filho, teria que conseguir primeiro cuidar de uma planta... Tentei, não deu certo, tentei de novo, também não deu, e desisti.

Aí eu tive uma cachorrinha, a Tangerina, que nos acompanhou por cinco anos muito felizes! Mas já no primeiro ano foi diagnosticada com uma doença no coração, o veterinário a desacreditou de cara... Considerando suas condições, ela até viveu bastante.

Foi, então, no meu aniversário de trinta anos, depois de muitas plantas mortas, uma cachorrinha muito bem cuidada, e um filho que parece estar sendo bem cuidado também... que ganhei a primeira planta que está recebendo a devida atenção. Quem deu foi minha mãe... Só mãe mesmo para acreditar até o fim na capacidade do filho de se superar.

Dentro dos meus limites, estou conseguindo. Não só minha mãe elogiou, como a Maria, que faz faxina aqui em casa, disse para a minha mãe que está impressionada como eu estou conseguindo manter a planta tão bonita. rs

Que seja eterno enquanto dure este amor... 


27 abril 2015

Na cozinha!


Aqui está uma informação importante para ficar registrado na história desse blog (e da minha vida): foi há poucos meses que eu decidi mergulhar de cabeça no universo da culinária e desde então descobri um talento reprimido (porque, sim, eu sempre fiz questão de dizer que era algo que eu não sabia fazer). Modéstia a parte, desde setembro do ano passado (a data ficou registrada porque foi depois da viagem que fizemos ao México para visitar a Camila, minha melhor amiga, que estava uma cozinheira de mão cheia... Quem diria... kkkk :) Então... foi nela que me inspirei... e na culinária mexicana, absolutamente tudo o que experimentamos lá era maravilhoso).... Então, como estava falando, desde setembro do ano passado, todos os pratos que arrisquei fazer sozinha não só deram certo, como ficaram muito, muito gostosos.

Eu sei, falta um pouco de modéstia aqui (sempre falta, né...), mas é verdade. Palavras de quem os comeu junto comigo. ;)

Não é, assim, um cardápio muito extenso, mas aqui estão alguns pratos que fiz até hoje e que funcionaram bem:

Conchiglione à Puttanesca

Fettuccine ao molho pesto com picanha acebolada e chilli

Frango agridoce

Lombinho ao forno com salada de batata e arroz integral com cereais

Penne ao molho pesto acompanhado de contra-filé com alecrim e cebola caramelada

Salada de frango com páprica, tomate, alface, cebola roxa com Gersal (sal e gergelim) 

26 abril 2015

A gente ama futebol

Já contei aqui, e aqui, e aqui, e aqui como Luquinha gosta de futebol... Ele realmente ama. A expectativa foi grande desde que nasceu, não só do pai, mas do avô (principalmente). Antes mesmo dele completar um ano e começar a andar, o tio Luiz, meu sogro, já havia comprado a primeira bola dele. Daquelas de verdade, pesadonas... E pense você que o Luquinha não deu ideia... O baixinho tem realmente uma paixão pelo jogo desde que eu consigo me lembrar. Antes de andar já gostava da bola, e assim que começou a ficar em pé começou a chutar. É verdade, temos vídeos para comprovar. rs

Há pouco tempo, colocamos ele numa escolinha. É claro que, aos três anos, é mais brincadeira do que qualquer coisa. Mas já tem competição, não só de quem pega a bola, mas de quem faz gol e tem também uma corrida, sempre dois por vez, no aquecimento. É bacana para ele começar a entender que no jogo sempre tem alguém que ganha e alguém que perde. E que é tudo bem perder, e que é muito bom ganhar.

Outro dia, brincando com a Nandinha, ele ficou chateado porque ela chegou na frente. Chorou sem parar. Culpa nossa, que, em casa, sempre deixamos que ele ganhe nas corridas... É meio que um artifício que usamos para que ele faça algumas coisas... Por exemplo, vamos escovar os dentes? Agora não... Ah, mas eu vou chegar primeiro no banheiro... Aí lá vai ele correndo, e sempre chega primeiro... Acho que teremos que mudar nossa tática. Ele está começando a achar que pode ganhar sempre. ;)

No último feriado, quinta-feira, desde o momento que acordou, praticamente, me pediu para descermos para jogar bola. Pedi a ele que brincasse enquanto eu arrumava a casa, porque depois iríamos à pracinha. Eu falo, eu cumpro (sempre que possível). Fomos nós, num sol escaldante - mas fresco - do outono carioca, jogar futebol na pracinha. E jogamos mesmo! Além de termos jogado bastante, nós dois, mais uma vez ele logo se enturmou com um pai que estava jogando bola com uns meninos. É muito orgulho desse meu filhote, até então desinibido e que já adora uma peladinha.. :)

22 abril 2015

Love, Julia

Sei lá se é TPM ou sensibilidade real... Quando a gente cresce, tem filho, trabalha, não sobra tempo para chorar. rs E aí quando vem um filme assim, tipo comédia romântica, e você se debulha em lágrimas, logo desconfia dos hormônios... Vai saber. Mas o filme é bom! Não é apenas uma história de amor... ;)



E a trilha sonora é daquelas que a gente não quer parar de ouvir depois! Ainda bem que hoje em dia a gente não precisa ficar horas no computador baixando as músicas - ou meses esperando a trilha chegar nas lojas de CD... Tem no Spotify! Ufa...


15 abril 2015

Maioridade Penal, uma questão social

Imagem da Revista Forum
Há alguns dias comecei a fazer um curso super interessante: Jornalismo para Causas Sociais, da UC Berkeley (California). O foco do curso é em crianças.

Logo depois que entrei de férias, a Câmara dos Deputados aprovou, no Brasil, projeto de lei que pretende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. A aprovação, agora, está nas mãos do Senado. Eu era a favor, até então. Não conhecia os prós e contras, apenas acreditava que um adolescente de 16 anos era capaz de responder por seus atos.

E, sim, ainda acho que é capaz. Mas, com o curso, assisti a muitos vídeos, li muitos textos - e ainda estou lendo - sobre violência e abuso infantil, de todas as formas. Os números são, em sua maioria, de Los Angeles, uma cidade muito parecida com o Rio de Janeiro em termos de crimes, corrupção e legislação. E, sim, é triste e assustador.

A questão não está no que um adolescente de 16 anos é capaz de fazer, mas no que o Estado é capaz de fazer para evitar que este adolescente de 16, 17, 18 anos cometa um crime.

Condenando este jovem como um adulto, o "problema do Estado" está resolvido.

É mais ou menos como o Governo Federal fez em relação às cotas para negros nas universidades... Problema resolvido... Onde? Como? Para quem?

O Estado marginaliza adolescentes a todo o momento. Não há casas de recuperação, orfanatos e instituições privadas ou públicas suficientes que deem conta de todos estes jovens. É conveniente para o Estado poder tirá-los da rua e "jogá-los" nas cadeias junto com outros, como bichos, pois parece ser esta a realidade do sistema penitenciário no país.

Oferecer Educação, Saúde, assistência... É caro, é preciso investimento em pessoal, em estrutura... Há corrupção demais acontecendo para alguém se preocupar com isso neste momento.

Por isso, sim, eu sou contra a maioridade penal aos 16 anos. E é uma pena eu ter demorado tanto tempo para entender...





12 abril 2015

#ParaRecordar



Igor chega de viagem e eu começo a contar alguns detalhes que ele perdeu nestes dias fora. Sobre o futebol, comento que um menininho ficou chamando ele de bebê e ele disse que não era bebê, não. Aí o Igor falou:

- E o que você falou, filho?
- Que eu não sou bebê.

Aí eu entro...

- É filho, você tem que responder isso mesmo, que você não é bebê.
- Mas ele disse que eu sou.
- Ah, então você diz que ele é também.
- Mas, mamãe, ele não é bebê!

:p

10 abril 2015

#ParaRecordar


Hoje, no carro, voltando da aulinha de futebol, Luquinha estava comendo uma pipoca salgada, comprada na barraquinha na frente do clube. Com algo na mão, me pergunta:

- Mamãe, o que é isso?

No sinal, parada, eu olho para trás, pego da mão dele e digo:

- É bacon, filho, não come, não, faz mal para a saúde. E joguei na grama ao lado (me julguem).

Então, ele prosseguiu:

- Mamãe, o que você fez com o beeeicon?
- Eu joguei na grama, filho, os pássaros vão comer.

Instantaneamente:

- Mas, mamãe, e a saúde dos pássaros???

Nem tão instantaneamente assim:

- Você tem razão filho, me dá aqui esse outro pedaço que você achou, que eu vou separar para jogarmos no lixo quando chegarmos em casa.

:p


#EscolhaLiberdade





Hoje, mais cedo, vi um post do The Guardian sobre a nova campanha da Dove, #choosebeautiful. Li o artigo inteiro, que explicava:

Dove fez uma pesquisa com mulheres que deveriam escolher se achavam que eram bonitas ou na média. A maioria escolheu "na média". Dove não está satisfeita, quer que todas as mulheres se achem bonitas. 

Lindo, né? Só que não... O cara que escreveu o artigo não acha, e eu concordo com ele.

Nunca me achei bonita, mas também nunca me achei feia. Mesmo tendo certeza que eu escolheria "na média" no teste de Dove, isso nunca foi um problema para mim. Sou uma das pessoas com auto estima mais alta que conheço. Sempre tive muita confiança no meu, digamos, sex appeal, e me acho super bem resolvida nessa questão. Modéstia me falta neste caso, auto estima, jamais.

Mas aí eu lhe pergunto: e daí? Qual é o problema em não ser bonita? Dove, eu seria menos por não achar que eu estou dentro dos padrões de beleza? Porque eles existem, é uma questão de estética, de métricas e simetrias. Tudo bem isso existir. O que não pode é uma empresa do tamanho de Dove nos fazer acreditar que precisamos nos achar bonitas para nos sentirmos bem. Fala sério, Dove... Em pleno século XXI?!

A gente cresce e entende porque os caras bonitos nem sempre estão com as mulheres bonitas. E para de julgar aquela amiga linda que ficou com um cara que não é tão lindo quanto ela. Sabe por quê? Porque isso não faz a menor diferença. Porque o que importa mesmo é se a conversa flui, se a química existe, se o jogo de sedução funciona, se há afinidade, se os princípios são os mesmos...

Beleza, como diz minha avó (e olha que ela é da primeira metade do século passado), não põe mesa. Metaforicamente, que fique claro, porque ninguém está dizendo que o homem ou a mulher são obrigados a fazer as tarefas de casa, ok, Dove?

Ah, e só para eu não esquecer. Eu tenho muita pena do rumo que tomou a palavra empoderamento". Eu não sei se vocês perceberam, mas ela é usada indiscriminadamente para nos fazer acreditar em um poder que ninguém parece querer que a gente tenha.



09 abril 2015

Seja corajoso, seja bom


Ontem fomos assistir Cinderela. Luquinha dormiu a metade do filme, e prestou atenção na outra metade, embora eu não tenha certeza se ele estava mesmo acordado ou se estava ainda dormindo de olho aberto. Eu, em contrapartida, prestei atenção em cada detalhe do filme. Estava curiosa, pois não lembrava direito da história, que era muito presente na minha primeira infância, mas que ficou esquecida por tantas décadas até chegarmos aqui.

Não sei se essa parte tem na história original, mas no filme, a mãe da Cinderela fala uma coisa muito importante, que ela deve levar consigo - e leva - para o resto de sua vida:

SEJA CORAJOSA, SEJA BOA

Já vi alguns vídeos de pais que, em seu leito de morte, deixam cartas e gravações para seus filhos, contando-lhes seus desejos para suas vidas, dando conselhos sobre como ser uma pessoa melhor e como sobreviver neste mundo - algumas vezes hostil - onde vivemos. Todas as declarações são lindas, são informações importantes deixadas. Mas é a primeira vez que vejo um conselho tão curto, mas tão eficaz.

Não precisamos estar no leito de morte para lembrar sobre como é importante ser corajoso e ser uma pessoa boa, sensível às expectativas, desejos e necessidades dos outros - e próprias. Ser bom é tão bom, que compensa cada coisa ruim acontecendo que vemos por aí. E, sem dúvida, é preciso ser corajoso para enfrentar os inimigos deste mundo, por vezes muito piores que uma madrasta má e duas irmãs invejosas e briguentas.

Eu poderia dizer que, acima de tudo, desejo que o Lucas seja feliz. Mas não é verdade. A felicidade vazia pode ser fruto de coisas boas ou ruins. Enquanto ser bom é uma decisão que, invariavelmente, leva à felicidade. Tem gente que acha que leva à fraqueza, eu acredito fielmente que a bondade só fortalece. E o mundo é mais generoso com você, e o que você recebe das pessoas como retorno não tem preço. E bondade com coragem é quase uma fórmula perfeita de ser um sucesso como ser-humano!

Que essa mensagem ecoe por nossas vidas!