29 dezembro 2015

Cinco razões para acreditar que os 30 chegaram com tudo


1 Eu não pego mais sol na praia

Eu sei, eu sei, tantas outras coisas mais importantes para me preocupar e essa é a primeira que menciono?! É que o verão está aí, eu tive uma semaninha de folga e o verão do Rio de Janeiro é infernal... Não tem como não mencionar o sol. Não é culpa do Luquinha que eu não pego mais sol na praia. Não é culpa da minha falta de tempo - é só avaliar os meus últimos posts, muitos deles são ambientados na praia ou na piscina... A culpa é realmente da idade. Se antes eu podia passar o dia no sol e nada de ruim sentir, hoje tudo acontece: minha pele fica extremamente ressecada, por isso mesmo fico com muita coceira e, além disso tudo, começam a aparecer umas alergias muito chatas, com direito a bolinhas na pele e vermelhidão.

2 A cerveja não é digerida da forma correta

A juventude, neste sentido, é uma benção. Quando era mais nova, nem contabilizava a quantidade de álcool que ingeria nas festas. Ia bebendo e tudo estava tranquilo. É claro que a ressaca sempre se fez presente quando essa dose era exagerada, mas tirando isso, nada demais. Hoje, com apenas uma latinha de cerveja meu organismo já grita. Fico enjoada e com dores que eu nunca sei dizer direito onde são, no estômago, no fígado... na cabeça é certo.

3 Virar a noite já não tem o mesmo sabor

Eu realmente curtia virar a noite no auge dos meus 20 anos. Ver o sol nascer era um momento mágico!!! Agora, só se eu for dormir às 18h e acordar para vê-lo nascendo, porque se não for assim eu não sou ninguém no dia seguinte. Vira e mexe a insônia aparece - além do próprio organismo, vamos combinar que é super diferente ficar sem dormir porque você está numa festa e ficar sem dormir porque você está preocupada com o trabalho no dia seguinte. E eu fico logo tensa. Se antes ia ficando acordada, vendo filme atrás de filme, lendo livro, escrevendo textos... Hoje tudo que acontece é que fico tensa, com medo de como será o dia seguinte morrendo de sono. Aqui entra um pouco a questão da maternidade, porque, além de todas as obrigações, temos que cuidar do filhote, né? E quem é que consegue fazer isso de forma digna caindo de sono?

4 Multidões me apavoram

O reveillon está chegando. Eu posso jurar para você que até o ano passado, quando ainda tinha 29, eu era daquelas que adorava uma bagunça. Praia lotada, bebidas geladas e muitos amigos eram sinônimo de reveillon perfeito. Nesse ano queria passar com minha mãe e com meu irmão. Como não será possível, nem cogitei ir para casa de algum amigo, muito menos para alguma festa. Era ou casa de parente sem agitação ou em casa mesmo. Em casa mesmo parece que virou a melhor opção. É claro que uma agitaçãozinha ainda é bem-vinda. Mas sem ficar presa no trânsito e sem correr o risco de ter os bens furtados.

5 Aliás, apavorar passou a estar mais presente no meu vocabulário

Os 30 ampliaram o medo que sempre tive - depois de adulta - de voar. Fizeram surgir o medo de brinquedos mais intensos em parques de diversão. E fizeram aparecer o medo do futuro: doenças, morte, entre outros. Tudo bem, que tudo isso pode estar sendo piorado por vivermos num país em crise econômica e num mundo que parece estar virado de cabeça para baixo. Soma-se os hormônios da gravidez e pronto, terror total. Mas, contextos à parte, o medo, em geral, aumentou bastante com a idade, sim.

Mas como só se tem 30 uma vez...

A gente vai levando, se segurando nas coisas que ainda nos identificam como jovem:

- suo a camisa praticando atividades físicas (porque esporte é coisa de profissional ou de quem menos de 30 hahaha);
- ando de bike com meu pequeno direto;
- praia é meu lugar preferido no mundo;
- e posso passar o dia inteiro na piscina;
- ainda sou a prima preferida dos meus primos mais novos;
- tênis é meu calçado preferido;
- e nem ligo de continuar usando short curto mesmo envelhecendo. Vão ter que me engolir!

28 dezembro 2015

Ele ama muito essa irmã!!!


Dia desses, no meio de uma entre as tantas conversas sobre a chegada da irmã, eu falei: pois é, e você vai ter uma irmã. Quando ele retrucou: mamãe, eu já tenho uma irmã! Ela está dentro da sua barriga! ❤️

27 dezembro 2015

As rotinas que criamos


Já há algum tempo venho querendo mudar essa coisa de acordar de manhã e a primeira palavra do dia ser "leite"... E tinha que ser no copo de plástico com tampa e no sofá vendo desenho. Todo dia, sem exceção.

Quando nos aproximamos das férias, falei com o Igor que queria mudar. Temps já o hábito de sentarmos juntos para almoçar, lanchar e jantar quando estamos todoa em casa. Mas o café da manhã era sempre só nós dois. O Luquinha não comia nada e já havia bebido o leite ao acordar.

Estive em casa na semana do Natal e resolvi que era hora de mudarmos mais uma rotina. Hoje, no terceiro dia consecutivo que acordamos e tomamos café na mesa, Luquinha acordou e disse: mamãe, vamos tomar café? 

❤️ 

Como não morrer de amor? Há três dias ele senta conosco para tomar café da manhã, toma o leite com mel na xícara e come algo junto. Hoje, o pão acabou e não comprei ainda. Comemos torradinha com ovo no lugar. Sem erro! ;) 

Esse menino me enche de orgulho!!! 

26 dezembro 2015

Praia, praia, praia

Quando a gente engravida - ou quando começa a planejar o baby -, criamos mil expectativas. Lembro como se fosse hoje quando imaginei que poderia estar grávida do Lucas e em uma só noite previ sua vida inteira, até a chegada dos meus netos.

E aí o bebê nasce e vai eliminando, ou adaptando, cada uma das nossaa expectativas enquanto pais.

Eu devo dizer, cada vez que o Luquinha diz que prefere piscina a praia, meu coração aperta. Mas quando chegamos na areia e ele não quer ir embora de jeito nenhum, e fica que nem pinto no lixo, fico toda boba... É muito bom ver que ele se diverte tanto quanto eu! 


21 dezembro 2015

Fim de semana em seis fotos

Fomos encontrar minha mãe, o Nassib e meu irmão foi com a gente, para comemorarmos o Natal antecipadamente. Normalmente, desde que o Luquinha nasceu, cada ano passamos a data com uma família. Como minha mãe passa sempre com minha avó, nos últimos anos, no seu ano sempre vamos para Paranaguá, onde ela mora, no litoral do Paraná.

Mas não irei esse ano. Estou assustada com essa história de Zika e sei que está tendo um surto de Dengue na cidade. E lá é como Búzios, tem tanto mosquito, que é quase impossível passar alguns dias sem ser picada. Preferi não correr o risco.

Mas conseguimos nos reunir antes de Natal e certamente nos reuniremos depois, pois é tradição fazermos nosas resoluções de ano novo juntos. Tanta coisa para colocar nessa lista, que eu acho que 365 podem não ser suficientes... rs







10 dezembro 2015

Eu só conto quando vou à academia...

Quando não vou, pra que contar?! :p rsrsrs


Tenho faltado a academia direto. A vida me atropela e a primeira coisa que sai quando nada mais dá tempo é ela. Mas eu amo tanto ir, eu me sinto tão bem quando faço as aulas, quando saio suando, quando fico cansada por ter me exercitado, que eu tenho que lembrar mais disso no dia a dia.

Já está na listinha de resoluções para 2016, dar prioridade ao que me traz felicidade! Sempre!

30 novembro 2015

Segunda-feira - 1o teste de Mulher Maravilha



Lembra que o fim de semana foi "quase" perfeito? Só não foi totalmente porque o Igor não estava com a gente em todos os momentos. Mas foi muito, muito bom. Inspirada, ainda, no fim de semana, hoje acordei com a vontade de perfeição! Sei, sei sei, que não existe tal coisa. Mas e o mais próximo que a gente consegue chegar disso? Quanto custa? Só testando para saber.

Comecei toda errada, acordando atrasada, com 20 minutos para acordar o Luquinha, dar o leite para ele, arrumar sua mochila, colocar o uniforme, dar os remédios da alergia, escovar o dente, lembrá-lo de fazer xixi antes de sair e escolher um brinquedo. Sério! Só quem tem filho sabe o quanto isso parece uma missão impossível! Mas eu consegui. Chegamos na escola pontualmente, um minuto antes da professora chegar. checked

Como não deu tempo de mais nada, meus planos para malhar de manhã foram por água abaixo. O que fiz, então? Fui preparar meu mega café da manhã de grávida saudável! Tapioca, suco de laranja com mamão, café e actívia. Preparei tudo, coloquei na badejinha e fui para sala assistir TV. checked

Cheguei no trabalho também pontualmente, 10h05 para ser mais exata, trabalhei, trabalhei, trabalhei... E, dessa vez, consegui tirar meu horário de almoço para ir à academia. Hoje resolvi nadar: 1,5km em 40 minutos. Nada mal! Depois almocei a comida que levei de casa (yay!! ponto para mim, que além de comer saudável porque tinham três opções de legumes mais uma carne deliciosa, consegui economizar!). checked

Trabalhei, trabalhei, trabalhei... E quando cheguei em casa, ainda brinquei com Luquinha de vários jogos antes de dar banho e colocá-lo para dormir! CLAP CLAP CLAP!!! checked

Estou, é claro, um caco. Mas feliz por ter conseguido realizar tudo num dia só! :o) 

Sem expectativas para amanhã. É apenas um dia comum. <3

29 novembro 2015

Nada como um fim de semana comum!



- Nada de viagem; checked 

- Nada de programação previamente agendada; checked 

- Uma única prioridade: estar em família! checked

E que a semana seja tão boa e perfeita quanto essas 48 horas!





28 novembro 2015

Who's got the power?



Já há alguns anos venho reparando uma mudança muito interessante ao meu redor. Comecei observando aqui em casa e depois, ao observar as amigas ao meu redor, concluí que não era coisa da minha cabeça. Tem sido cada vez mais comum encontrar casais cujos homens ficam em casa mais tempo por ter um horário flexível no trabalho e mulheres que saem de casa de manhã e voltam só à noite.

Aqui em casa, o Igor trabalha por escala. E, com isso, passa grande parte do mês em casa com o Luquinha. Se um de nós dois tem a chance de buscá-lo na escola, levá-lo ao futebol, passear com ele à tarde dia de semana, esse alguém está longe de ser eu. Mas não são só os louros... Ele é responsável por preparar e dar a comida do Luquinha. Se fica doente, é ele quem cuida na maior parte do tempo. Ele que dá atenção, brinca e ensina também grande parte das coisas que o Luquinha tem aprendido. É prazeroso, mas é também cansativo. E quem vive tudo isso intensamente é o Igor!

No caso das amigas, um trabalha com eventos, outro é fotógrafo, outro é repórter, outro é empresário, outro é funcionário público e há, ainda, muitos outros exemplos. Mencionei somente os mais próximos de verdade.

E essa mudança tem trazido questões interessantes entre nossos papos. Basicamente, o assunto dessa semana foi "ele não entende que eu trabalho o dia inteiro e quando chego em casa, acha que eu tenho que ser ainda um primor de dona de casa".

É uma realidade conflituosa: ao mesmo tempo que todos têm em comum o orgulho de verem suas esposas ganhando espaço no mercado de trabalho, conquistando novos cargos e compromissos em suas carreiras, todos ainda acham que elas devem ser responsáveis por manter a casa limpa, arrumada, roupas cheirosas no armário, cozinha nos trinques e, é claro, devem ainda ser mães exemplares e estar em forma! Não se esqueça do tempo da academia!

A minha questão é: em que momento invertemos os papéis? Não era isso que as mulheres que ficavam - e ficam - a maior parte do tempo em casa esperam dos maridos? Porque é, sim, revoltante, a mulher ficar o dia inteiro em casa, cuidando das crianças, cuidando da comida e tudo mais, e ver o marido chegar do trabalho e sentar a bunda no sofá, achando que é obrigação da mulher cuidar de todo o resto...

E foi aí que eu me vi sem razão.

Quem tem o poder nessa história? Quem está certo? É difícil saber.

Enquanto mulher, reclamo sempre que não só meu marido, mas todos ao meu redor esperam que eu seja uma excelente profissional, uma mãe impecável, uma esposa exemplar e uma dona de casa ativa. Mas não era isso que nossas mães, tias e avós esperavam de nossos pais, tios e avôs? A diferença é que eles sempre cagaram para isso e não davam o menor valor às expectativas femininas.

Não sei muito, ainda estou em conflito com toda essa história. Mas me parece que não há ninguém certo, assim como não há ninguém errado nessa história aqui de casa.

Assim como o Igor espera que eu assuma os cuidados com o Luquinha e as pendências domésticas quando chego em casa, eu espero que ele entenda que eu estou cansada por ter trabalhado o dia inteiro e quero só curtir um tempo sem nenhuma obrigação.

Me parece, ainda, que, como na maioria das vezes, para solucionar a situação é preciso fazer o exercício de se colocar no lugar do outro. Tentar entender o quanto o outro está cansado, ceder se for necessário, e dialogar para se fazer entendida também.

A parte boa de toda a história é que hoje podemos conversar sobre isso, podemos dividir as tarefas, chegar a um acordo que seja benéfico para os dois. Coisa que minha avó não pôde fazer, por exemplo.

E eu acredito realmente que, depois de ambos desabafarem, falarem de suas angústias e de seus cansaços, chegaremos ao caminho do meio, onde todos saem ganhando!

Sim, eu tenho um marido que cozinha MELHOR que eu!!!

O que não é difícil, diga-se de passagem... Mas eu tenho realmente que dizer, o Igor cozinha MUITO!!! Esses dias eu estava vindo para casa com muita fome porque não tinha conseguido almoçar. Cheguei em casa, com o prato servido na mesa de jantar, macarrão com abobrinha e carne moída. Delicioso!! Mas, no caminho do trabalho para casa, eu tinha comentado que queria comer um bife com brócolis e purê de batata baroa. O que era o prato principal dois dias depois? Justamente! Servido com suco de uva em taça de vinho, tudo à luz de velas.

Hoje ele acordou com a ideia de fazer um macarrão com camarão. Quando fomos à feira, compramos os ingredientes necessários e tcharan!!! Ficou delicioso!!! Enquanto eu brincava com Luquinha no play, em alguns minutos, bem rapidinho, Igor tomou conta da cozinha e preparou tudo!



Daqueles programas de sábado que eu amo...



Comprar flores na feira para decorar a casa! Não dura só o fim de semana, não. Dura a semana inteira! É só trocar a água delas de dois em dois dias. Fica lindo e deixa a casa mais perfumada!




Brincar no play com Luquinha! Ele ama tanto!! Mas tem que ter bola! E a bike a gente insiste, porque, afinal de contas, ele queria tanto ela, tem que aprender a dar valor e usar! :) E o pezinho sujo nmo fim das contas é uma delícia rsrsrs


26 novembro 2015

Grávida de novo!


E já no clima natalino que entrou o blog, tem notícia melhor do que essa? São quatro meses, mais especificamente 17 semanas e dois dias. Não poderíamos estar mais felizes! Era um desejo meu, que se tornou nosso, há mais de um ano! Demorou, mas aconteceu! E agora temos mais um baby a caminho. E o bom de ter demorado para contar por aqui é que já sabemos até o sexo! Será uma menina, eternizando o nome deste blog junto com o Luquinha: Luiza.

Por algumas semanas me questionei sobre não ter escrito nada no blog antes, pois teria que fazer o mesmo que fiz quando engravidei do Lucas, afinal de contas, certo? Errado. São momentos diferentes, são situações diferentes e só uma coisa é igual: serão as pessoas mais importantes da minha vida para sempre! Na verdade, há outras coisas. Assim como o Luquinha, a Luiza foi 100% planejada. E, até este momento da gravidez, está tudo indo bem. Mãe e filha saudáveis e desenvolvendo como deve ser.

É claro, em meio a muitos sustos e medos, como a tal da Zika que anda assombrando as grávidas de todo o país por sua relação com o nascimento de centenas de bebês com microcfalia...

Mas, até o momento, tudo indo bem! O repelente virou meu melhor amigo. Posso esquecer a maquiagem, o celular e até a carteira, mas não o repelente.

São muitos contextos que diferenciam a gravidez de agora com a do Luquinha. E eu não vou garantir, porque minha vida tem estado uma correria, mas imagino que com o tempo eu vá conseguindo atualizar o blog e contando mais detalhes sobre tudo isso.

Esse post foi impulsionado pela lembrança da razão pela qual o blog foi criado: promover à nossa família a chance de lembrar com detalhes esses momentos tão preciosos.

E a Luiza agora é parte dessa história!

06 outubro 2015

Reunião da escola e muitas coisas importantes


Sabe quando a gente está grávida e tem o prazer de fazer a ultra durante aqueles nove meses? A mesma sensação eu tenho quando vou à reunião da escola. Eu sei tudo o que acontece aqui dentro, eu imaginava e sentia quando estava grávida, e eu vejo no dia a dia com o Luquinha na vida aqui fora. Mas a reunião, assim como a ultra, é alguém de fora me falando sobre ele. É uma visão extra. Sabe aquela história de que nós somos o que somos, o que achamos que somos e o que os outros pensam que somos? Então, acho que eu gosto porque ouço de uma pessoa de fora a visão dela sobre meu filho.

E mais legal ainda que ouvir e saber de coisas sobre o Luquinha é identificar num grupo grande que todos os erros e acertos são compartilhados entre quase todas as famílias. Os mesmos, eu quero dizer.

É bacana ouvir de um especialista - no caso a professora dele que apesar de parecer nova tem muuitos anos de experiência - as atitudes esperadas para essa idade. E entender melhor se estamos no caminho certo educando. Saber que eles nessa idade são resistentes, nunca ouvem o que falamos, raramente atendem a um pedido nosso de primeira, e que todos começam a falar mais alto para conseguir a atenção, que eles acham que vão continuar tendo 100% para sempre... Traz um pouco de conforto. Diante da insanidade que o dia a dia traz, nem consigo pensar que não faz sentido isso acontecer só aqui em casa.

Mas, mesmo diante desse cenário que parece caótico por vezes, as considerações sobre o Luquinha especificamente só nos enchem de orgulho. Segundo o relatório, ele está sempre alegre e de bom humor, é uma criança amiga e que se dá bem com todos, atende os pedidos da professora e das auxiliares, não demonstra nenhuma resistência em realizar as tarefas do dia a dia e é obediente, mesmo quando demonstra agitação em alguns momentos. Nem parece esse rebelde sem causa que ele tem demonstrado ser nos últimos dias. kkkkkkkk

Dois temas importantes que foram abordados são frustração e consumismo. Sobre frustração, a professora nos alertou que é válido, sim, evitarmos algumas frustrações, as possíveis. Mas que não podemos evitar todas e que é importante que eles aprendam a conviver com elas desde já. Sobre consumismo, a professora aproveitou que o dia das crianças está chegando para tocar no assunto. Ela disse que na sala de aula eles estimulam que as crianças doem os brinquedos com os quais não brincam mais para cada brinquedo que ganharem nessa data. E que os pais poderiam fazer o mesmo em casa, ajudando as crianças a consumarem essa ideia.

Achei bem bacana! Nós sempre doamos todas as roupas e brinquedos do Luquinha. Mas é algo automático, nem sempre o consulto ou converso com ele sobre isso, apesar de já tê-lo envolvido algumas vezes.

Quando eu era criança, comprar brinquedos fora das datas era coisa de gente rica. E mesmo nas datas, era preciso ter dinheiro sobrando. Tudo era muito caro e muitas vezes inalcançável. Hoje é tudo muito mais acessível e essa acessibilidade faz com que a gente perca a noção de vez em quando. Tipo a geleca que é sete reais... vira e mexe compramos uma para ele, sem perceber que estamos passando valores diferentes do que realmente gostaríamos.

O mundo parece estar entrando em colapso e eu, particularmente, acredito que grande parte dos problemas que vivemos, desde os locais até os mundiais, são decorrentes dessa luta pelo ter. Já é hora  ou já passou da hora - de repensar a forma como lidamos com o consumo. É preciso consciência e é algo que pretendo trabalhar bastante não só em relação ao Luquinha, mas em relação a mim e a toda a família.

05 outubro 2015

Amor demais atrapalha?


Estou de férias há quase 30 dias. Luquinha comigo em todos eles. Ele me ama. E eu o amo infinitamente. Mas eu sei que ele é uma criança mais mimada quando está comigo. Quando eu tinha 18 anos, entendi pela primeira vez que isso acontecia, quando era baby sitter e passava o dia com crianças educadas e amáveis. Até o momento em que os pais delas chegavam e as crianças se transformavam, chorando por qualquer besteira e reclamando de tudo.

Nunca era culpa dos pais. De verdade. Eles eram atenciosos e educavam aquelas crianças com todo o amor e dedicação que podiam. E todo esse esforço tinha efeito, eu via durante o tempo em que passávamos juntos sozinhos. A questão é que as crianças queriam a atenção deles. E não importava a idade, todos encontravam no choro e nas reclamações a atenção que desejavam.

Às vezes me pergunto se os pais acreditavam que elas tinham sido boas crianças no período em que estávamos juntos, e se achavam que eram culpados pelas birras que presenciavam quando chegavam do trabalho.

Hoje, depois de alguns dias intensos com o Luquinha, de muitos choros e birras, eu me perguntei se estava fazendo alguma coisa de errado. Será que eu o mimo? Será que eu sou muito permissiva? Será que eu quero tanto que ele seja feliz, que eu o educo de forma errada? Todas as perguntas não faziam sentido quando eu pensava que, na verdade, estava me perguntando se amor demais atrapalha.

Nunca. Essa resposta é fácil.

Eu não sou permissiva. Sou paciente. Mais do que eu poderia imaginar, menos do que eu gostaria de ser. Também não acho que o educo de forma errada, modéstia à parte. Mas demorei algum tempo pensando em tudo isso até chegar à memória que mencionei no início deste post. Eu trabalho fora, fico sem vê-lo diariamente praticamente o dia inteiro. Tudo o que eu tenho são os finais de semana. E as férias.

Ele acorda e me chama, ele não quer que ninguém mais faça o leite dele, ele não cumprimenta os avós, os tios, se esconde atrás de mim. Ele chora por tudo, nada do que eu peço para ele é feito de imediato, Eu preciso negociar o tempo todo ou simplesmente mandar e vê-lo fazer o que mandei aos prantos e indignado. É muito difícil e cansativo.

Mas quando estamos em casa, só nós dois, com a minha atenção 100% voltada para ele, vira um anjo novamente. Bem humorado, engraçado, bem disposto, cheio de energia e sorrisos.

E nessa hora eu entendo que ele está agindo como toda criança. Ele não sabe explicar que sente minha falta, que me quer por perto, que sabe que eu vou voltar a trabalhar e, por isso, quer cada segundo da minha atenção que pode ter.

Eu não sei exatamente como lidar com tudo isso. Mesmo agora, que consegui entender parte de suas atitudes, não sei bem como orientar essa situação para que todos possamos tirar o melhor proveito dessa história.

Mas uma coisa eu já tinha e continuo tendo certeza. Amor demais nunca nunca nunca atrapalha. Foi esse amor que clareou as ideias e é ele que me guiará a fazer as melhores escolhas sempre.

02 outubro 2015

Corrida Kids !!!


Inscrevemos o Luquinha para a Corrida Kids (Corrida das Academias Caixa), que acontece no dia 12 de outubro. Ele correu ano passado com os amiguinhos da escola e esse ano os mesmos do ano passado se inscreveram, além de outros mais! Tudo bem que eu amo correr, mas não forço a barra com ele, não! É natural dele mesmo! ❤️ Que orgulho! :) 

01 outubro 2015

Viagem de férias - Búzios

Ah, a praia.... nada é tão revigorante para mim! Nada de Europa, nada de andanças, nada de história. O que me relaxa mesmo é sentar na cadeira e sentir a brisa vindo do mar, num dia de sol - ou não. Só estando calor, para mim, já está ótimo! E frio também. Na verdade, acho que gosto de praia em qualquer circunstância...

Fomos passar uns dias em Búzios com meus cunhados e minha sobrinha. Minha mãe passou um dia com a gente e o Rafa, meu irmão, também. E quando todos foram embora, fomos até Arraial do Cabo passar um dia com meu pai. Apesar do tempo não ter ficado com sol bombando, foram bons dias de praia. As crianças se divertiram bastante, tanto na praia, quanto no parquinho. E a gente comeu bastante empanada!

Quando chegamos a Arraial, Luquinha estava tossindo muito e teve febre. Tivemos que antecipar a volta e fomos direto para o médico com ele. Otite, está tomando antibiótico. Com a corda toda, sem dor, graças a Deus. Mas a tosse está pesada, estamos aqui cuidando para que ele melhore logo! ;)





30 setembro 2015

Viagem de Férias - Viena

Alguns dias após fecharmos a viagem da Munique, Viena e Budapeste, começou a pipocar notícias sobre os refugiados nas fronteiras da Alemanha, Áustria e Hungria. Apesar da guerra na Síria já ser uma realidade, não imaginávamos que tudo isso aconteceria. Como quase tudo que fechamos não era reembolsável, resolvemos manter o plano, avaliando a segurança conforme chegássemos mais perto de cada local.

Quando chegamos a Munique, estava chegando no mesmo horário um trem da Hungria com os refugiados. Havia muitos policiais na estação e estava tudo muito organizado. Posteriormente, como mencionei no post anterior, também vimos refugiados na estação em Munique recebendo doações com a ajuda de voluntários.

Chegou a hora de deixar a Alemanha e ir em direção à Áustria. Tudo estava aparentemente tranquilo, nosso único problema era lutar contra os atrasos dos trens, pois teríamos apenas cinco minutos para fazer a conexão para o destino final. Contudo, quando estávamos ainda no primeiro trem, estávamos muito preocupados porque saímos com quase 30 minutos de atraso, o que significaria perder o trem para Viena, a não ser que este outro também estivesse atrasado. Por isso, pedimos ajuda a um grupo de meninas que estava no trem, que falavam inglês. Elas nos disseram que devíamos permanecer naquele trem até a última estação e isso era tudo o que haviam informado.

Quando chegamos na última estação, que era Nassau, ainda na Alemanha, vimos que nosso trem para Viena estava ali. A princípio ficamos felizes, mas somente até descobrirmos que ele estava ali ainda porque a fronteira estava fechada devido ao grande número de refugiados nas linhas do trem. Por segurança, fecharam a fronteira, impedindo qualquer trem de entrar e sair.

Estava tudo muito confuso, todo mundo querendo informação numa estação bem pequena de trem, onde as pessoas não falavam inglês. Por sorte, na fila onde estávamos para saber o que faríamos, uma alemã residente em Viena falou conosco, em português. Ela havia feito intercâmbio em Portugal e ainda falava um pouco da língua. Entendia tudo o que dizíamos, e também falava inglês. Junto com ela, pegamos um táxi até a próxima cidade, que já era na Áustria, a 10 minutos dali. Naquela estação, poderíamos pegar um trem para Linz ou outra cidade onde poderíamos tentar uma conexão até Viena.

Acabamos ficando umas duas horas nesse lugar, onde, no fim das contas, pegamos o nosso mesmo trem original para Viena. No fim, eles reabriram as fronteiras. Chegamos em Viena quase meia-noite, mas todos bem!



O hotel em Viena era uma atração a parte. Escolhemos com a ajuda do Trip Advisor, mas depois acabei descobrindo que era um hotel bem hypado, desses com nota em revista fashion e tudo. O nome é 25 Hours MuseumsQuartier. Os quartos eram decorados com imagens de circo, todos muito coloridos. Na cama, um elefante de pano que o Luquinha ficou apaixonado. Eles vendem o elefante pela bagatela de 50 euros. É claro que não compramos, mas foi o chamego do Luquinha enquanto estávamos hospedados.


Um detalhe importante: em frente ao hotel tinha um parquinho, desses de pracinha mesmo. Nem preciso dizer que todo dia quando saíamos e quando chegávamos era passagem obrigatória por ali. Confesso que ficava com uma certa inveja quando percebia que as mães saiam às 16h do trabalho, pegavam seus filhos na creche e ainda tinham o fim da tarde para aproveitar juntos. A partir desse horário, o parquinho bombava. E era possível saber que eram mães e pais que trabalhavam fora pelas roupas e a quantidade de bolsas penduradas nos carrinhos.







A cidade é simplesmente demais! Ficamos impressionados da mesma forma que ficamos quando visitamos a Itália. Apesar da comparação, foram turismos bem diferentes. Em Viena, como estávamos com o Luquinha, achamos que valeria a pena comprarmos o bilhete do Big Bus, que roda a cidade inteira, parando nos pontos turísticos. E realmente valeu bastante a pena. Apesar de estarmos muito bem localizado, a poucos passos de diversos desses pontos, aproveitamos para fazer passeios mais longe, como o Palácio de Schönbrunn, o Prater, famoso parque de diversões, e chegarmos às margens do rio Danúbio, onde pegamos um barco, que fazia parte do pacote, e tivemos um passeio lindo.

Palácio de Schönbrunn














MuseumsQuartier




Rio Danúbio









Nesse passeio, inclusive, Luquinha fez amizade com um amiguinho chamado Shawn, americano, da Flórida. Não me perguntem como, eles se comunicaram a viagem inteira de barco. Brincaram muito e ficaram tristes na separação. <3

Prater















Em todos os lugares, tudo o que víamos era história. As construções, todas no mesmo estilo, fazem da cidade um passeio ao século passado. Lindo demais! Passamos três dias inteiros na cidade, passeando bastante, com o carrinho a tira colo e Luquinha a base de massa e biscoitos.

Centro Histórico
























No período em que estávamos em Viena, comemoramos o nosso sétimo aniversário de casamento, no dia 13 de setembro, com um jantar no restaurante do hotel. O restaurante é bem famoso na cidade, pessoas de fora agendam suas reservas com antecedência. Nossa sorte foi que, como chegamos cedo, conseguimos uma mesa que estava reservada para algumas horas depois. ;)

Durante todo o tempo em que estivemos na cidade, ficamos em contato com o hotel de Budapeste. A princípio, pensamos em cancelar a ida à cidade. Não queríamos passar por nenhuma dificuldade com o Luquinha. Mas ao conversarmos com a pessoa do hotel e ao procurarmos notícias sobre os refugiados no país, consideramos que não teríamos problemas em relação à segurança. Acabamos mantendo o plano original e quando chegou no dia de partirmos, chegamos com uma hora de antecedência na estação de trem, ou seja, às 7 da manhã.

Ao chegarmos, já identificamos que os trens para Budapeste estavam cancelados. A funcionária da empresa nos explicou que se quiséssemos chegar a Budapeste, teríamos que fazer uma viagem três vezes mais longa do que a planejada inicialmente, passando pela Bratislava, na Eslováquia, e por outras cidades, para conseguirmos atravessar a fronteira da Hungria. E ela acrescentou, ao terminar de explicar: Esse não é o momento de fazer turismo em Budapeste.

Sendo assim, quem somos nós para contestarmos. Estávamos cansados, acabamos achando melhor voltarmos para o Brasil, terminando da viagem mais cedo. Assim, poderíamos também economizar o dinheiro que perdemos com a não ida a Budapeste. Apesar de Luquinha ter sido um parceirão (ão ão ão mesmo) na viagem inteira, ele estava cansado. Todos os dias falava que estava com saudade de casa, dos seus amigos, seus brinquedos, sua cama... Ele ficou muito feliz quando dissemos que voltaríamos antes da hora!

Conseguimos uma passagem de avião de Viena para Frankfurt e adiantamos nossa volta para o Brasil. Chegamos exaustos, depois de mais de 24 horas em trânsito. Mas felizes de estar de volta em casa. Luquinha que o diga!