29 outubro 2014

Experiências



Luquinha está próximo dos três anos (ele nasceu no dia 18 de dezembro de 2011), e hoje comentei com uma amiga, cujo filho está fazendo aniversário de um ano, que uma das coisas que eu mais aprecio na maternidade é o "aprender constante". Nenhum dia é igual ao outro e será assim para sempre. Mesmo quando a fase infantil passa, entra a adolescência, depois a juventude, depois a fase adulta. Estamos sempre aprendendo uma nova maneira de ser mãe. Eu vejo pela minha, que está sempre se reinventando para viver nossas fases.

Por enquanto, só tenho o Luquinha, mas imagino que mesmo quando você tem dois - ou mais - as novidades continuam. Porque somos todos tão diferentes, as crianças são únicas, mesmo que sejam parecidas.

Antes do Luquinha nascer, em determinados momentos eu ficava ansiosa por mudanças, por coisas novas acontecendo. Hoje, essa parte de mim está tão auto-suficiente. É como se eu nunca mais tivesse que me preocupar com isso. Não me entendam mal, minha vida não é só o Luquinha, mas a verdade é que ele supre, sim, este desejo por coisas novas, de alguma forma.

É claro que eu ainda amo conhecer lugares novos, conhecer novas histórias de pessoas desconhecidas, gosto de experimentar novos sabores (sim, essa sou eu hoje, mas não era nem de longe eu ontem rs), gosto de conhecer novos sentimentos... E isso não deve mudar nem tão cedo.

Bem, segundo minha terapeuta, esta "estou" eu. A gente pode se reinventar.

Tive acesso a alguns vídeos que a escola do Lucas fez desde o início do ano e foi muito bacana ver o quanto ele mudou nestes meses, desde o início das aulas. Começou o ano iniciando a fala, bem devagar. De um dia para o outro começou a fazer frases, aumentou seu vocabulário e hoje conversamos normalmente. Usando as palavras mais simples, ele consegue entender tudo o que falamos.

Lembro de uma coisa que sua professora falou na primeira reunião, antes das aulas começarem... Que era comum nesta idade não se relacionar com os outros amiguinhos, porque, até o momento, para eles, o mundo girava ao seu redor. Ver como, hoje, ele lida com os amigos, como a presença deles é importante, como eles brincam juntos e fazem questão de estar perto... Isso é muito bacana!

Outro dia estávamos numa festa e dois amiguinhos estavam brincando na piscina de bolinhas e falaram: chama o Lucassss! rs Foi fofo! Na pracinha também, um chama o outro para ir brincar no outro brinquedo. Todos querem ficar juntos.

O Luquinha fala algumas palavras errado: pacacete (capacete), pepeca (peteca) e Vovó Cilimar (Lucimar). Hoje, fiquei treinando com ele estas três palavras em casa. E ele aprendeu. Foi tão bacana vê-lo falando repetidamente "Luci...mar"..."Luci...mar"... "Luci...mar" =)

Tudo bem que minutos depois ele já estava falando pacacete de novo, mas é bacana ver que ele é capaz. rs

Ele é também muito atento. Qualquer caminho diferente que eu faço com o carro ele pergunta aonde estamos indo. Hoje falei com ele que íamos no Prezunic, mas no meio do caminho decidi ir no Hortifruti... Ele logo falou: mamãe, não vamos no Prezunic? :) Depois pegamos o carro e em vez de entrarmos na nossa rua, passamos para ir à farmácia. Logo que passou a rua, ele disse: aonde vamos agora, mamãe?

Outro dia li num destes artigos da Crescer que a gente não deve dizer que "se você fizer isso, eu vou deixar isso..."... Condicionar uma coisa que ele deveria estar fazendo de qualquer maneira - como comer, por exemplo - a algum fator terceiro. Mas aqui em casa eu faço muito isso e sempre funciona. Isso, inclusive, é uma das coisas mais bacanas para mim, desde que ele começou a se comunicar melhor.

Longe de mim dizer que a maneira como faço é melhor. Mas aqui em casa funciona bem e eu vejo mais benefícios do que malefícios, até porque se tem uma coisa que o Luquinha é, é obediente. Então não são tantos momentos assim em que precisamos "apelar".

Esses são somente alguns updates que eu queria fazer. Tem muito mais, mas eu não tenho disposição para escrever aqui todo dia, então acaba ficando esquecido... =)

Resumindo: vou falar o que falei hoje para o meu sogro, quando ele estava elogiando o Luquinha, como é um menino gente boa e tranquilo de cuidar.

"É uma fase melhor que a outra, e todas foram boas até agora. Será que vai ser assim para sempre? Seria ótimo!"


Um comentário:

  1. Ju,
    Eu me identifico muito com seu jeito de marternar. Assim como vc, no início eu tb estava sempre esperando coisas novas. Até mesmo quando o Ben nasceu, eu vivia esperando determinadas fases dele (engatinhar, andar, falar...). Com o tempo a gente acalma e percebe que a vida com filhos realmente é diferente. A cada dia uma surpresa. Adorei seu post! beijos

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