15 julho 2014

Mais eu do que Lulu - Parte II {ou, desta vez, o mesmo de nós dois}


Este livro está mesmo me inspirando... Hoje, na hora do almoço - em vez de ficar uma hora num restaurante, entre me servir, procurar mesa, comer, bater papo... O que é sempre ótimo, mas estava precisando diminuir o ritmo -, almocei rapidamente na copa da empresa e fui para a Casa Ruy Barbosa aproveitar o resto do meu tempo livre.

{a Casa Ruy Barbosa é um espaço em Botafogo delicioso para quem quer fugir do barulho da cidade grande... no meio da São Clemente, uma das ruas mais movimentadas do bairro, você entra neste espaço, caminha um pouco e vai dar justamente no meio do quarteirão, num super silêncio, com um jardim lindo, cheio de árvores e passarinhos}

Fique lá por 40 minutos. Suficientes para eu relaxar, recarregar a energia e ter uma tarde ótima e produtiva no trabalho!

Enquanto estava sentada, aproveitando o clima de inverno do Rio de Janeiro, com aquele solzinho gostoso, peguei o livro da bolsa e li mais um capítulo: sobre os filhos, desta vez. E foi inspirador demais.

Luquinha está com dois anos e sete meses, uma fase deliciosa, mas às vezes bem difícil. Quando ele cisma com alguma coisa, sai de baixo. Às vezes me pergunto se estamos acertando na forma como lidamos com essas questões. Mas aí leio textos como este de hoje e vejo que não há 100% de acertos, mas também não há 100% de erros. A gente vai aprendendo, junto com eles, todos os dias (que não nos ouçam, pois é preciso que eles pensem, por muito tempo, que sabemos de tudo rs).

Uma das coisas que a autora fala é sobre como é importante mostrar às crianças que sabemos o que elas estão sentindo. E, neste momento, ela dá algumas dicas de como passou a fazer com suas filhas. Alguns pontos que achei interessante:

nem sempre temos que falar alguma coisa às vezes um abraço e carinho por alguns minutos, para acalmar nossos pequenos, é suficiente. Eu disse aqui, há pouco tempo, que não conseguia imaginar como um abraço num momento de explosão poderia ajudar de qualquer forma. Hoje eu já sei. Há alguns dias me vi justamente nesta situação. Nada no mundo fazia o Lucas parar de chorar. Eu simplesmente não sabia mais o que fazer para a manha acabar. Ela estava me enlouquecendo. Eu abaixei, dei um abraço nele e comecei a fazer carinho em sua cabeça. Em pouco tempo ele parou, secou as lágrimas e agiu como se nenhum choro tivesse acontecido. Vivendo e aprendendo.

admita que há certas coisas que são difíceis Em vez de falar, "vamos, filho, nem está tão frio", falar "filho, eu sei que está frio e que você gostaria de ficar mais tempo na cama, mas nós precisamos nos apressar para não chegarmos atrasados na escola".

Eu sei que falando assim parece ser tão simples, mas muitas vezes no calor do momento tudo o que conseguimos fazer é perder a cabeça.

No mais, ela falou muito sobre tirar um tempo para se divertir com os filhos. E isso eu faço, com muito orgulho! :) Desde que voltei a trabalhar, tenho claro na minha cabeça que nosso tempo é curto, então deve ser bem aproveitado. Então, quando chego em casa, vou direto para o quarto dele para brincarmos. Brincamos, dançamos... Depois eu mesma faço questão de colocar em prática toda a rotina da hora de dormir, incluindo, preparar a cama, fazer o mama, colocar o desenho, desligar o desenho, escovar os dentes, ler uma história, rezar e dar muitos beijinhos de boa noite.

No dia seguinte, de manhã, no curto período que temos antes de ir para a escola, também faço questão de transformar num momento agradável! Ultimamente, melhorei ainda mais este nosso momento quando passei a levá-lo para a escola andando, em vez de irmos de carro. Temos que sair de casa um pouco mais cedo, mas vale cada minuto!

Nem sempre é fácil. A vida é muito corrida, inúmeras vezes eu chego em casa exausta, mas me esforço para manter nossa rotina como ela deve ser. E é claro que tem um dia ou outro que simplesmente não tenho forças, então ligo a TV e ficamos assistindo juntos.

O que importa é o que fazemos na maioria das vezes, para que ele lembre destes momentos com ternura, para que ele sinta que ele tem toda a minha atenção, até quando não estamos juntos. =)

Eu gosto de ler coisas assim, de ouvir dicas interessantes de como lidar com estes momentos difíceis que chegam com os dois anos. De saber o que falar, o que fazer... Não é mais como no início, quando o Lucas nasceu, que eu achava que todo mundo estava certo em suas opiniões, e também não é como a fase que veio depois, quando eu achava que não devia escutar conselhos de ninguém. A gente vai amadurecendo e encontrando os conselhos que têm a ver com nossa maneira de pensar, nosso jeito de ser.

E resolver as coisas sem agressividade, com base em teorias que se justificam, tem a ver com o meu jeito de ser. :)

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