02 maio 2014

Feels like home {e outros detalhes importantes para continuarmos}

Ah, Luquinha, você merece este blog! Você merece ler cada palavrinha daqui! E é para você que eu escrevo. Desde o começo, sempre foi para você e sempre será. 

Quando criei o blog, ainda no início da gravidez, o que tinha em mente era deixar registrado cada momento importante desta fase. Os sintomas, as emoções, os acontecimentos, tudo. Porque eu queria, como num diário, voltar nas páginas mais antigas um dia e lembrar com detalhes do que vivi.

Com o tempo, me perdi um pouco. Não sabia mais quando escrever para mim, quando escrever para o Lucas, quando escrever para os outros.

Os outros, inclusive, podem ser muito abusados de vez em sempre. A internet virou terra de ninguém. As pessoas gostam mais de criticar do que qualquer coisa, e o ódio virou um sentimento comum. Uma pena.

Mas graças a recursos mega complexos e ousados {ironia}, descobri que posso filtrar comentários (yes, we have bananas!). Vejam bem, não me levem a mal. Os comentários são muito bem vindos e foi através deles que eu criei um carinho muito grande por queridíssimas colegas blogueiras, como a Gabi, do Bossa Mãe, a Myriam, do Mãe no País das Maravilhas, Chris, do Inventando com a Mamãe e outras que sabem do meu carinho.

Mas a internet é um lugar de livre acesso e somente por possuir um blog público, as pessoas acham que podem expressar suas opiniões da forma como bem entendem. Elas podem, é claro, mas como o blog é meu, tenho o direito de dizer quem será ouvido e quem não será.

Uma pena ter que rolar toda essa explicação... Mas é preciso. Uma explicação minha para mim mesma. Porque eu gosto muito deste espaço e não quero que ninguém estrague isso.

Dito o que precisava ser dito...vamos ao post... ;)

feels like home

Dia desses estivemos na casa da minha mãe, que deixou de ser minha quando passei a dividir o mesmo teto com meu marido, mas que jamais deixará de me pertencer, eu sei. Casa da mãe é home para sempre. A gente sabe disso ainda mais depois que temos nossos próprios filhos.

Há pouco tempo, ela adquiriu uma casa de praia, onde temos nos encontrado 99% das vezes. Mas home é home para sempre. Apesar de amarmos a casa de praia e termos um carinho especial por lá, lugar nenhum no mundo vai fazer eu sentir o que sinto quando estou em casa de verdade. No caso, na casa da minha mãe.

É esta vista que temos quando tomamos café da manhã na copa. Tem como não amar?

Não tenho mais meu quarto. Minha cama não é mais minha cama, mas cama para visitas, na qual eu durmo também quando estou visitando. Meu quarto já deixou de existir há muito tempo. Eu não tenho mais roupa, nem coisas, nem nada que identifique meu espaço. Somente o CORAÇÃO da minha mãe. Sim, sempre será o suficiente.

Luquinha se esbaldou. Não sei em que momento da vida a casa da minha mãe virou a casa de uma avó perfeita. Tem tartaruga, tem gatinho, tem galinha e um quintal bem grande, com fruta no pé e verde para dar e vender. Acho que eu estava ocupada demais com outros assuntos na adolescência para perceber isso. rs

Luquinha com a vovó Helena! Tanto amor desses dois!
Foram apenas dois dias, mas dois dias maravilhosos e inesquecíveis! Tenho até vergonha de dizer que, muito por causa da casa de praia, esta foi a segunda vez que Luquinha foi na casa da vovó. Temos que repetir o programa mais vezes. Todos adoramos tanto!!

Luquinha conheceu - e se apaixonou - pela Tauga. Que faz parte da nossa família há 22 anos. Quase a minha idade rsrsrsrs
Para completar o programa, minha mãe nos levou ainda num parque lindo demais, ao ar livre, cheio de verde e bichos, como na casa dela. Adorei!! Sinto falta de um lugar assim perto da gente. Luquinha se enturmou e ficou livre, leve e solto. Como deve ser!






4 comentários:

  1. Júlia, querida!! Fiquei muito feliz em ser citada!! Vc foi uma das primeiras mamães que me identifiquei...quanto tempo já se passou...os blogs maternos mudaram um bocado de lá pra cá e por isso eu entendo seu desconforto. Nem sempre as palavras são usadas corretamente e o que é para ser uma crítica, de repente se torna um palco de guerra.
    Casa de mãe. Vc falou exatamente o que eu sinto...quando visito meus pais, vem a sensação de home...em sua totalidade, sem faltar absolutamente nada! Como se de lá eu jamais tivesse saído...coisa boa demais da conta!!! Acho que é por isso gosta tanto de ir lá! Eu transmito essa sensação de paz que eu sinto pra ele!
    Beijossss

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  2. Fiquei emocionada e também lisonjeada por tanta ternura e carinho das suas palavras e principalmente o que diz respeito ao verdadeiro sentimento que encontrei no seu depoimento. Filhs, como você colocou tão bem: pode não ter mais suas roupas, mas a casa da mãe será sempre a sua casa, assim como a casa da D. WALKIRIA será sempre minha casa mesmo eu não tendo morado no Valadares. O amor será sempre o mesmo e nada e ninguém mudará isso. Espero que o Luquinha venha e curta a casa da vovó muitas e muitas vezes. Te amo!

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  3. Gente! Como eu não sabia da existência desse jabuti???? Estou me sentindo mal por isso... Enfim, A-DO-REI o texto e as fotos, ele está tããão grande!!!! Na próxima vez que a gente se encontrar não vai dar mais pra rolar colo... Muito lindinhos, você e ele, e, é claro, a vovó Helena... até eu queria ter uma vó dessa... pena que ela é tão jovem, hahah! Um beijão, amiga querida. Escreva mais, não importa pra quem seja.

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  4. Ju, que surpresa entrar aqui depois de tanto tempo (2 meses já! Afastei-me muito dos blogs e até do meu, rs, mas vou voltar) e me deparar com esse post tão lindo e que ainda me cita. Eu chorei. Já sou muito emotiva, mas ando emotiva ao quadrado. Casa de mãe e avó é um lugar sagrado, devemos cultivá-lo e manter viva as melhores lembranças. Sabe, nunca tivemos casa própria, mas me lembro de ter morado em três: a primeira quando minha mãe conseguiu alugar sozinha (até então morávamos de favor) e eu devia ter uns 4 anos, lembro de tudo e da nossa primeira noite nessa casa. Depois a casa que toda vez que passávamos em frente ela dizia "essa casa vai ser minha" e ela alugou depois de um tempo, lá vivemos praticamente a vida toda, até que depois de muitos anos o proprietário faleceu e a mulher pediu de volta. Depois fomos morar numa outra csasa, mas já éramos grandes e bem em seguida eu saí de casa para morar sozinha. Enfim, tenho boas lembranças de todas. Benjamin só conheceu a casa que minha mãe já estava morando sozinha, nenhuma dessas três. Mas ele adorava aquele lugar e como tinha portas que dava na sala, outra na cozinha, ele vivia correndo dando voltas e minha mãe atrás dele...várias outras lembranças. To falando isso porque a minha memória ficou ruim depois de tudo o que aconteceu, eu esqueci vários acontecimentos e algumas coisas de repente me fazem lembrar essas coisas que estavam apagadas. Seu post me trouxe algumas dessas lembranças. Continue escrevendo sempre, porque com essa falta de memória que me abateu e as várias cartas e mensagens que encontrei da minha mãe, me fez dar conta que o blog é uma das melhores heranças que vou deixar para o Benjamin. Fiz essa descoberta, que escrevo para ele e não para agradar ninguém. Para ele saber como foi cada fase dele, conhecer um pouco mais da mãe que sou, descobrir coisas de quando era bem pequeno e que talvez ele não venha lembrar, saber o grande amor que tenho por ele. Um super beijo

    ps (obrigada pelo carinho, pelos recados no blog - o último vi essa semana e até respondi por lá, você não sabe quanto é importante pra mim esse carinho das pessoas nesse momento. Mas olha, não pensa, nem imagina se passando na mesma situação, viva, curta muito sua mãe e avó maravilhosa que ela deve ser, não deixe de fazer nada, nada que possa deixar algum buraquinho e dê sempre um abraço antes de ir embora, mas não um simples abraço, dê um ABRAÇO, o mais apertado sempre) Muitos beijos pra ti

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