20 maio 2014

"Acidentes"

A gente tropeça, cai, mas tem que levantar, não é? Mais ou menos assim que me senti depois de tudo isso.
Eu não sei exatamente porque as coisas acontecem do jeito que acontecem, nem acho que elas acontecem porque têm que acontecer. Eu acredito no destino, mas acredito também no nosso livre arbítrio, acredito que a cada segundo, a cada passo mudamos nosso futuro.

Na última semana, Luquinha teve dois acidentes na escola. No primeiro, estava andando na sala, tropeçou e caiu de boca num gatinho de plástico duro. Quebrou o dente da frente e ficou com alguns hematomas na boca. Demorou alguns dias para se recuperar completamente, mas no dia seguinte já estava na escola. Poucos dias depois, estávamos eu e meu marido em casa e recebemos de novo ligação da escola. Primeiro pensei que ele tinha batido a boca no mesmo lugar e, como estava sensível, tinha machucado. Mas não foi isso, foi pior. Ele estava com a mãozinha na dobra do portão, alguém o abriu e o dedo dele ficou preso, um pedaço da unha do dedão foi arrancado.

Eu sei que essas coisas acontecem, mas uma criança de dois anos simplesmente não merece tanto sofrimento assim. Nem sei dizer o quão partido meu coração ficou, em mil pedacinhos. Meu menininho sofrendo tanto desse jeito.

Ficamos chateados. No primeiro caso, entendemos que foi uma fatalidade. No segundo também, eu sei, mas vamos combinar que é algo que poderia ter sido evitado. Seja porque aquele portão não deveria ter a dobra daquela maneira (posso apostar que outras crianças já se machucaram ali), seja porque se tivessem de olho nele, sua mãozinha não estaria ali naquele momento.

Gostamos muito da sua escola e da sua professora, mas realmente ficamos chateados.

Mas o que eu sinto em relação à escola neste momento é o de menos. Realmente estou sofrendo junto com ele. Na verdade, Luquinha já não está mais sofrendo (tanto). Apesar de estar com a mão enfaixada e com o dente quebrado, ele está bem. Sem dor. Mas de pensar no que ele passou, enfim...

A vontade que dá é de trancar ele no quarto (comigo dentro, é claro rs) e deixá-lo ali, protegidinho! Nem queria tê-lo levado na escola depois disso tudo. Mas ele estava bem, não tinha porque não levar. E ele adora a escola. Ele pede para ir. Espera pelo momento de ir. Adora os amiguinhos... Não levar não é uma opção. rs

Aí fico torcendo o dia inteiro para não receber nenhuma ligação com aquelas duas. Acho que fiquei levemente traumatizada. Hoje quase implorei para a professora não desgrudar dele. Fiz ele prometer para mim, mil vezes, que ele não ia correr, nem pular até melhorar. rs

Na prática, ele está correndo, pulando e fazendo tudo o que fazia antes dos "acidentes". Quem está mais medrosa mesmo sou eu.




02 maio 2014

Feels like home {e outros detalhes importantes para continuarmos}

Ah, Luquinha, você merece este blog! Você merece ler cada palavrinha daqui! E é para você que eu escrevo. Desde o começo, sempre foi para você e sempre será. 

Quando criei o blog, ainda no início da gravidez, o que tinha em mente era deixar registrado cada momento importante desta fase. Os sintomas, as emoções, os acontecimentos, tudo. Porque eu queria, como num diário, voltar nas páginas mais antigas um dia e lembrar com detalhes do que vivi.

Com o tempo, me perdi um pouco. Não sabia mais quando escrever para mim, quando escrever para o Lucas, quando escrever para os outros.

Os outros, inclusive, podem ser muito abusados de vez em sempre. A internet virou terra de ninguém. As pessoas gostam mais de criticar do que qualquer coisa, e o ódio virou um sentimento comum. Uma pena.

Mas graças a recursos mega complexos e ousados {ironia}, descobri que posso filtrar comentários (yes, we have bananas!). Vejam bem, não me levem a mal. Os comentários são muito bem vindos e foi através deles que eu criei um carinho muito grande por queridíssimas colegas blogueiras, como a Gabi, do Bossa Mãe, a Myriam, do Mãe no País das Maravilhas, Chris, do Inventando com a Mamãe e outras que sabem do meu carinho.

Mas a internet é um lugar de livre acesso e somente por possuir um blog público, as pessoas acham que podem expressar suas opiniões da forma como bem entendem. Elas podem, é claro, mas como o blog é meu, tenho o direito de dizer quem será ouvido e quem não será.

Uma pena ter que rolar toda essa explicação... Mas é preciso. Uma explicação minha para mim mesma. Porque eu gosto muito deste espaço e não quero que ninguém estrague isso.

Dito o que precisava ser dito...vamos ao post... ;)

feels like home

Dia desses estivemos na casa da minha mãe, que deixou de ser minha quando passei a dividir o mesmo teto com meu marido, mas que jamais deixará de me pertencer, eu sei. Casa da mãe é home para sempre. A gente sabe disso ainda mais depois que temos nossos próprios filhos.

Há pouco tempo, ela adquiriu uma casa de praia, onde temos nos encontrado 99% das vezes. Mas home é home para sempre. Apesar de amarmos a casa de praia e termos um carinho especial por lá, lugar nenhum no mundo vai fazer eu sentir o que sinto quando estou em casa de verdade. No caso, na casa da minha mãe.

É esta vista que temos quando tomamos café da manhã na copa. Tem como não amar?

Não tenho mais meu quarto. Minha cama não é mais minha cama, mas cama para visitas, na qual eu durmo também quando estou visitando. Meu quarto já deixou de existir há muito tempo. Eu não tenho mais roupa, nem coisas, nem nada que identifique meu espaço. Somente o CORAÇÃO da minha mãe. Sim, sempre será o suficiente.

Luquinha se esbaldou. Não sei em que momento da vida a casa da minha mãe virou a casa de uma avó perfeita. Tem tartaruga, tem gatinho, tem galinha e um quintal bem grande, com fruta no pé e verde para dar e vender. Acho que eu estava ocupada demais com outros assuntos na adolescência para perceber isso. rs

Luquinha com a vovó Helena! Tanto amor desses dois!
Foram apenas dois dias, mas dois dias maravilhosos e inesquecíveis! Tenho até vergonha de dizer que, muito por causa da casa de praia, esta foi a segunda vez que Luquinha foi na casa da vovó. Temos que repetir o programa mais vezes. Todos adoramos tanto!!

Luquinha conheceu - e se apaixonou - pela Tauga. Que faz parte da nossa família há 22 anos. Quase a minha idade rsrsrsrs
Para completar o programa, minha mãe nos levou ainda num parque lindo demais, ao ar livre, cheio de verde e bichos, como na casa dela. Adorei!! Sinto falta de um lugar assim perto da gente. Luquinha se enturmou e ficou livre, leve e solto. Como deve ser!