27 março 2014

Qual é a melhor maneira de #EDUCAR?


Hoje li este texto aqui, justamente num momento onde temos passado por muitas situações desafiadoras em casa. O texto fala sobre comportamentos desafiadores e como nós, pais, lidamos com eles. A autora, que é especialista no assunto e trabalha com crianças, fala sobre uma ferramenta chamada C.A.R.E, que significa causa, ação, reação e expectativas. Ela sugere que a cada mau comportamento, nós façamos esta avaliação para que, em vez de tomarmos uma atitude sem pensar — e que, fatalmente, não levará a nenhum progresso —, possamos estabelecer um pensamento crítico sobre ele, encontrando uma solução que trará bons resultados, a curtos, médios e, principalmente, longos prazos.

Lucas tem 2 anos e três meses completos. Não posso reclamar, ele não dá tanto trabalho assim, a ponto de ficarmos buscando na internet textos sobre como lidar com isso. rs Mas o texto surgiu na minha frente (através do Pinterest), e eu achei que ele caiu como uma luva, apenas um dia após termos presenciado uma crise "sem explicação".

Sem explicação está entre aspas porque a Amanda Morgan, autora do texto, explica que nunca é sem explicação, por mais que não consigamos identificar a causa. Às vezes, é algo que está escondido, às vezes é algo muito claro e simples. No caso da crise de ontem do Luquinha, estávamos no processo de arrumar para ir à escola e o levei ao banheiro para fazer xixi. Ele não só não quis, como começou a se jogar no chão e, então, não queria mais nada: se vestir, tomar o remédio, ficar em pé... O que fiz — depois de ter aumentado o tom de voz e me estressado bastante — foi sair do quarto e voltar três minutos depois. E o que aconteceu? Era outra criança, sorridente e feliz, como se nada tivesse acontecido.

Eu tenho um pouco de desconfiança destes métodos que sugerem que devemos abraçar as crianças e dizer que as amamos no meio de uma crise. Posso estar enganada, mas eles não me parecem muito eficazes. E, assim, se no meio de um ataque de raiva a pessoa com quem eu estiver discutindo vier me abraçar e dizer que me ama, além de começar a chorar, eu vou ficar com mais raiva ainda, certamente.

Mas achei interessante o que este texto de hoje propôs e acredito que possa ter um resultado muito positivo. Faz com que a gente entenda como o processo funciona. E todo exercício, quando feito várias vezes, é aperfeiçoado com o tempo. Além disso, no menor dos efeitos, fazer esta análise te dá tempo para deixar o calor do momento passar, para que você possa pensar com mais clareza.

Tenho outra dica a esse respeito, mas não tenho tempo de contar hoje. rs Em breve divido aqui!

Um comentário:

  1. Benjamin está ficando mestre nessas crises aparentemente sem explicação. E também acredito que sempre tem motivo, mas nem sempre aparente. É tão difícil. E eu que já não era uma pessoa muito paciente, estou pior. Antes eu só tinha paciência com ele, agora até com ele é bem curta. E acontece bem como você falou, do nada para, está sorrindo e é como se a gente fosse #alouca. rsrsrsrsrs

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