24 dezembro 2014

Dinda Camila chegou

Aos 45 do segundo tempo, dinda Camila chegou no Brasil para passar o Natal e reveillon com sua família. Pra matar um pouquinho da saudade antes dela viajar de novo pras festas, fomo no aeroporto recepcioná-la! Quem tirou a foto foi o papai, que nos acompanhou.

13 dezembro 2014

O tempo não para

Hoje de manhã, num daqueles momentos que a gente quer que dure para sempre!!! <3

E é por isso que às vezes a gente precisa parar por ele. 2014 me atropelou, principalmente em novembro e a primeira quinzena de dezembro, que nem terminou, mas eu já dei por terminada. Tanta coisa aconteceu... Mas uma coisa em especial, recentemente, que tem mexido muito comigo: meu reencontro interior. Desde a adolescência não dedicava tanto tempo para mim mesma, para entender sentimentos, decifrar o que estava por trás de determinados pensamentos e atitudes.

A ansiedade foi um ponto chave. Ela existe, é um fato. Mas o que fazer? Como ela interfere nos meus dias? De tantas maneiras. Mas estou me exercitando para aprender a controlá-la.

E uma destas tentativas está acontecendo neste exato momento, durante meu fim de semana. Eu sempre o programo. Sempre tenho algo para fazer, e quando não tenho nada, arrumo.

Bem, neste fim de semana, resolvi que não me programaria. Pensei em alguns programas, mas não agendei nada, nem com os outros, nem comigo mesma (na verdade, tinha agendado, mas desmarquei rs). O sábado chegou e eu acordei pensando no que faria com o Luquinha durante o dia. Fomos levar o Igor no aeroporto, voltamos, ele dormiu, acordou, brincamos, arrumamos, comemos...

E agora Luquinha está dormindo. E eu estou aqui escrevendo. São 15h56 e eu, ainda, não tenho planos.

E está tudo bem. O sábado está sendo ótimo, estou curtindo muito o filhote, estou descansando, estou me dedicando a tarefas caseiras que não tenho tempo de me dedicar normalmente e estou feliz.

Também não sei o que vamos fazer amanhã, porque amanhã é outro dia e ainda não chegou. :p



12 dezembro 2014

Controle e ansiedade: entendendo #eu

Na minha última sessão de terapia, tive minha primeira uma hora dedicada só para mim. Enquanto as outras consultas foram totalmente voltadas para o meio onde estou inserida, ontem tive exatos 60 minutos para falar sobre mim mesma. Não porque eu quis, digo logo, mas porque foi por aí que o papo andou.

Ainda estou um pouco angustiada com tudo o que falei, com as coisas que ouvi e com os pensamentos que me vieram à mente e continuam vindo desde então. E, seguindo os exercícios propostos por minha terapeuta, começo o fim de semana assim: sem lenço, sem documento e sem compromisso.

O que vamos fazer? Não sei. Estou satisfeita por não saber? Metade de mim, sim, a outra metade não. Mas vamos testando, o que importa é ser feliz. ;)

Uma das únicas certezas do fim de semana: curtir muito meu pequeno!!! <3



11 novembro 2014

"Minha primeira corrida"


No último fim de semana, acordamos cedo, às 5h50, para conseguirmos chegar na primeira corrida do Luquinha na hora marcada. Uma iniciativa da sua escola, cujo professor de Educação Física é super envolvido em corridas de rua, que me deixou animadíssima! Há poucas semanas eu havia comentado aqui mesmo como lamentava não ter podido inscrevê-lo na corrida infantil do Pão de Açúcar, pois estaríamos viajando.

Foi, como eu esperava, o máximo! Em primeiro lugar, eu tive que acordá-lo porque era muito cedo e, percebendo a resistência, o lembrei que estava o acordando por causa da corrida. Na mesma hora ele levantou. Mas vale a pena eu voltar a história em alguns minutos: não acordei com o despertador, mas sim com um toró daqueles! Na mesma hora as mensagens do grupo das mães a escola no celular começaram a apitar. Estávamos todas em dúvida se levávamos as crianças com chuva ou não. Até que uma delas disse que levaria. Eu, animada com um "sim", disse que levaria também e acabamos todas levando!

Foi ótimo! Chegamos ao evento e era tudo muito organizado, recebemos o kit do Lucas - da mesma forma que acontece na corrida para adultos, com sacolinha, boné, camisa da prova, número do peito, squeeze e chip. "Montei" o Lucas para a corrida e aguardamos os amiguinhos chegarem, logo depois.

Tinha vários tipos de entretenimento para as crianças, era um evento para passarmos a manhã toda lá. Mas não conseguimos ficar depois da prova porque tínhamos outros programas durante o dia.

Na hora da corrida, eles separaram em grupos de dez, e dividiram entre meninos e meninas. Eu ainda contestei porque eles dividiam por sexo e uma moça me disse que era porque os meninos eram mais brutos e acabavam derrubando as meninas. Hum... Não gostei, mas tudo bem. ;) Luquinha conseguiu correr com os dois amiguinhos que estavam lá! Foi lindo de ver!!

Fizeram tudo certinho! Saíram na hora que a corneta apitou, correram em linha reta e comemoraram na linha de chegada, umas graças!

E a mamãe corredora aqui - e o papai corredor também - ficaram todos orgulhosos do pequeno atleta! :)

05 novembro 2014

Economizando água

Ontem li o post de uma amiga sobre um desafio pessoal dela: reduzir o tempo no banho. A Gabi é de SP e há meses eles têm sofrido com a falta d'água. Eu comentei com ela que achei muito bacana, e por se tratar de um problema mundial - não só de SP -,  achava que todos deveriam faze a mesma coisa. Bem, eu não posso agir por todos, mas lá em casa já entrei no desafio hoje mesmo. 

Eu nunca fui de demorar no banho, e tenho bem pouco cabelo, que é também curto, então facilita. Este foi meu tempo hoje:

Eu acho difícil reduzir ainda mais, mas quem sabe depois de uma semana a gente vai criando técnicas de aperfeiçoamento e o tempo melhora...

A lição fica para o Luquinha também. Sempre depois do banho ele gosta de brincar e deixamos que ele fique uns cinco minutos. Mas são cinco minutos com a água caindo, totalmente desnecessário. Podemos deixar baldinhos para ele brincar, vai ser uma novidade e tão divertido quanto. 

Ps. O mesmo vale para a luz, já somos bem econômicos lá em casa, a luz nunca passa de 100 reais. Raramente passamos roupa, batemos roupa somente um dia na semana e quase não ligamos o ar condicionado. Mas, ainda assim, sei que é possível economizar. 

Desafio lançado! :)

29 outubro 2014

Experiências



Luquinha está próximo dos três anos (ele nasceu no dia 18 de dezembro de 2011), e hoje comentei com uma amiga, cujo filho está fazendo aniversário de um ano, que uma das coisas que eu mais aprecio na maternidade é o "aprender constante". Nenhum dia é igual ao outro e será assim para sempre. Mesmo quando a fase infantil passa, entra a adolescência, depois a juventude, depois a fase adulta. Estamos sempre aprendendo uma nova maneira de ser mãe. Eu vejo pela minha, que está sempre se reinventando para viver nossas fases.

Por enquanto, só tenho o Luquinha, mas imagino que mesmo quando você tem dois - ou mais - as novidades continuam. Porque somos todos tão diferentes, as crianças são únicas, mesmo que sejam parecidas.

Antes do Luquinha nascer, em determinados momentos eu ficava ansiosa por mudanças, por coisas novas acontecendo. Hoje, essa parte de mim está tão auto-suficiente. É como se eu nunca mais tivesse que me preocupar com isso. Não me entendam mal, minha vida não é só o Luquinha, mas a verdade é que ele supre, sim, este desejo por coisas novas, de alguma forma.

É claro que eu ainda amo conhecer lugares novos, conhecer novas histórias de pessoas desconhecidas, gosto de experimentar novos sabores (sim, essa sou eu hoje, mas não era nem de longe eu ontem rs), gosto de conhecer novos sentimentos... E isso não deve mudar nem tão cedo.

Bem, segundo minha terapeuta, esta "estou" eu. A gente pode se reinventar.

Tive acesso a alguns vídeos que a escola do Lucas fez desde o início do ano e foi muito bacana ver o quanto ele mudou nestes meses, desde o início das aulas. Começou o ano iniciando a fala, bem devagar. De um dia para o outro começou a fazer frases, aumentou seu vocabulário e hoje conversamos normalmente. Usando as palavras mais simples, ele consegue entender tudo o que falamos.

Lembro de uma coisa que sua professora falou na primeira reunião, antes das aulas começarem... Que era comum nesta idade não se relacionar com os outros amiguinhos, porque, até o momento, para eles, o mundo girava ao seu redor. Ver como, hoje, ele lida com os amigos, como a presença deles é importante, como eles brincam juntos e fazem questão de estar perto... Isso é muito bacana!

Outro dia estávamos numa festa e dois amiguinhos estavam brincando na piscina de bolinhas e falaram: chama o Lucassss! rs Foi fofo! Na pracinha também, um chama o outro para ir brincar no outro brinquedo. Todos querem ficar juntos.

O Luquinha fala algumas palavras errado: pacacete (capacete), pepeca (peteca) e Vovó Cilimar (Lucimar). Hoje, fiquei treinando com ele estas três palavras em casa. E ele aprendeu. Foi tão bacana vê-lo falando repetidamente "Luci...mar"..."Luci...mar"... "Luci...mar" =)

Tudo bem que minutos depois ele já estava falando pacacete de novo, mas é bacana ver que ele é capaz. rs

Ele é também muito atento. Qualquer caminho diferente que eu faço com o carro ele pergunta aonde estamos indo. Hoje falei com ele que íamos no Prezunic, mas no meio do caminho decidi ir no Hortifruti... Ele logo falou: mamãe, não vamos no Prezunic? :) Depois pegamos o carro e em vez de entrarmos na nossa rua, passamos para ir à farmácia. Logo que passou a rua, ele disse: aonde vamos agora, mamãe?

Outro dia li num destes artigos da Crescer que a gente não deve dizer que "se você fizer isso, eu vou deixar isso..."... Condicionar uma coisa que ele deveria estar fazendo de qualquer maneira - como comer, por exemplo - a algum fator terceiro. Mas aqui em casa eu faço muito isso e sempre funciona. Isso, inclusive, é uma das coisas mais bacanas para mim, desde que ele começou a se comunicar melhor.

Longe de mim dizer que a maneira como faço é melhor. Mas aqui em casa funciona bem e eu vejo mais benefícios do que malefícios, até porque se tem uma coisa que o Luquinha é, é obediente. Então não são tantos momentos assim em que precisamos "apelar".

Esses são somente alguns updates que eu queria fazer. Tem muito mais, mas eu não tenho disposição para escrever aqui todo dia, então acaba ficando esquecido... =)

Resumindo: vou falar o que falei hoje para o meu sogro, quando ele estava elogiando o Luquinha, como é um menino gente boa e tranquilo de cuidar.

"É uma fase melhor que a outra, e todas foram boas até agora. Será que vai ser assim para sempre? Seria ótimo!"


21 outubro 2014

Corra, Lucas, corra!


Antes mesmo do Luquinha nascer, eu já sonhava com o momento em que poderia praticar esportes com ele, contribuindo para que ele fosse uma pessoa saudável desde sempre! E não estamos muito longe dessa realidade. Ele sempre foi muito ativo e mostrou desde cedo uma habilidade motora bem bacana! Assim que começou a andar já mostrava domínio sobre a bola de futebol (não é exagero, o menino demonstra mesmo um dom por mais que pareça louco eu estar falando isso de uma criança de dois anos apenas kkkkkk) e aprendeu a andar de patinete antes de mesmo de ter o seu (ele pegou de uma criança na pracinha, subiu e começou a andar).

E eu adoro que ele seja assim porque se tem uma coisa que eu gosto é de esporte.

Por isso, quando surge alguma oportunidade de incentivo ao esporte, fico logo de olho. Quando meu amigo me mandou as informações da corrida Pão de Açúcar para crianças, fiquei animada! Falei dela ano passado, mas na ocasião, Luquinha ainda não tinha exatamente como participar... Ele não tinha nem completado dois anos ainda. rs

Mas este ano ele já poderia! Na 3ª Corrida Pão de Açúcar Kids, as crianças correm de 50 a 400 metros, de acordo com a faixa etária! Da mesma maneira como acontece nas corridas de rua para adultos, as crianças recebem um kit com camiseta, chip e número de peito, além da medalha ao fim da prova. Haverá, ainda, jogos e brincadeiras lúdicas para entreter a garotada!

Para os pais, a diversão é no dia seguinte, quando acontece a 6ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento. São 42.195 metros em oito voltas completas, divididas de acordo com o número de integrantes da equipe – que pode ser de dois, quatro ou oito participantes. As três primeiras equipes receberão um troféu e todas as equipes que completarem a prova, independente de sua classificação, ganham medalhas de participação. 

A Corrida Pão de Açúcar Kids tem o patrocínio de Taeq e Qualitá; Apoio Nestlè Waters, Canon; Apoio Institucional Prefeitura do Rio de Janeiro, Federação de Atletismo RJ. A Organização é da O2 e a Realização do Pão de Açucar. Já a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento tem o patrocínio de Taeq e Qualitá; Apoio Finn; Apoio Institucional Prefeitura do Rio de Janeiro, Federação de Atletismo RJ. A organização é da O2 e a realização do Pão de Açúcar. Além disso, a Maratona contará com uma ação especial da Gomes da Costa.



Serviço:

3ª Corrida Pão de Açucar Kids
Dia: 1º de novembro - sábado
Horário: 9h
Local: Pista de Atletismo da EsEFEx – Escola de Educação Física do Exército
Endereço: Av. João Luiz Alves S/N dentro do Quartel da Urca
Inscrições abertas até o dia 23 de outubro através do site: pakids.com.br 
Valor das inscrições: até o dia 4 de outubro - R$ 45,00 
A partir de 05 de outubro R$ 55,00

6ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento do Rio de Janeiro 
Dia 2 de novembro - domingo
Horário da largada: 7h
Local: Aterro do Flamengo
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, na cidade do Rio de Janeiro – RJ.
Inscrições abertas até o dia 23 de outubro pelo site maratonapaodeacucar.com.br  
Valor das Inscrições: Até o dia 30 de setembro. 
A partir de 1º de outubro - R$ 70,00

18 setembro 2014

#JuliaNaCozinha II

Hoje me aventurei ano bolo de cenoura. Peguei a receita do Tudo Gostoso e, com a coordenação do meu marido, encarei a cozinha novamente! Tenho somente uma observação a fazer: nosso forno é muito fraco, o que faz com que tenhamos que deixar o prato mais tempo do que o indicado. Deu certo no lombinho, não tenho certeza se deu certo no bolo, porque acabei de tirá-lo do forno. Mas ficou com uma cara ótima, então imagino que tenha ficado gostoso também. =)

Dá uma olhada na foto:


16 setembro 2014

#JuliaNaCozinha


No último post eu resumi como foi a viagem para o México para visitar a dinda Camila, mas sem muitos detalhes. Bem, acontece que um deles tem que ser mencionado: o rastro culinário que me acompanhou desde que eu saí de sua casa.

O Igor me perguntou se ela sempre cozinhou tão bem (o jantar que ela fez foi realmente delicioso, impecável, foi a primeira coisa que eu senti realmente em dias, já que estava gripada e não estava sentindo nem cheiro nem gosto... estava muito bom mesmo!!! Aprovado por mim, Igor e Lucas). Eu realmente não lembro da Camila cozinhando quando morava no Rio de Janeiro. Não acho que foi a necessidade por estar morando fora, sozinha... Acho que foi realmente o gosto, a vontade de aprender a fazer receitas diferentes. A Camila sempre gostou de investir seu tempo e atenção em coisas que realmente lhe dá prazer. E tenho certeza que neste caso não seria diferente.

Talvez por isso, ou talvez porque o México realmente tem muitas opções deliciosas para oferecer, eu tenha saído de lá inspirada. A paixão da Camila pela gastronomia e culinária, junto com os pratos saborosíssimos que experimentamos por lá fizeram com que eu chegasse em casa realmente disposta a colocar a mão na massa e checar do que sou capaz.

Ontem chegamos em casa e eu já me aventurei fazendo um bolo pro Luquinha. Tudo bem, foi um bolo de massa pronta. kkkkk Mas estava apenas aquecendo. O melhor ainda estava por vir, e eu comprei ontem mesmo no supermercado: lombinho ao forno com batatas e alecrim, servido com farofa de ovo e arroz de jasmim.

Não ficou simplesmente bonito, como mostra a foto. Ficou - modéstia à parte - delicioso!!!

Eu tive ajuda, é claro. Liguei para minha mãe e ela me deu as dicas. Depois entrei na internet para confirmar algumas dúvidas que ficaram. Mas fiz tudo certinho, desde o início.

Vocês sabem, este não é um blog gastronômico, então, mesmo que eu tenha claro na minha mente o passo a passo de tudo o que fiz e poderia fazer novamente), não sei escrever receitas, e nem vou me aventurar. rs

Mas queria deixar registrada a minha primeira experiência com lombinho*.

* Mais uma vez com a modéstia à parte rsrsrsrs, essa é a minha primeira experiência com lombinho, mas não minha primeira experiência na cozinha... Às vezes eu me aventuro... Os pratos que eu mais gosto de fazer são filé ao molho madeira, com arroz de açafrão servido com purê de batata baroa e legumes ao vapor; frangho ao curry com castanha de caju e banana, servido com arroz de jasmim; strogonoff e macarrão ao molho branco com alho e presunto.

O Igor fica rindo da minha empolgação, porque sabe que pode ser momentânea. Mas sei lá... Desta vez eu sinto que é diferente. A viagem ao México, a visita à Camila e estes poucos dias parecem ter despertado uma Julia diferente. ;)

Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos.

{{ México 2014 }}


Chegamos hoje do México, da casa da dinda Camila, minha amiga queridíssima que eu tanto amo e que está morando na Cidade do México há pouco mais que quatro anos. Não tem tanto tempo assim que não nos vemos, ela vem ao Brasil todo fim de ano e conseguimos passar um tempo juntas. Desde que Luquinha nasceu, então, ela curte tanto ele - e ele curte tanto ela -, que estes dias são preciosos. E não foi diferente no México. Foram quatro dias de muita diversão!

O planejamento da viagem foi engraçado. Alguns dias antes de irmos para lá, a Camila nos mandou um e-mail nos relatando uma série de "contras" para nossa ida. Não que ela não quisesse que fôssemos, justamente o contrário, ela estava realmente muito ansiosa. Mas queria ter certeza de que estávamos cientes do que poderíamos enfrentar. Basicamente: chuva, vento, frio, tempestade e possíveis tremores de terra, mais conhecidos como terremotos. 

Como escolhemos o destino da viagem das férias justamente para visitá-la, não importava se tudo isso acontecesse e tivéssemos que ficar em casa. Mas não foi o que aconteceu. Nenhum tremor na terra, chuva somente nas últimas horas que passamos lá.

Fomos à casa da Frida Kahlo (e do Diego Rivera, to be fair); jantamos fora num restaurante delicioso (aliás, neste dia também choveu, mas foi à noite, não atrapalhou nenhum plano); fomos ao parque de diversão Six Flags (onde não só o Luquinha se divertiu demaisssssss da conta, como eu e Igor também); jantamos um jantar delicioso preparado pela Camila; conhecemos o Centro da Cidade do México com direito à toda a bagunça que antecede as comemorações do dia da independência (e, mesmo assim, conseguimos ainda ver o Templo Mayor); conhecemos um pouco da comida mexicana de verdade (segundo a Camila, a comida mexicana que conhecemos aqui é o que eles chamam de Tex Mex, uma comida mexicana americanizada); almoçamos na feira no domingo e conhecemos o mercado de artesanato de Coyoacan. 

Mas, o principal, tivemos a chance de passar alguns dias inteirinhos com a Camila. Exatamente como foi minha viagem para Nova York com ela no ano passado. Sendo que, desta vez, tínhamos conosco o Lucas, o Igor e o Ulisses! E, para mim, o mais bacana foi ver como Luquinha se divertiu com a Camila e com o Ulisses e com Tuna e Chucho, os gatos deles. Ele se divertiu tanto que, mesmo sentindo saudade de casa e tendo dito isso com todas as palavras para o Igor, ele ficou na dúvida quando perguntamos, na última etapa do voo, se queria voltar para a casa da dinda Camila ou ir para casa. :)

No fim das contas ele quis ir para casa. Mas o carinho em seu olhar e em suas palavras foram mais que suficientes para me deixar imensuravelmente feliz. :)

No mais... quando estávamos indo, eu estava me recuperando de uma gripe e ficar no avião durante nove horas não só me fez piorar, como fez com que o Luquinha ficasse mal também, Ao chegarmos, ele estava cheio de plaquinhas brancas nas amídalas. Graças à Camila, conseguimos agendar uma médica pediatra particular, fomos nela que examinou por completo o Luquinha, como a Dra. Márcia faz aqui. Ele realmente estava com infecção na garganta e ela receitou antibiótico para ele. Antibiótico este que ela lhe deu dois frascos, além de uma Novalgina, caso a febre aparecesse, e Loratadina para mim, que estava alérgica, além de gripada. Tudo isso pela bagatela de mais ou menos 80 reais. 

O primeiro dia foi complicado, mas logo começamos a melhorar. E agora estamos quase curados. rs 


26 agosto 2014

Sobre o fim de semana passado...


Não tem um único fim de semana nosso que não é agitado, cheio de programas, cheio de compromissos. É ótimo, mas é também cansativo. Mas é a vida! Eu adoro sair de casa, então não posso reclamar! Gosto mesmo de uma bagunça, de uma agitação, e Luquinha parece ser que nem eu, gosta de estar no meio do povo.

A foto acima foi tirada na casa dos avós do seu amiguinho Matheus, que ganhará em breve uma irmãzinha chamada Melissa. Fomos no chá de bebê no sábado e Luquinha se divertiu demais. Tio Cavatti gosta de uma bagunça e, além da cama elástica, ligou a mangueira e jogo nas crianças. Luquinha ficou que nem pinto no lixo.

Nesta foto abaixo, ainda estávamos lá e Luquinha estava chorando porque... Não lembro. Mas lembro que ele estava com sono e estava tomando um suquinho. Depois, na maior cara de pau, foi lá na tia Pris e pediu um pirulito, que estava enfeitando a mesa do bolo. Ela deu, é claro. ;)


No mesmo dia, à noite, eu tinha o aniversário de uma amiga para ir, a Mel. Tínhamos combinado que eu ia sozinha, e marido ia ficar em casa com ele. Mas minha mãe veio para a cidade e marcou com uma prima que não via há muitos anos um jantar, queria levar o Luquinha. Luquinha foi com ela e minha mãe nos deu uma carona para o niver da Mel, que está simbolizado na ooooutra foto. Esta, abaixo, é do Luquinha meio de mau humor porque a gente teve que acordar ele para conseguir sair no horário.





Para completar o fim de semana, fomos dar uma volta de bike aqui perto, eu e Luquinha somente. Fomos na pracinha, ele encontrou uma amiguinha do colégio (e foi lindo ver como ele só queria brincar com ele, ficava toda hora "cadê ela, cadê ela?". Também jogou bola com um amigo um pouquinho mais velho depois que ela foi embora. E tomou picolé de uva, sujando toda a bike. Mas a gente nem ligou porque estávamos muito felizes. rs


Para fechar o fim de semana, fomos jantar com seus dindos e com sua prima querida que nós amamos tanto! Eles brincaram muito, correram muito, fizeram muita bagunça no restaurante e nós matamos nossa vontade de comer batata-frita! ;)

22 agosto 2014

Altos papos



Já há alguns meses, sempre que eu e Luquinha estamos sozinhos, batemos altos papos. E, é claro, conforme a fala dele vai evoluindo, os papos ficam cada vez mais interessantes. Hoje, por exemplo, quando chegamos em casa, fui contar para ele algumas histórias. Estávamos brincando no quarto e eu contando para ele histórias sem parar, sem pé nem cabeça, sem começo, meio e fim. Apenas estávamos brincando.

Foi então que eu lembrei de uma das músicas de um dos DVDs da Xuxa só para baixinhos, que é um cara cantando sobre os animais. Ele descreve o animal e depois faz o som de outro. Uma criança ao fundo o corrige. Fiz a mesma coisa com Luquinha, mas não só com animais. Fui pegando ideias que ele já tem formada na cabeça e falando coisas diferentes para ver se ele ia me corrigir.

E foi muito engraçado!!! Falei, por exemplo, que a princesa Ana (do Frozen) foi correndo encontrar seus amigos, os sete anões... Na mesma hora ele me corrigiu:

- Não, mamãe, os sete anões não são amigos da Ana. Quem é amigo da ana é o Olaf.
- E quem é a princesa amiga dos sete anões?
- A Branca de Neve, mamãe!! Ela é amiga deles. Eles fogem da bruxa. A bruxa má, que dá a maçã estragada para ela.
- Luquinha, como é que você sabe essa história? Quem te contou?
- Ela (apontando para o ar... medo...).
- Ela quem???? (já bo-la-da né).
- A Branca de Neve, ué.

rsrsrsrsrs Bem, alguém, em algum momento, contou a história para ele e ele gravou.

Ontem mesmo estava falando sobre isso, como ele grava as coisas que vê e escuta mesmo uma só vez.

Foi uma noite agradável! :)

21 agosto 2014

{{Floripa 2014}}

Sim, sim, este post deveria ter entrado no blog há mais de um mês, mas nunca é tarde, não é mesmo? Antes agora do que daqui a anos, quando eu pensar: "queria mais detalhes daquela viagem a Florianópolis" e não encontrar nenhum registro sobre isso. :) Não que eu lembre dos detalhes... Já faz mais de um mês, né... rs Mas eu lembro das emoções, que é o que importa. É sempre gostoso viajar com Luquinha e com o Igor! Foram apenas três dias, mas eu voltei de lá renovada! Parecia uma semana, sem brincadeira.

Fomos para comemorar o aniversário do Igor. <3 Eu adoro essas comemorações com viagens! Então, ele viu uma promoção no Groupon e, como já conhecíamos a cidade, nós dois, tendo ido às principais praias, sabíamos que seria uma viagem para relaxar, e não daquelas que a gente tem que fazer tudo ao mesmo tempo para aproveitar bastante o lugar e conhecer tudo o que tem para conhecer em apenas três dias.

Ficamos num hotel muito bacana em Jurerê Internacional, coincidentemente, uma praia que não visitamos nas outras vezes que estivemos na cidade. O hotel era simplesmente o máximo, e dava direto na praia (depois de passar pela área da piscina, que estava gelaaaaada). Aliás, apesar dos dias lindos de sol, estava bem frio. Tudo bem que eu cheguei a ficar de biquini para pegar um solzinho né (era a única na praia, onde as pessoas passavam literalmente cobertas da cabeça aos pés). Mas Luquinha, que já adora uma praia, entrou na onda comigo (só não literalmente porque era uma praia sem onda, mas se não fosse... rs), e ficou de sunga o tempo todo em que estávamos na praia. Ele entrou no mar, caçou tatuí, fez amizades... Todo todo! ;)

Todo o tempo que aproveitamos fora do hotel foi destinado a programas gastronômicos que valeram cada centavo gasto. As dicas foram da minha amiga querida Heda Wenzel, do 30 trips. Apesar de morar no RJ há anos, ela é de Floripa e todas as dicas que deu foram preciosíssimas! Adoramos cada lugar!

Bem, ainda bem que este não é um blog de gastronomia, porque eu não lembro exatamente os nomes do lugares que ela indicou. Hahahahahahaha Mas se alguém quiser dicar futuramente, ainda tenho seu e-mail e posso encaminhar sem problemas! =) Eu posso garantir que todos os restaurantes tinham pratos deliciosos, eram localizados em cenários lindíssimos e fomos muito bem atendidos!

Luquinha que o diga! Comeu pirão, camarão, tainha e tudo mais que vocês podem imaginar que se encontra numa ilha! Deu um show de paladar! Não pedimos prato especial para ele em nenhum restaurante. Em todos ele comeu a mesma coisa que nós comemos. Muito bacana!

Bem, foi uma viagem para relaxar. ;) Abaixo, alguns momentos registrados.

Ps. Luquinha tinha acabado de ganhar seu patinete. Levamos na viagem e foi a melhor coisa que fizemos. Ele simplesmente andou com o patinete para lá e para cá. A todos os lugares que íamos, ele ia sobre as rodas, todo serelepe. rs

Ps2. Alugamos carro para ficar na cidade, e a segunda melhor coisa que fizemos foi ter levado a cadeirinha, pois seu aluguel seria quase mais do que o aluguel do carro. Por isso, esta é uma recomendação importante. Não custa nada levar a cadeirinha. :)






















Ele é tão independente!!!


Ok, não é assim tãããão independente, mas no último fim de semana tomou uma atitude totalmente independente. Estávamos marcando com minha tia dela encontrar conosco no chá de bebê da minha prima, sábado à noite. Minha afilhada, de oito anos, perguntou se o Luquinha podia dormir na casa dela. E, como tínhamos um programa para fazer lá perto no dia seguinte, disse que sim. Ela nem acreditou, ficou eufórica! 
Eu perguntei para o Luquinha antes, é claro, se ele queria dormir lá e ele disse que sim, ficou todo animado. Mas eu não tinha certeza se ele ia querer meeesmo. De qualquer forma, preparei a mochila dele. 

Fomos para o chá da minha prima, ele se divertiu horrores com as crianças, e na hora de ir embora estava completamente exausto. Entramos todos no carro, e fomos deixar a minha tia e minha afilhada em casa.

Quando chegamos, ele saiu do carro com a gente e eu perguntei novamente se ele queria dormir lá. Ele, decidido, disse que sim. Eu expliquei que eu e seu pai iríamos para casa e ele ficaria lá sozinho com elas. E ele continuou mantendo sua decisão. Colocamos a mochila nas costas, ele deu a mão para minha tinha e foi. Simples assim. Sem nem olhar para trás. 

Chegaram em casa, colocaram o pijama, tomaram Nescau, assistiram desenho, dançaram e cantaram e dormiram. 

No dia seguinte de manhã, meu tio passou pelo quarto às 7h e viu que ele estava acordando, olhando minha prima ainda dormir. Às 8h ela acordou com ele olhando para ela. rs E só, então, eles foram lá no quarto acordar a minha tia. 

Não é para ficar apaixonada demais???? 

Tomaram café, dançaram e cantaram e ficou feliz até a hora em que fomos buscá-lo. <3

Está crescendo o meu menino! 

20 agosto 2014

5 motivos que me fazem amar a escola do Luquinha


1- O carinho das professoras e das ajudantes com o aluno.
É claro, como pais, esperamos que eles sejam sempre tratados com carinho e atenção. Principalmente quando são ainda tão pequenos e a única coisa que precisam é justamente disso. Mas, ainda assim, eu admiro a paciência que vejo todos os dias e em todas as ocasiões, não só da professora que tem todos os olhos voltados para ela, mas também das ajudantes. Ver seu filho sendo tratado tão bem não tem preço.

2- A transparência.
Nas duas vezes em que Luquinha se machucou na escola, na mesma hora eles nos telefonaram e explicaram minuciosamente o que aconteceu. Antes mesmo de chegarmos, prestaram os primeiros socorros, limpando o machucado, colocando gelo e dando colo. Pode parecer o óbvio, e é, mas eu valorizo esta transparência e tenho plena noção do quanto é difícil e de altíssima responsabilidade a arte de cuidar dos filhos dos outros. Por isso, a transparência, para mim, principalmente nestes momentos delicados, é primordial.

3- A atitude e a preocupação.
O portão onde o Luquinha prendeu o dedo foi trocado. A professora e as ajudantes ficaram muito atentas para que nada mais acontecesse com o Luquinha durante algumas semanas. Ele ficava o tempo todo sob supervisão, para garantir que não iria se acidentar novamente. Algumas semanas antes das férias de inverno, Luquinha começou a chorar na hora de ir para escola. Foi uma fase, que só passou agora, há uma semana. Durante todo este tempo, tive conversas com a professora, que estava empenhada em identificar possíveis causas. Ela agendou, inclusive, uma conversa com a coordenadora pedagógica para entendermos o que poderia estar acontecendo. A conversa foi esclarecedora e em questão de semanas tudo voltou ao normal. Todas as vezes que Luquinha fica dois dias sem ir à escola, elas ligam para saber se está tudo bem com ele.

4- A preocupação em tornar os alunos cidadãos do bem.
O convite que recebi para ir à sala de aula representando Chapeuzinho Vermelho, enquanto o Igor lia a história e a Alê, mãe da amiguinha Mariana, representava o lobo é uma das ações que eles fazem para aproximar os pais da rotina das crianças. Os pais, na verdade, têm liberdade para sugerir estes encontros, nos quais uma variedade de ações pode ser realizada. Seja referente ao teatro, à leitura, à gastronomia... Ao que for. Os pais são sempre bem vindos. Além disso, eles sempre estão envolvendo a escola inteira num mesmo projeto, como está sendo este da leitura no segundo semestre. A escola é realmente muito humanizada. E eu valorizo isso demais!

5- O Luquinha é feliz lá.
Preciso de motivo maior? Ele adora a escola! Ele adora os amiguinhos! Ele adora a professora e as ajudantes e sempre fala de todas! Ele realmente é feliz na escola e isso, neste momento, é motivo mais do que suficiente para eu adorá-la também! 

18 agosto 2014

♫ A gente não quer só comida... ♩

Sou cada vez mais fã da escola do Luquinha. O foco deles, para toda a escola, neste segundo semestre, é a leitura. Luquinha e os amiguinhos levaram seus livros preferidos para a escola e agora começou uma troca de livros. Cada fim de semana, uma leitura diferente. Neste fim de semana, recebemos este livro que conta a história da lagarta Percival e as borboletas. É fofa, interativa e ainda ensina as crianças as letras e os números. Luquinha adorou! 

No domingo, fomos ao teatro ver uma peça da Peppa Pig, a porquinha mais adorada do momento. Luquinha, a amiguinha e a prima se esbaldaram! Gostaram muito mesmo!!! Eu, que não sou crítica de teatro nem nada, achei fraca a peça, principalmente se comparada à que assistimos da Galinha Pintadinha no ano passado. Mas tenho que admitir, a peça (da Peppa) atingiu seu objetivo: entreteve e divertiu as crianças do início ao fim!

E não é só Luquinha que se diverte! As mães também entram na brincadeira! Hoje, eu e a Alê, mãe da Marianinha, amiga do Luquinha, estivemos na escola com o Igor, meu marido, para encenarmos a história da Chapeuzinho Vermelho! A Alê comprou uvinhas, eu levei a cesta de vime, e a escola emprestou os acessórios para caracterização. Não sei quem se divertiu mais com tudo isso, as crianças ou a gente! :) É ou não é para amar?

16 agosto 2014

Porque hoje é sábado!


A gente ama sábado porque é dia de jogar bola!!!


A gente ama o sábado... Porque é dia de pracinha!
Porque é dia de supermercado com o cabelo cortado!!! <3

15 agosto 2014

100% no momento presente


Já tem mais de dois anos que fiz o curso de respiração da organização internacional Arte de Viver. Na época, por serem meu cliente, precisava entender melhor os serviços que ofereciam e por isso fiz o curso. Adorei, já falei sobre isso aqui outras vezes.

Foram muitos os aprendizados durante o curso e durante todo o tempo em que trabalhamos juntos. Um deles ficou marcado e é daqueles ensinamentos que ficam para sempre, passam a fazer parte da nossa essência:

esteja 100% no momento presente

É muito difícil. E é preciso manejo, não basta deixar acontecer, porque as coisas não acontecem assim. Na verdade, acontecem exatamente de forma oposta. O comum é que a vida nos leve no piloto automático. E, desta forma, ninguém consegue estar 100% no momento presente.

Mas eu insisto, por todas as crenças que eu tenho sobre a vida, mas sobretudo porque eu quero que cada segundo com o Luquinha seja muito bem aproveitado.

Eu não consigo estar 100% no momento presente o tempo todo, mas eu tenho certeza que os momentos nos quais mais me esforço são os que estamos juntos em família.

Mas até nestes momentos, o esforço é necessário. Porque é bem comum me pegar pensando nas coisas que tenho que fazer durante a semana, quando estou no quarto brincando com ele de alguma coisa. Ou até mesmo quando estou tão preocupada tirando mil fotos, penso que preciso parar com aquilo e viver de fato aquele momento em vez de ficar registrando-o para um futuro que ainda nem existe.

Enfim, viver no momento presente, ainda mais 100%, é muito difícil. Mas vale cada milésimo de esforço. :)



13 agosto 2014

Bye bye mamadeira

Sério... tem coisa mais chata que lavar mamadeira??? Tem, eu sei, mas vamos combinar que lavar mamadeira é chato demaaaaais. E, eu sei que pode parecer absurdo - e é -, mas o meu principal objetivo ao tirar a mamadeira neste momento é não precisar lavá-la mais. Ufaaa, que alívio...

O Luquinha só tomava mamadeira de manhã e de noite. Quando acordava e quando ia dormir. Escovava direitinho os dentes antes e depois delas. Não tinha ainda sido pedido pela pediatra, nem pela dentista que tirássemos as mamadas. Mas eu já estava percebendo que ele não ligava muitooooo mais assim para ela... Se estávamos na rua, por exemplo, e tivesse um suquinho antes de dormir, ele tomava. Em qualquer recipiente.

Então, resolvi que tiraria a mamadeira aqui em casa. Simplesmente entreguei para ele o leite no copinho com tampa e falei: aqui está seu leitinho.

No primeiro dia, sabe quantas vezes eu falei "toma o leite, Luquinha"? Nem sei, perdi a conta. Mas foram inúúúúmeras vezes, em todos os tons possíveis e imagináveis.

No segundo dia resolvi colocar Nescau. Ele tomou em um minuto.

No terceiro dia, ele continuou enrolando... E derrubou Nescau na cama inteira porque o furo da tampa do copo não é pequena, né... Cada solavanco que ele dava na cama, o Nescau caía...

Hoje estamos no sexto dia. E eu não sei dizer em que momento exatamente, mas ele já está completamente adaptado. Não fica mais enrolando com o leite na mão, não faz mais cagada no quarto inteiro derramando leite em tudo quanto é lugar, e toma tudo. No mesmo tempo que ele levava para tomar a mamadeira. E, é claro, mais do que nunca (por causa da adição de Nescau), continuamos escovando os dentes após o leite, de manhã e de noite, de forma sagrada!

=) Mais uma etapa concluída.

Agora, o único resquício de bebê aqui em casa é a fralda norturna, que ainda não conseguimos tirar. Na verdade, é mais disposição minha que falta do que preparo dele. Ele fica dias sem sujar a fralda de xixi... Mas aí, num dia, do nada, não só faz xixi, como faz coco também... Aí como faz? rs

Mas uma coisa de cada vez. Ainda temos tempo. =)

07 agosto 2014

Eu tenho tanto orgulho de você

Eu poderia listar tópicos sem fim para falar sobre todas as razões pelas quais eu me orgulho de ser sua mãe. Mas, hoje, neste exato momento, a que está mais me deixando emocionada, é o seu amor e carinho, não só por mim, mas pelas pessoas, em geral. 

Você é um querido. E não é difícil perceber. As pessoas realmente gostam de você, elas se afeiçoam, porque você tem este sorriso meigo, essa felicidade estampa que eu nem sei explicar de onde vem. Eu era bem diferente quando tinha a sua idade, segundo a vovó Helena. Eu era chorona e chata... rs Não tenho essas informações sobre o papai.. Talvez ele te conte outro dia.

Você fala para a gente que nos ama várias vezes ao dia. Você vira com aquela vozinha adorável de bebê/criança e fala "mamãe, te ama!!!". E eu me derreto... E a gente tem um código só nosso... Assim... eu te amo tantoooooooo... Que você fala para mim toda noite, voluntariamente, antes de dormir.

Você também fala isso para seus avós, o que me emociona ainda mais, pois eles te amam de uma forma que nem mesma eu consigo mensurar. 

Apesar de você estar nesta fase, contestando as nossas decisões (o que é ótimo, pois mostra que você tem suas vontades e não tem medo mostrá-las), você é uma criança muito obediente. E isso me orgulha muito também. 

E claro, obvio e incontestavel que eu te amo em todos os momentos, mesmo naqueles que sua obediência desaparece. Porque isso acontece, sim. Mas eu não vou mentir, ou me fazer de modesta. Eu amo o fato de você respeitar as nossas regras, não subir a escada na casa da vovó, não correr para a rua, saber que hora de dormir é hora de dormir e que é preciso sentar na cadeirinha para as refeições, e na outra cadeirinha para andar de carro.

E você já sabe negociar e está aprendendo a cumprir sua palavra. Hoje, por exemplo, a gente combinou que você ficaria um pouco mais no banho para brincar. Eu deixei, mas quando voltei você pediu para ficar mais. Eu disse que tudo bem, mas que quando eu voltasse você ia sair, sem chorar, porque era o combinado e você deveria cumprir o que falou. 

Quando eu voltei, você pediu para ficar mais. Eu disse que não e lembrei a você do nosso acordo. Você simplesmente cedeu e saiu, sem discutir, sem chorar. E eu fiquei feliz demais. Ver você crescendo é lindo e emocionante!

E, para fechar, por último, mas nem um pouco menos importante, você é um menino bom. E isso, nunca, nunca, nunca terá preço! Você apronta, já vi você empurrando amigos, batendo... E em todos os momentos em que isso aconteceu, e nós estávamos perto, o reprimimos e explicamos porque estava errado. Mas você nunca foi o primeiro a bater, você não gosta de ver crianças chorando e sempre vai para perto delas para ser solidário. Você gosta de ser bom e isso é nítido para mim. Que continue assim. 

Eu não sei exatamente qual é o caminho para que você continue sendo carinhoso, amoroso, bom, obediente... E eu não quero que esses elogios virem rótulos. Falei sobre isso online outro dia. Você é o que você é e toda a infinidade do que pode ser. Muito mais do que "apenas isso". 

Mas eu não vou negar que sou um mar de orgulho neste momento só de pensar em todas essas características que identifiquei em você.

Eu te amo! Você é minha razão, minha emoção, meu tudo! <3 

02 agosto 2014

Daquele jeito!!!

Uma das crenças que eu tenho bem claras na minha cabeça desde a adolescência é de que não é à toa que temos dois ouvidos e uma boca apenas. Mas a cada dia que passo percebo que a gente perde muito por não dividir honestamente com as outras pessoas o que passa pela nossa cabeça, nossos medos, angústias, nossas expectativas, sonhos e ideais. 

Temos muito mais em comum do que imaginamos. É tão frequente passar pela minha cabeça questões como "só eu que penso...", ou "será que ninguém mais acha que...". E não raro, quando exponho minhas ideias acabo descobrindo que muitas pessoas têm os mesmos pensamos. Mas nós não falamos. 

O blog atua um pouco como um facilitador. É claro, da mesma forma que podemos super nos identificar, podemos também discordar ao extremo. Mas a democracia nos ensinou a respeitar essas diferenças. 

Agora mesmo, por exemplo, Luquinha está numa fase super difícil e eu me pergunto se os pais estão passando por algo parecido em casa. Está contestando, não está cedendo, está fazendo birra, está chorando para ir para a escola, e de ontem para hoje (eu sei que é um período muito curto de tempo para avaliar, mas eu diria que é uma amostra do que deve estar acontecendo na semana dele) chutou e empurrou amiguinhos que estavam brincando com ele. Algo bem incomum para ele.

Eu sei que é uma fase e muito do que vai acontecer daqui para frente depende de como eu e meu marido vamos nos posicionar diante dessas atitudes. Mas só queria desabafar. É a parte mais difícil da maternidade até agora. rs

Porque é muito difícil dosar, saber o quanto a gente tem que ser dura, o quanto a gente tem que se compreensiva, o quanto a gente tem que colocar de castigo, e o quanto a gente tem que deixar que eles aprendam a se defender (porque, em alguns casos, essa era a questão).

Bom... depois de me perguntar e pensar que talvez fosse uma coisa só do Luquinha mesmo, conversei com alguns pais de crianças da mesma idade. E descobri que todos passam por algo assim neste momento. Algumas em doses menores, outras em doses maiores, nenhuma de forma igual. Afinal, são todas crianças diferentes, com personalidades próprias e DNA único. :)


25 julho 2014

Tataravó

Minha bisa faleceu, tataravó do Luquinha. Tivemos a chance de encontrá-la e passar alguns dias juntos no último Natal, na casa da minha avó, quando reunimos grande parte da família por parte da minha mãe. Foi muito animado e foi bom ver que ela estava lá, inteirona, com quase cem anos. 

Ela faleceu conversando com meu tio, até o último minuto. Que paz. 

Trabalhou a vida quase inteira. Era artista de circo. Depois virou parteira e, depois, enfermeira, quando continuou fazendo partos. Ela, aliás, que fez o meu parto, há 29 anos e alguns meses. Meio brasileira, meio argentina, falava fluentemente as duas línguas. 

Hoje, conversando com minha avó, ela contou que a bisa deixou um caderno. Eu adoro estes cadernos. Uma espécie de diário, sem ser diário. Ela escreveu um pouco sobre sua vida. Tão mágico. Não vejo a hora de ir à casa da minha avó para ler as coisas que ela escreveu. 

Que o céu esteja em festa para recebê-la!

15 julho 2014

Mais eu do que Lulu - Parte II {ou, desta vez, o mesmo de nós dois}


Este livro está mesmo me inspirando... Hoje, na hora do almoço - em vez de ficar uma hora num restaurante, entre me servir, procurar mesa, comer, bater papo... O que é sempre ótimo, mas estava precisando diminuir o ritmo -, almocei rapidamente na copa da empresa e fui para a Casa Ruy Barbosa aproveitar o resto do meu tempo livre.

{a Casa Ruy Barbosa é um espaço em Botafogo delicioso para quem quer fugir do barulho da cidade grande... no meio da São Clemente, uma das ruas mais movimentadas do bairro, você entra neste espaço, caminha um pouco e vai dar justamente no meio do quarteirão, num super silêncio, com um jardim lindo, cheio de árvores e passarinhos}

Fique lá por 40 minutos. Suficientes para eu relaxar, recarregar a energia e ter uma tarde ótima e produtiva no trabalho!

Enquanto estava sentada, aproveitando o clima de inverno do Rio de Janeiro, com aquele solzinho gostoso, peguei o livro da bolsa e li mais um capítulo: sobre os filhos, desta vez. E foi inspirador demais.

Luquinha está com dois anos e sete meses, uma fase deliciosa, mas às vezes bem difícil. Quando ele cisma com alguma coisa, sai de baixo. Às vezes me pergunto se estamos acertando na forma como lidamos com essas questões. Mas aí leio textos como este de hoje e vejo que não há 100% de acertos, mas também não há 100% de erros. A gente vai aprendendo, junto com eles, todos os dias (que não nos ouçam, pois é preciso que eles pensem, por muito tempo, que sabemos de tudo rs).

Uma das coisas que a autora fala é sobre como é importante mostrar às crianças que sabemos o que elas estão sentindo. E, neste momento, ela dá algumas dicas de como passou a fazer com suas filhas. Alguns pontos que achei interessante:

nem sempre temos que falar alguma coisa às vezes um abraço e carinho por alguns minutos, para acalmar nossos pequenos, é suficiente. Eu disse aqui, há pouco tempo, que não conseguia imaginar como um abraço num momento de explosão poderia ajudar de qualquer forma. Hoje eu já sei. Há alguns dias me vi justamente nesta situação. Nada no mundo fazia o Lucas parar de chorar. Eu simplesmente não sabia mais o que fazer para a manha acabar. Ela estava me enlouquecendo. Eu abaixei, dei um abraço nele e comecei a fazer carinho em sua cabeça. Em pouco tempo ele parou, secou as lágrimas e agiu como se nenhum choro tivesse acontecido. Vivendo e aprendendo.

admita que há certas coisas que são difíceis Em vez de falar, "vamos, filho, nem está tão frio", falar "filho, eu sei que está frio e que você gostaria de ficar mais tempo na cama, mas nós precisamos nos apressar para não chegarmos atrasados na escola".

Eu sei que falando assim parece ser tão simples, mas muitas vezes no calor do momento tudo o que conseguimos fazer é perder a cabeça.

No mais, ela falou muito sobre tirar um tempo para se divertir com os filhos. E isso eu faço, com muito orgulho! :) Desde que voltei a trabalhar, tenho claro na minha cabeça que nosso tempo é curto, então deve ser bem aproveitado. Então, quando chego em casa, vou direto para o quarto dele para brincarmos. Brincamos, dançamos... Depois eu mesma faço questão de colocar em prática toda a rotina da hora de dormir, incluindo, preparar a cama, fazer o mama, colocar o desenho, desligar o desenho, escovar os dentes, ler uma história, rezar e dar muitos beijinhos de boa noite.

No dia seguinte, de manhã, no curto período que temos antes de ir para a escola, também faço questão de transformar num momento agradável! Ultimamente, melhorei ainda mais este nosso momento quando passei a levá-lo para a escola andando, em vez de irmos de carro. Temos que sair de casa um pouco mais cedo, mas vale cada minuto!

Nem sempre é fácil. A vida é muito corrida, inúmeras vezes eu chego em casa exausta, mas me esforço para manter nossa rotina como ela deve ser. E é claro que tem um dia ou outro que simplesmente não tenho forças, então ligo a TV e ficamos assistindo juntos.

O que importa é o que fazemos na maioria das vezes, para que ele lembre destes momentos com ternura, para que ele sinta que ele tem toda a minha atenção, até quando não estamos juntos. =)

Eu gosto de ler coisas assim, de ouvir dicas interessantes de como lidar com estes momentos difíceis que chegam com os dois anos. De saber o que falar, o que fazer... Não é mais como no início, quando o Lucas nasceu, que eu achava que todo mundo estava certo em suas opiniões, e também não é como a fase que veio depois, quando eu achava que não devia escutar conselhos de ninguém. A gente vai amadurecendo e encontrando os conselhos que têm a ver com nossa maneira de pensar, nosso jeito de ser.

E resolver as coisas sem agressividade, com base em teorias que se justificam, tem a ver com o meu jeito de ser. :)