06 novembro 2013

Quando a gente para de julgar os outros, hein?

Hoje, enquanto eu continuava minha leitura sobre a vida maternal na França, me dei conta que fui muito rude no último post. O problema não foi eu ter concluído que a autora é insegura, mas ter falado isso com tamanho desdém.

Como se eu, a SUPER SEGURA, nunca tivesse feito nada parecido, ou nunca fosse capaz de fazê-lo. Imagine só! Quanta pretensão da minha parte. Por isso, venho por meio deste blog me redimir do que falei. Eu sei que possivelmente a autora nunca terá acesso a este texto. Mas não me custa nada admitir um erro (grave) e pedir desculpas em público.

Afinal de contas, outras mães inseguras - como eu - poderiam ter lido o post e ter se sentido atacada.

Eu, que aos três meses de vida do Luquinha me vi completamente insegura quanto à amamentação. Que não tinha ideia de como fazer para que meu baby ficasse por mais de cinco minutos no peito (e depois quatro, e depois três, e depois nenhum). Eu, que quando ele teve brotoeja no primeiro mês de idade, fiquei desesperada, achando que o rostinho dele ficaria marcado para sempre. Eu, que, mesmo aplicando o método de deixar o bebê chorar para ele aprender a dormir sozinho, me sentia culpada, lá no fundo, a todo momento. Quem sou eu para falar de insegurança?

É que depois que as coisas acontecem, a gente acha que é expert, né!

E é exatamente como eu li esses dias na internet: mesmo que a gente não faça a comparação direta, quando a gente vê alguém falando de alguma situação que deu errado e com a gente deu certo, a gente se sente superior. Uma besteira, mas acontece nas melhores famílias.

Eu tento fazer um trabalho constante e eficaz de não julgar e condenar as pessoas. Mas vira e mexe me pego no erro. Não tem como fugir, mas é bom fiscalizar. ;)

Tô de ooooolho!!!

5 comentários:

  1. Juju, depois desse post pode ter certeza de que vc está desculpada!!!

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  2. Sem querer, a gente, as vezes, acaba julgando, nem que seja em pensamento. É muito dificil se manter totalmente neutra ao nos depararmos com algo muito diferente da nossa realidade. Antes de pensarmos, já julgamos. Mas todo dia é dia de aprender, né?! Tento incansavelmente, mas, vez ou outra, falho...rsrsrsrsrsrsrs

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  3. Ahhh, acontece com muita gente... Eu fazia, mas eito ao máximo hoje em dia... Aprendi que não quero indicações, quero conselhos, não quero ordens, quero sugestões... É difícil... Todo mundo quer opinar, mas ninguém entende que cada caso é um caso, e que a melhor forma resume-se na frase "cada macaco no seu galho", não? rs bjs

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  4. Ju, eu acho que a gente julga o tempo todo, consciente ou não. Esse livro mesmo das crianças francesas, é uma leitura que para ser feita tem que se despir de julgamentos. E eu só entendi isso na pausa que fiz da leitura, foi então que voltei. Mas vc chegou ao fim do livro?! Pq se chegou vai continuar achando a autora insegura....haahahahaha Eu achei mais ainda depois...rs No entanto, ela aprende muito e cresce muito tb.

    Esse lance de se sentir superior quando fazemos algo certo e outro não, acontece mesmo. Mas tb acontece o contrário, a pessoa que fez algo e deu errado, achar que somos metidos e superiores quando na verdade estamos querendo ajudar. Eu gosto muito de compartilhar as coisas da maternidade que deram certo, e isso não quer dizer que vai dar certo com a pessoa tb. Assim como gosto que compartilhem comigo. Com certeza as coisas que faço tb são espelhadas em alguém ou até mesmo numa leitura. Acho que todos estamos aqui para crescer como pessoa (e como pais rs).

    beijosss

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