10 outubro 2013

Reencontro

Chegamos em casa há dois dias e não tive tempo ainda de contar aqui como foi emocionante o nosso reencontro com o pequeno!

Antes, uma palavra. Lembro de amigas me contando que depois de viajarem durante duas semanas ou mais, as crianças simplesmente deram uma ignorada nelas assim que chegaram. Depois ficaram grude total. rs Mas no primeiro momento houve uma certa rejeição. Então, desde o início da viagem eu me preparava para que o momento do reencontro não fosse exatamente como eu queria que fosse. E tudo bem!

Só que eu nunca poderia ter imaginado um reencontro como foi! O Luquinha simplesmente começou a gritar e pular de alegria e veio em nossa direção, pulando no meu colo e me dando um abraço enorme! Depois deu um abraço no papai também e não conseguia conter a emoção. Pulava e gritava sem parar! Foi surrealmente bom, incrivelmente feliz! Foi confortante.

Estava já no meu LIMITE da saudade! Tanto que voltamos um dia antes do que estava previsto. Tínhamos mais um dia de reserva no hotel de Veneza, mas a saudade, junto à chuva na cidade, fez com que nos antecipássemos. E valeu muito a pena! Um dia posso rir disso, mas seria o "um dia" mais longo da minha vida se não tivéssemos voltado. rs

Mas isso foi só no final da viagem. Foram 10 dias incríveis e muito bem aproveitados! A Itália é um poço sem fim de História, gastronomia e romantismo! E eu arrisco dizer que o livro "Comer, rezar e amar" poderia ter escrito inteirinho somente na passagem dela por lá! Porque eu nunca vi um lugar para ter tanta Igreja!! São duas por quarteirão praticamente! ;)

Não me arrependo de ter feito a viagem sem o Luquinha, pois em alguns momentos nem sei como faríamos se ele estivesse com a gente. Pegamos uma tempestade na visita ao Vaticano, quando estávamos na fila, do lado de fora. Alguém saiu da fila? Não, ficou todo mundo ensopado, mas na fila. rs Ficamos 2h30 minutos dentro de um trem porque houve um problema na ferrovia e tivemos que aguardar. Além disso, para a maior parte dos programas na Itália é preciso estar preparado para uma lonnnnnga caminhada. Há ainda aquelas torres que, se você sobe, tem uma vista linda da cidade. Elas têm, em média, 500 degraus. E, é claro, não têm elevador. Então, crianças não costumam subi-las. rs

É claro que é possível levar criança numa viagem dessa. Mas teria sido uma viagem completamente diferente. E eu tenho certeza que Luquinha não teria se divertido tanto quanto se divertiu com as duas avós, o avô, a Nanda e os outros familiares que transformaram estes 12 dias em festa!

Por outro lado.... Nos últimos quatro dias, eu comecei a ficar numa ansiedade que incomodava! Era muita saudade! Não acho que faria outra viagem tão longa sem ele. A não ser quando ele fale "po, mae, fala serio, vai la, eu vou ficar numa boa". hahahaha Enquanto isso, não sei. rsrs


3 comentários:

  1. Esse retorno gostoso é a melhor parte! Houve uma vez que Daniel a princípio rejeitou a gente e logo depois grudou, mas nas outras ele sempre veio sorrindo e querendo colo, muuuito colo!!! A Itália é um lugar incrível mesmo!! A região da Toscana é de tirar o fôlego...mas é uma viagem cansativa, pois como vc disse, anda-se muito!! Certamente, uma criança não se diverte tanto assim...
    Seja bem-vinda!!
    Beijos!!

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  2. Menina... eu imagino que deve ser uma confusão de sentimento... vontade de estar junto, mas vontade de aproveitar sozinhos tbem né? Mas claaaaaaaaaro que valeu a pena. E deu tudo certo. Isso me encoraja para uma viagenzinha, quem sabe. Beijos pra vcs.

    #amigacomenta
    manumamae.blogspot.com.br

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  3. Ju, quando eu viajo a trabalho, coisa de um ou dois dias, na volta, Benjamin faz uma festa enorme. Ele grita, pula, corre, me agarra. E sim, é muito confortante! Da última vez, perguntei se ele sentiu saudades e ele respondeu: senti. Quase morri! rsrsrs

    Admiro vc pela coragem de viajar sem o Luquinha. Juro que quando vi, bateu uma pequena inveja. Eu não teria essa coragem...Eu fico mal de sair e não levar ele, pra vc ter uma ideia. Dia desses teve casamento de um primo e achei melhor não levá-lo. Ele ficou a avó. Cara, na festa era como se faltasse parte de mim...eu fiquei meio sem saber o que fazer, como agir sem ele ali para eu prestar atenção. rsrsrsrs Sinto quase que uma tristeza...

    Quem sabe um dia tomo boas doses dessa sua coragem. Foi da sua coragem que deixei Benjamin dormir fora uma vez (e precisa repetir mais vezes rs).

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