30 agosto 2013

Enfagrow - Parte II

Depois do evento da Mead Johnson Nutrition, que comentei aqui neste post, acompanhei o desenrolar de uma discussão sobre o assunto entre algumas blogueiras, que, entre outras coisas, reforçaram a questão de que o DHA é encontrado no leite materno. Entre os pontos principais, elas destacavam que:

1 O produto ajuda na campanha contra a amamentação.
2 DHA é encontrado no leite materno;
3 O produto nada mais é que marketing ($) puro;

{Ao mesmo tempo em que me encontro numa situação parcial — já que a Mead Johnson Nutrition é cliente da empresa onde trabalho —, tenho bom senso. Se eu realmente não achasse o produto bom, simplesmente não escreveria nada sobre ele.}

Estando isto claro... 

1

Eu estava lá, o médico não poderia ser mais claro ao falar que a amamentação é sempre a melhor forma de cuidar da alimentação de seu filho nos primeiros anos de vida. Ninguém no mundo pode dizer o contrário, isso é fato consumado, é o óbvio, é natural, é natureza. E ele deixou isso claro em sua apresentação. Ainda segundo a apresentação do médico, o produto é indicado para crianças de 1 a 5 anos, nos casos onde a mãe não está mais amamentando.

2

O DHA é encontrado no leite materno, caso a mãe tenha DHA para oferecer. Para isso, é preciso que ela tenha uma dieta rica em ômega 3.

3

Em nenhum, absolutamente nenhum momento o médico disse que o DHA é indispensável. Ele disse que o DHA, junto a outros nutrientes, é importante para o desenvolvimento mental das crianças (ponto). Como nós não produzimos o DHA... é preciso buscá-lo nos alimentos. Então, ele novamente de forma muito clara fala sobre os peixes de água profunda, como o salmão, o atum e a sardinha, que são ricos em DHA. Ele não só fala isso, como ele diz o quanto de DHA tem presente em cada um dos alimentos (e realmente é muito DHA). Fica claro que uma dieta rica em peixes teria DHA suficiente para as crianças. E, sim, outros alimentos com ômega 3 também contêm DHA. Talvez não numa quantidade suficiente para fazer alguma diferença nos benefícios visíveis, mas contém.

Ok, continuemos.

1- O Enfagrow é um composto lácteo indicado para mães que já dão fórmula aos seus filhos;
2- O DHA é um nutriente que só tem a somar no desenvolvimento mental;
3- Sim, indústrias fazem ações para vender. Caso contrário, não seriam indústrias.

Na maternidade e na vida, eu — como todos nós — estou amadurecendo. Já fiz post reclamando de blogueira extremista. E, não vou negar, a dicotomia do radicalismo ainda me incomoda. Mas hoje consigo entender que isso não quer dizer que são más pessoas. Da mesma maneira, entendo que quando falam de nós (mães de cesárea, que não veem problema no abandono da amamentação), não pretendem nos agredir — por mais que nos sintamos agredidas —, mas sim levantar a questão da gravidade da situação no Brasil.

Como disse no primeiro post, também acho importante a bandeira da amamentação e acho que devia haver uma campanha mais incisiva e eficaz do governo, principalmente quando falamos de pessoas que não têm condições financeiras para comprar o leite apropriado — no caso da não amamentação — e acabam dando a seus filhos leite de vaca, quando seus organismos não estão preparados para recebê-lo.

É isso, meninas! Bjs e ótimo final de semana!















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