22 julho 2013

Por água abaixo ...

Todos os dias eu sento na frente do computador, escrevo, escrevo, escrevo achando que é isso mesmo e tudo é certo, pelo menos para mim. E aí, meses depois, semanas depois, ou anos depois, as coisas mudam, sem nem dar tempo de eu entender como e quando aconteceu.

Isso acontece desde que Luquinha nasceu, mas todos os dias eu ainda consigo me surpreender: a gente cospe para cima e onde cai o cuspe?! Sim, cara leitora, aí mesmo.

Sabendo disso, eu tento, ao máximo, não julgar as colegas virtuais e reais. Eu não sei se é bom dar chupeta ou não, qual é o mal de ter cesárea ao invés de parto normal, se faz mal o método Nana Nenê ou se não faz. E ninguém sabe, porque da mesma forma que existem estudos comprovando que A é certo, existem estudos comprovando que B também é. Não há consenso, essa é a verdade.

Mesmo sem saber, eu faço o que eu considero melhor, avaliando os prós e contras, levando em consideração características minhas, do meu marido e do nosso bebê. E vamos vivendo felizes assim.

Mas e quando contestamos as nossas escolhas? E quando a gente acha que é preciso mudar? A gente muda, oras!

De uma semana para cá, Luquinha está demonstrando sinais de mudança. Lembro de ter lido no blog da Saah há algumas semanas que o Pietro, filho dela que tem a idade do Luquinha, estava dando sinais dos terribles two. Eu deixei até um comentário por lá dizendo que aqui ainda não tinha acontecido.

Parece que algo está mudando. Não chego a pensar que é a entrada dos terribles two, mas visivelmente ele está passando por uma fase de mudanças. Quando chamamos atenção dele, ele pega um brinquedo e joga no chão; quando o colocamos de castigo, ele não fica mais sentadinho como antes, fica se levantando e nós temos que ficar que nem a Super Nanny, colocando ele de volta 100 vezes em um minuto; ele está mais chorãozinho, pois já aprendeu que seu choro incomoda e, dependendo do que ele quer, ele consegue com o choro; e, para mim o pior de todos, ele está ABRINDO O BERREIRO na hora de dormir.

Eu, que era super tranquila com o método Nana Nenê, estou achando melhor não fazer. Mamãe novatas, não me levem a mal, eu não tenho nada contra o Nana Nenê e quando precisei dele, ele me ajudou! Mas dessa vez é diferente. Ele não está dando aquele chorinho de manha... Ele está berrando, e as lágrimas pulam dos seus olhinhos.

Estou lendo sobre o assunto, tentando descobrir a melhor maneira de lidar com a fase. Mas, de início, o que estou fazendo é entrar no quarto, pegar ele no colo, sentar na cadeirinha de balanço que ainda está lá, conversando com ele e balançando. A maneira como ele me segura, é de dar dó. A sensação que eu tenho é que ele está com medo de ficar sozinho no escuro.

Então fico lá, ninando, fazendo carinho, aproveitando o momento juntinho dele, até ele relaxar. Aí coloco no berço, depois de uns 15 minutos, com ele ainda acordado, e explico que está na hora de dormir. Dou o Mickey e o Tyrone para ele abraçar, e saio do quarto.

Eu sempre me orgulhei do Luquinha dormir tão tranquilamente. E acredito que seja mesmo só uma fase, que vai passar, e ele vai voltar a dormir facilmente. Mas esse chorinho à noite está cortando meu coração.



Um comentário:

  1. Julia, eu entendo sua necessidade de mudar...cada fase exige uma flexibilidade diferente da nossa parte...as mudanças são repentinas e o que era certo hoje, já não será amanhã...Dan não se adaptou ao "cantinho do pensamento" e com ele funciona mais assim: jogou o brinquedo no chão, eu aviso que isso não se faz, se fizer de novo, tiro o brinquedo e assim vai...
    Quanto ao sono, eu sempre cantei pro Dan dormir...sempre esperei ele pegar no sono e então saio do quarto...não sei até quando isso será suficiente, mas, até agora é o que tá valendo. O que aprendi, ao longo desses quase 3 anos, é que não existe teoria que valha para sempre e para todos...sempre há exceções e sempre chega o dia em que aquilo que funcionava tão bem, hoje não funciona mais. Beijos e boa sorte por aí!! Rsrsrsrsrsrs

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