19 junho 2013

Cadê o bebê que estava aqui???

Um final de semana vendo dindo Rafa tocar, já me pega no violão com essa pose toda... Posso?
Lucas está falando algumas palavras: bola, aua (água), papai, wowó (num som que se divide entr v e u rs), tata (Patatá), auau (cachorro), pá (pão), pepe (chupeta), bubu (bumbum), pai (mamãe !!!???), ua (lua), paia (praia) e a mais recente incorporada ao vocabulário é popó (galinha). Algumas ele fala a todo momento, por livre e espontânea vontade (tata, bola, auau, pepe, aua, papai, pai, wowó, ua, pá). Outras ele fala quando tem um estímulo (paia, bubu).

E essa comunicação vai além da fala. Ele parece entender quase tudo que a gente fala. Leva isso, entrega aquilo, traz a bola, não pode, sim, não, vem, fica... E recentemente passou a dizer que não com o rosto. Para mim, essa foi a mais significativa das formas de comunicação até agora. Pois com este gesto ele passa a comunicar exatamente o que quer e o que não quer.

Ele completou um ano e seis meses ontem. E é incrível como eu ainda consigo me surpreender por cada dia ser tão diferente do outro. Mesmo com todas as rotinas do mundo, as coisas simplesmente são diferentes. E essa fase, especificamente, é de tantas mudanças. De um dia para o outro, Lucas deixou de ser um bebê, para ser esse mini-menino, que anda, corre, se comunica, diz não, pede.

Não que ele não se comunicasse antes, mas era em "nenenes". :o)

Passamos o final de semana com minha mãe e meu irmão. E Lucas nos surpreendeu o final de semana inteirinho! Fazia graça para as pessoas rirem, subia em cima da piscininha e começava a dançar, imitava as pessoas... Minha mãe e meu irmão ficaram ainda mais apaixonados por ele.

Hoje, quando fui buscá-lo na casa da minha sogra, ela e o meu sogro, e até a minha cunhada mini de 8 anos,  foram só elogios para o pequeno. Porque ele se comportou muito bem, comeu bastante, não parou um minuto!

É tanto orgulho, que eu nem caibo em mim!

Há dois meses, mais ou menos, mudamos o Lucas de creche. Na verdade, tiramos da creche integral e colocamos numa escolinha, onde ele entrou no Maternal I. A razão para a mudança foi o fato de que na creche ele estava em uma turma com crianças de 4 meses a 1 ano e sete meses, sendo que ele era um dos mais velhos da turma. Não acho que somos (talvez sejamos, mas não percebemos) desses pais que querem estimular o filho a todo custo. Mas o que nos incomodava era o fato de ele estar sendo cuidado, apenas. Ninguém brincava com ele, ninguém conversava, ninguém cantava, dançava, pintava... E acreditamos que eles está em uma idade que precisa deste estímulo. Só que eu não estou em casa para fazer este papel, nem meu marido. Então queríamos que isso fosse papel da creche.

Sem dúvida, as tias que cuidavam dele eram muito carinhosas. E não temos o que reclamar disso. Uma delas chorou tanto quando fomos nos despedir, que eu quase falei "ah, deixa para lá, deixa ele aqui mesmo e não falamos mais nisso". rs

Mudamos e não nos arrependemos nem um pouco. Pelo contrário. Estamos "in love" com a nova escolinha (falaremos sobre isso num próximo post). Toda sexta-feira ele traz trabalhinhos para casa que mostram o que fez durante a semana. É rabisco no papel, tinta, colagem... Vira e mexe o uniforme vem sujo de canetinha ou tinta. E eu adoro! É até engraçado porque quando fomos encerrar o contrato com a creche antiga, falamos diretamente com um dos donos e ele, sarcástico, me perguntou: "o que você espera que ele faça nessa escola nova? Leve trabalhos para casa?". Na ocasião eu disse que não, não esperava isso. Gostaria apenas que Lucas convivesse com outras crianças da idade dele. E olha o destino, como é irônico... Lucas está, de fato, trazendo trabalhos para casa.

A tia dele da escola nova é um amor! A adaptação dele foi muito tranquila! Realmente não sei dizer ao certo o porquê. Talvez porque está numa idade em que isso acontece mais facilmente. Talvez porque já tenha passado por isso na creche. Talvez porque a adaptação tenha sido feita gradualmente, em duas semanas. Eu, meu marido e minha sogra acompanhamos essa adaptação.

Quando eu fui, adorei! Primeiro ele brincou com os amiguinhos novos na quadra, onde tem bola e carrinhos desses de montar em cima e empurrar com o pé para ele andar. Ou ainda motoquinhas. Depois fomos dar comida às galinhas de um mini galinheiro que tem no alto da escolinha. Cantamos uma musiquinha e depois fomos para a sala. Na sala, cantamos mais músicas e foi feita uma chamada super diferente, onde cada aluno tem uma atuação. Como eu fui no primeiro dia, Lucas ainda não entendia como era. Mas quando o pai foi nos outros dias, Lucas entendeu rapidinho o esquema e já passou a fazer parte do grupo! Brincamos um pouco nessa sala e fomos para outra sala. Lanchamos e fomos embora.

Bem, é isso. Post longo em blog é chato, eu sei, mas queria somente deixar registrado esse momento mágico que é 1 ano e meio. 






Um comentário:

  1. Aiiii...não sei, mas esse desenvolvimento, esse crescimento, essa evolução toda que toma conta deles acontece de forma muito rápida. Eles nascem tão pequenininhos, passamos aquele primeiro mês que parece eterno, queremos que eles comecem a sentar, ficar em pé, engatinhar, andar....e logo eles estão correndo. Quando menos esperamos, cadê o bebê que estava ali pertinho de nós?! Aí eles começam a ter vontade própria, começam a querer fazer tudo sozinhos. Ben ta nessa fase, não quer ajuda pra nada. Quer comer sozinho, calçar o sapato sozinho, tirar a roupa sozinho. E mesmo que não esteja conseguindo, não permite receber ajuda. Grita para sairmos, ele se afasta e então consegue fazer. Ao mesmo tempo que dá orgulho, aliás enche nosso coração de orgulho e alegria, dói um pouqinho no coração de mãe...rs

    ResponderExcluir