30 abril 2013

Incondicional

Não ficou exatamente como eu queria que ficasse (se vocês vissem o vídeo no qual eu me inspirei, entenderiam :)), mas ficou especialmente especial! Este vídeo era para ter saído do forno no aniversário do Luquinha. Bem, com quatro meses de atraso, eis que ficou pronto depois de algumas horas escolhendo e organizando fotos.

 

O resultado não é nada perto de cada momento, cada alegria, cada sorriso, cada lágrima desses últimos meses! Sabe quando a gente ainda não tem filho e fica querendo saber dos outros como é?! Depois que a gente tem a gente entende que não dá para explicar. A palavra incondicional, que nunca tinha feito sentido, passa a ser sua companheira constante. E eu tenho certeza que para sempre.


Cara de joelho - Éramos Três
Todo neném tem cara de joelho
Todo neném gosta de comer com a mão
E quase todo neném
Nasce com pouco cabelo e nem penteia não

Todo neném
É o mais “engraçadim”
Mesmo se acorda a casa inteira
Chora tão bonitinho
Todo neném tem coleção de mamadeira

Só que você, neném
Só que você, meu bem
Será a mais inteligente, criativa, brilhante
Dirá coisas divertidas
A todo instante
Você é a “pessoinha” que a gente sempre sonhou
Você é o amor que a gente tanto esperou

Todo neném só fala “nenenês”
E todos acham que entendem
Como se fosse português
Todo neném faz coisas que sempre surpreendem

Todo neném adora sopa de abobrinha
Mesmo se cospe tudo
Na roupa da madrinha
Todo neném é redondinho igual ao mundo

Se chora é porque “sono dói”
Se chora é porque “fome dói”
Porém
Isso é coisa de todo neném

29 abril 2013

♪ Saiba ♪

Já ouviu a música "Saiba", da Adriana Calcanhoto? Antes de começar este post, acho que vale a pena ler a letra e escutar a música.

 

Saiba - Adriana Partimpim

Saiba: todo mundo foi neném Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Saddam Hussein
Quem tem grana e quem não tem
Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu

Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar

Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano

Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé
Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
e também eu e você

Essa música é perfeita para expressar o que eu sinto quando vejo um delinquente na rua, um assaltante, um agressor... Todo dia, quando vejo no noticiário, olho aquelas "almas perdidas" e penso que todos eles, sem tirar nem por, todos, exatamente todos já foram crianças um dia. O que faltou? O que receberam demais? O que receberam de menos? É muita ilusão pensar que a única que essas pessoas têm em comum é que nenhuma delas recebeu amor?! É tudo o que eu consigo pensar. Não consigo imaginar um bebê, uma criança recebendo carinho, cuidado, atenção, amor e se transformando em alguém assim, tão mau quanto essas pessoas que ilustram a minha TV diariamente. Se for ilusão, eu espero que ela nunca acabe. Enquanto eu rezo para que meu filho tenha uma vida serena, feliz e satisfatória, eu o encho de carinho, pensando que isso vai resolver todo e qualquer problema! Com toda a minha humildade de quem ainda está aprendendo, tento ensinar a ele limites para que ele possa conhecer um pouco deste mundo complicado aí de fora.

 "É só o amor! É só amor que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja, ou se envaidece."

23 abril 2013

Empurrando os amiguinhos na creche

É mole?! Marido foi buscar Luquinha na creche nesta segunda-feira e a tia contou que ele e outro amiguinho estão com mania de empurrar os bebês menores no chão. MÉO DÉOS! De onde vem essas coisas? Estou escrevendo isso aqui, mas morrendo de vergonha! Luquinha é um fofo, mas agora vem com essa? Não posso dizer que é novidade. Neste final de semana, em dois momentos briguei com ele porque o vi empurrando os tios (um de 4 anos e uma de 8 anos). Eles, tadinhos, rindo, achando que ele estava brincando. E eu fui lá e, depois de ter brigado com Luquinha, expliquei aos dois que isso não está certo e eles podem brigar com Luquinha quando isso acontecer.

Agora é isso! Repetir exaustivamente que não pode, brigar, colocar de castigo, se necessário, quando vermos acontecendo novamente.

É muito ruim pensar que Luquinha está fazendo isso com outros bebês. Mesmo que seja sem maldade, simplesmente porque ele acha divertido. Eu estava feliz porque, até agora, ele não tinha mordido ninguém por lá - nem em casa, ele não é de morder (ainda). E aí me aparece empurrando...

Aff

Ao mesmo tempo que é difícil, que é ruim esse sentimento, eu devo dizer que estou gostando dessa parte de educar, ter que repetir as coisas, ter que ser mais ríspida, ver o pequeno aprendendo, progredindo, evoluindo! É como eu disse no outro post, ter um bebê é ter a oportunidade de criar uma pessoa.


É só a primeira de muitas coisas que precisarão ser corrigidas ou modeladas. Lição importante essa: respeitar o próximo e não fazer com os outros o que você não gostaria que fizessem com você.

22 abril 2013

Os comerciais que mexem comigo

Como vocês, leitoras frequentes do blog, sabem, eu não sou uma mãe ativista. Não sou contra publicidade infantil e não me importo com a força das grandes marcas e como elas entram nas nossas casas mesmo sem querermos. E não é só porque eu sou jornalista e vivo este meio e dependo dessas empresas. É porque eu realmente não acho que isso faz grande diferença na minha vida. E, de certa forma, pelo contrário, eu gosto bastante dessas marcas e fico tocada com as campanhas publicitárias, mesmo entendendo o "marketing maquiavélico" por traz delas.

Recentemente, duas delas me tocaram em especial. São essas aqui:





Eu tiro o chapéu para as pessoas que trabalharam para produzir estes e os outros tantos comerciais que me fazem chorar de emoção diariamente. A maternidade realmente deixa o mundo mais bonito! E é muito bom que alguém consiga expressar isso em imagens! Se eu pudesse dizer algo para quem criou estes vídeos, eu diria: "É exatamente o que eu queria dizer". E, para não ficar só no emocionante, olha esse que fofo!

 

Uma amiga postou no Facebook e eu não podia deixar de compartilhar. Adorei! rs

19 abril 2013

Dia do Índio

Primeira comemoração do dia do índio na creche. É tão bom reviver esses momentos da escola, ainda mais estando deste lado de cá! É tanto orgulho, que nem cabe no peito direito! Luquinha está numa fase muito gostosa - e às vezes muito difícil!

Ele está imitando as coisas que a gente faz, que a gente fala, está completando as frases que a gente deixa o espaço para ele falar (por exemplo "um, dois, três e ..." aí ele manda um "dáááá" fofo demais rs). Já entende tudo o que a gente fala: senta Luquinha, ele senta; levanta, Luquinha, ele levanta; vamos escovar os dentes, ele mostra os dentes...

Por outro lado, a chupeta virou sua fiel companheira. E eu que achava que não tinha como o apego ser maior. Agora, ele nem precisa ver a chupeta para se lembrar dela. Quando começa o chororô, já sei. É a bendita da chupeta que ele quer. Não vejo a hora de acabar com a chupeta!!! Às vezes penso em fazer isso em um final de semana qualquer. Mas eu sei que pode ser arriscado. Principalmente por causa da creche... E ele ainda é muito pequeno, não sei se vai entender.

Não é só birra minha. É birra dele principalmente hahahah Mas não é só a birra que me incomoda. Quando ele está com a chupeta, ele não fala. A não ser que seja algo que ele queira muito falar. Aí ele tira a chupeta, fala e coloca a chupeta de novo. Afff.

Mas as novidades não param, é cada dia uma coisa diferente! Já disse que a bola não é mais "ba"? Pois é, agora a bola é "boia". Mamãe continua sendo "papa", não sei mais o que fazer para mudar. rsrsrs

Um ótimo dia do índio - levemente atrasado - para vocês!





Construindo pessoas


Vi este cartão na lojinha de souvenir da New York Public Library, nas minhas férias em março. E não consegui parar de pensar nele até agora. Comentei com meu marido sobre ele e meu marido contestou: mas não é só a educação e o meio que fazem do bebê uma pessoa. Tem a personalidade, a genética, tantas outras coisas.

Sim, de fato, tem. Mas, ao mesmo tempo, quando olho para mim e olho para o Igor, não é preciso muito esforço para ver a influência dos nossos pais. Seja na maneira como lidamos com a vida, seja na maneira como tratamos as outras pessoas, seja nas escolhas que fazemos diariamente ou ainda, inclusive, na maneira como estamos criando o Lucas.

Não, não podemos dizer se o Luquinha será uma pessoa do bem, uma pessoa do mal, se ele será tímido, se será o mais sociável, se terá mais facilidade em matemática ou em poruguês. Mas eu defendo que a essência é, sim, criada pelo ambiente e pelas tantas lições que aprendemos em casa.

Tanto para mim, quanto para meu irmão, quanto para o Igor e para o irmão dele, está muito claro o que é legal e o que não é. O que pode e o que não pode. O que faz bem e o que faz mal. E essa clareza foi alcançada com anos de influência dos nossos pais, e de familiares e de amigos.

Então, bebês são, sim, uma ótima maneira de se começar pessoas. Você está começando, somente... o resto vem depois! :)

É muito bom ver Luquinha rindo para todo mundo, ver a carinha dele fofinha e simpática! É muito bom saber que ele saberá respeitar os animais, é bom que ele recebe muito amor, não só de nós dois, mas de todos os avós, de todos os tios e de todos os amigos!

Existe melhor maneira de começar uma pessoa?

Tatá, comida e outras coisitas mais


Luquinha tinha poucos meses entre nós e lá fui eu comprar os DVDs da Galinha Pintadinha. Vi que tinha ali também Patati Patata. Assim como minha colega blogueira Gabi disse aqui, eu não gosto da duplinha. Nada contra palhaços, mas achei o DVD chato demais! Uma gritaria, uma explosão de imagens, uma poluição sonora e visual só. O que que eu fiz? Me desfiz do DVD.

Eis que cerca de um ano depois, Luquinha não pode ver os tais palhaços que começa "Tatá, Tatá, Tatá!". Ou seja: as tias da creche não têm nada contra os dois. Devem colocar os palhacinhos direto para tocar.

Tudo bem, me rendi. Fomos ontem comprar um DVD, mas optamos pela coletânea de sucessos. Pelo menos são músicas que conhecemos e gostamos (de algumas). Nem lá, nem cá. E até comecei a gostar mais da imagem dos dois. Tudo que Luquinha vê deles na rua, ele fala. É uma felicidade tão grande, que não tem como eu não gostar.

Aliás, falando nisso, em coisas que fazem os pequenos felizes, ontem Luquinha experimentou a casquinha de baunilha do Mc' Donalds. Nem preciso dizer nada, a foto fala por si só.


Luquinha teve uma alimentação regrada por pouco mais de um ano. E, durante semana, ainda tem, na creche. Mas nos finais de semana, se tornou tão difícil manter a rotina, que desistimos. Luquinha é daqueles que come tudo o que você oferece. Mas se tem à vista dele algo mais gostoso, ele já sabe: pão e biscoito maizena ganham de qualquer coisa.

Mas eu fico feliz porque, ainda assim, Luquinha adora uma fruta. Corto em pedacinhos o melão e ele come (sem parar). O mesmo com melancia e uva. Banana também entra neste time. O problema mesmo é ter algo mais gostoso açucarado na sua frente.

E o almoço, ah, o almoço... Lembro quando ele era bem bebezinho e uma tia estava correndo atrás do primo pela casa toda com o prato do almoço. Mesmo brincando, ele comia. Ela atrás dele, ele correndo sem parar. Lembro de ter visto essa cena e pensado "eu não vou correr atrás do Luquinha... se ele quiser, come sentado, se não quiser comer sentado, não come".

Aham... Cuspi para cima e splash Essa sou eu nos últimos finais de semana. O que acontece: antes comendo e correndo do que correndo com o estômago vazio. Mães...

11 abril 2013

A hora do sono

Tem alguem dormindo mais tarde ai?? Luquinha, que por todo o seu tempo de vida ate agora foi dormir as 20h, resolveu que este horario esta muito cedo. Quer dormir as 22h. As 22h nao da... Muito tarde. Se virar habito, daqui a pouco esta assistindo a novela das 21h. Negociamos. As 21h esta no berco e nao se fala mais nisso.



04 abril 2013

Oficina para pais no Rio de Janeiro - Fundação Arte de Viver

Crédito: Carlos Delagusta

Atenção, pais do Rio de Janeiro! E mais atenção pais da Barra da Tijuca! A Fundação Arte de Viver promove, na próxima terça-feira, das 19h30 às 21h30, a oficina Conheça sua criança (Know your child). Além dos muitos benefícios sempre presentes em um bate papo com pessoas que têm experiência em lidar com nossos pequenos - pois os intrutores que darão o curso são instrutores do curso Art Excel, para crianças de 8 a 12 anos -, o curso ensinará ferramentas aos pais que os ajudem a entender o que passa na mente de seus filhos, como eles podem ajudá-los a aumentar o foco e a concentração nos estudos e como lidar com situações complicadas, nas quais sentimentos como frustração, ansiedade e tristeza estejam envolvidos.

O investimento é de R$85,00 por pessoa se o casal for junto e R$100,00 a inscrição individual. A oficina acontece na Av. do Pepê, 20, sede da Arte de Viver na Barra da Tijuca. Outras informações podem ser encontradas aqui.

Eu sou suspeita, tenho uma relação especial com a Arte de Viver. Desde que voltei de licença-maternidade e comecei a trabalhar com eles, admiro muito o trabalho que realizam, seja com os cursos pagos, seja com as ações sociais. A dedicação e entrega com que os voluntários trabalham é impressionante!

E isso é um ponto importante: ela é composta por 100% de voluntários. É uma das organizações com o maior número de voluntários do mundo, quiçá a maior!

Em junho do ano passado fiz o curso Arte de Viver Parte I. Confesso que não consigo fazer o exercício de respiração que aprendi no curso em casa. Na época Luquinha tinha cinco meses e eu ainda estava me adaptando à nova rotina. Depois, nunca mais tentei. Mas muitos ensinamentos ficaram presentes, como viver a vida 100%. Sempre lembro disso: comer o alimento saboreando cada detalhe, o sabor, a textura, a crocância... realizar uma atividade com 100% de dedicação... Essa foi uma das maiores lições.

Quem puder fazer o curso, eu indico! :)



02 abril 2013

Dia Mundial do Autismo

Hoje o céu amanheceu mais azul no Brasil, em homenagem às cerca de 2 milhões de pessoas autistas que vivem por aqui. Sim, 2 milhões, o que significa 1% da população, o que significa que se você tem 800 amigos no Facebook, certamente ao menos 8 delas são autistas, mesmo que você não saiba. Então, hoje não é o dia em que elas merecem atenção, não é o dia em que elas merecem destaque, nem o dia em que elas precisam de carinho, atenção, educação, saúde, tolerância. Essas coisas elas merecem e precisam todos os dias, como todos nós. Hoje é simplesmente um dia simbólico para lembrar que o autismo existe, que ele está aqui, que essas pessoas são capazes, que elas merecem uma educação decente, que elas merecem respeito, que o preconceito tem que acabar e que as pessoas têm que parar com essa história de julgar! O Instituto Priorit, no Rio de Janeiro, produziu um vídeo com depoimentos emocionantes de mães sobre o diagnóstico de seus filhos. Segundo alguns pais já me disseram, essa é uma das partes mais difíceis. Outros pais me disseram também que encontrar pessoas que já tenham passado por essa situação pode ser um pouco confortante. Dividir experiências, descobrir caminhos possíveis. Tudo é válido!

 

O Miguel Cavendish, que faz aula de artes no Instituto Priorit e que desenha desde os 2 anos de idade de forma surpreendente, fez este desenho, que sua mãe, Raquel, transformou em bolsa. Ela criou o slogan "Sou autista, sou capaz", que esclarece bastante esta condição. A bolsa é vendida a R$40,00 e o lucro é investido nos tratamentos do próprio Miguel e de crianças autistas carentes.