01 março 2013

E começou a festa! #horadeeducar


Já li alguns textos explicando porque devemos evitar o "não" no campo pedagógico, mas nenhum me convenceu. A palavra "não" é parte importante da rotina que temos com o Lucas atualmente. Ele entende que não pode mexer no ventilador, que não deve fechar as portas, que não pode colocar a mão no vaso sanitário, que não pode jogar a bola na Tangerina (nossa cachorrinha)... Ele entende o "não"e isso é ótimo!

Ele pode jogar bola dentro de casa, pode correr, bagunçar os brinquedos, tirar as caixas do dvd no lugar (mas não pode abrir as caixas e mexer nos dvds), mergulhar na piscina de roupa, se sujar de terra depois que acabou de tomar banho, comer iogurte se lambuzando inteiro... Ele é livre para descobrir! E isso é maravilhoso!

Entre todas as fases que vivemos ao longo destes 14 meses, tenho certeza que esta é a que requer mais cuidados. Nada foi tão complexo: tirar o peito, introduzir os alimentos sólidos, trocar a mamadeira pelo copinho de três furos... Mas educar, minhas amigas... É complexo, requer paciência, dureza e leveza. Sim, pode ser bem complicado e precisa de um equilíbrio!

Equilíbrio este, difícil de alcançar. Às vezes é difícil controlar o tom de voz, é chato dizer não atrás de não. Nem sempre o pai e a mãe concordam e aí, faz como? 

Não existe um manual, definitivamente. Mas existem ferramentas que podem ajudar, e que possivelmente mudam de família para família. O que tem funcionado aqui em casa é:

- Aliar o não à expressão facial e ao tom de voz firme;
- Moderar o "não", até porque, se tudo for não, como ele vai entender o significado da coisa?
- Não voltar atrás ao dar uma bronca. Falar com tom de voz firme e demonstrar que não gostou, e logo depois vir com um "vem cá me dá um abraço" não me parece ser algo muito sensato rs;
- Os pais podem até discordar, mas já não dá mais para fazer isso na frente do Luquinha... o rapaz já parece entender tudo o que acontece à sua volta!

Ao mesmo tempo que é tão cansativo e complexo, é lindo demais vê-lo entendendo os limites, testando até onde pode ir, conhecendo o mundo, explorando, bagunçando! É tão gostoso perceber que ele entender o que acontece e troca com a gente. Não tem preço.

Assim como tudo que é difícil na vida, tem uma recompensa inestimável!


5 comentários:

  1. ai, ai... daqui para a frente é loucura, haja equilíbrio e bom senso, limites (muito mais nossos que deles), dá dó, mas é necessário como vc. bem disse. Júlia lí um texto na logosofia há muitos anos que achei muito interessante para essa fase. Ele compara esse momento a expulsão do paraíso (citada na biblia), nossos filhos tem tudo a tempo e a hora, damos carinho, alimento, atenção no momento em que querem ou até mesmo quando não querem, até que chega o dia de começar a fazê-los entender que a vida não é feita só de "sim", que o "não" também existe e, cá entre nós, a vida é feita muito mais do não do que do sim... aí começa a expulsão, ou seja, começam a sair da fase de bebê para de criança, adolescência e finalmente a idade adulta, caminhada longa mas linda de se ver e participar. Sempre acho que os casais sem filhos perdem a oportunidade de crescer, revisar conceitos e se superar, concorda? É isso bjo.

    ResponderExcluir
  2. É isso aí!!! E o trabalho só aumenta!!! Eles testam meeeesmo nossa paciência e limite. Não é nada fácil, mas, vale à pena! Beijos!!

    ResponderExcluir
  3. Criança, independente da idade, pede limites, nos testam o tempo inteiro, mesmo que a gente não perceba logo de cara isso! E é desde o berço que devemos impor, sem nunca subestimá-los! Acho que não há fórmulas, mas o caminho é bem por aí mesmo! =)

    Lindo seu comentário no meu blog, até comovente! Muito obrigada mesmo pelo carinho!

    Grande beijo! De mãe pra mãe! =))))

    ResponderExcluir
  4. Ju, eu já tive uma crise interna com o "não". Era totalmente contra. Ainda sou em um aspecto. Acho que precisamos pensar antes de pronunciá-lo, usá-lo com moderação, pois muitas vezes dizemos "nãos" desnecessariamente. ENtão em algumas situações eu prefiro trocar a palavra não por outra menos negativa. Tento não colocá-la na minha frase. É difícil. Por outro lado, aprendi que o "não" é necessário, que crianças precisam aprender a lidar com limites.
    Educar, minha amiga-mãe, realmente não é fácil. E posso falar?! Vai ficando mais difícil conforme eles vão criando mais independência. Principalmente nessa fase que Ben está entrando (os dois anos). Ele ainda não fala frases, não consegue se expressar e aí que entra a nossa dificuldade. Tem que ter muita paciência, muita mesmo. E suas dicas estão super certas. O fundamental, para educar, é ter coerência.
    Super beijo

    ResponderExcluir
  5. Ótimo post, Julia!
    Descobri uma coisa: não é fácil manter a firmeza; entretanto, (tentar) corrigir depois é muito, muito mais difícil.
    ;)
    (Adorei o nome da sua cachorrinha!)
    Um beijo,
    Marusia

    ResponderExcluir