28 fevereiro 2013

E, finalmente, o Carnaval!

O que marcou na semana da festa mais festiva do ano: choro de bebê.

Luquinha está na tão comentada fase da ansiedade de separação. Não é que ele está nessa fase somente agora, mas agora é seu auge, com certeza (será que pode ficar pior do que está?). Luquinha chora sempre que alguém "estranho" tenta pegá-lo no colo. Só vai no colo dos avós com quem tem mais contato, meu e do pai. Do meu irmão também, mas imagino que seja porque somos muito parecidos.

Seu dia mais tranquilo de Carnaval foi o que não passou comigo. Como não sou de ferro, deixei o pequeno um dia com minha mãe e fui badalar nos blocos cariocas. Minha mãe o levou para a casa da minha tia e ficou o dia todinho com ele lá. Segundo ela, não chorou nem um segundo. Comeu direito, dormiu direito, brincou sem parar... Uma benção! Isso foi no domingo de Carnaval...

Na segunda-feira o maridón estava em casa, então fomos todos para a casa da minha tia. Ele se comportou bem. Quando o Igor está com a gente, dividimos a manha, então fica tudo mais simples.

No dia seguinte, o levei num bloquinho para crianças de um shopping. O evento estava super organizado., colorido, com uma bandinha tocando só as melhores músicas, cheio de confete e serpentina, cheio de crianças, de todas as idades. Minha prima, seu marido e minha sobrinha foram conosco e ela, que tem cinco anos, se divertiu muitoooo. Luquinha? Só chorava. Colocava no chão, chorava de soluçar, parecia que iam roubá-lo de mim ou qualquer coisa parecida. Ficou no colo o tempo todo. E eu estava sozinha (sem marido).

E na quarta, levamos o Luquinha a outro bloco, dessa vez de adultos, mas ficamos num lugar que tinha muitas crianças. Estava bem tranquilo, não estava cheião, ele tinha espaço para brincar e tudo, mas de novo não quis sair do colo! A única hora que saiu do colo foi quando vimos uma bebê do seu tamanho. Coloquei ele no chão e ele foi logo dando um beijo. É mole? rsrs Ela, como toda menina deve ser, não deixou. Hahahahahah E ainda ficou olhando de cara feia para ele: quem você pensa que é para me beijar assim? Mas não é culpa dele... Ela estava com más intenções, vestida de diabinha. rsrsrs

Quinta e sexta Luquinha teve creche e no final de semana viajamos eu, Luquinha, minha prima, minha sobrinha e fomos encontrar minha mãe, meu irmão e uns amigos. Chororô de novo!

Falando assim, parece que ele chorou o final de semana inteiro, sem parar. Não foi isso... Foi quase isso. kkkkkkkk Na praia, comendo, na piscininha... ele não chorava. Era só alguém dar o sinal de que pegaria ele no colo, que ele começava o berreiro.

Eu sou da seguinte teoria: deixa chorando que passa rápido. E passa mesmo. No sábado, Luquinha chegou a ficar sem ar quando eu coloquei ele no colo da minha prima para poder tomar banho. Dois minutos depois, ele parou de chorar e ficou brincando com ela. Tomei banho, me arrumei, demorei um pouquinho e foi só ele me ver de novo que o choro voltou.

Luquinha continua alegre, feliz, rindo para todo mundo, de tudo, brincando com qq formiga q encontra no chão... Mas não tenta chegar perto dele, a não ser que esteja com os ouvidos e com o coração preparados.

Espero que essa fase passe logo! Para a tranquilidade de nós dois. :)

Pessoas amadas do meu coração no MEU dia de bloquinho. rs

Meninas do trabalho animadíssimas com a chegada do Carnaval!

Minha Fezinha, que me tirou de casa e me levou para curtir um dia de bloco, com direito a dormida na praia entre um e outro e tudo!

Deliciosa surpresa, tia Maria e minha irmãzinha Broca!

Nandinha, afilhada querida do meu coração!!!

<3

Meu palhacinho mais lindo do mundo, no bloquinho para crianças do shopping!

Família completa (faltando Tangerina) no bloquinho na quarta-feira de cinzas!

Na casa da "bobó" Helena, curtindo os últimos dias de folia.

Espelho meu, tem alguém que gosta mais do mar do que eu?

Tia Fefs tentando me conquistar...

Prima Bia me pendurou um macaco nas costas! Macaco este, que eu adoro e que foi dado de presente pela dinda Camila! 



14 fevereiro 2013

07 fevereiro 2013

O que você gostaria de saber antes do seu filho nascer?

Acredito que este vídeo já esteja rodando na internet há algum tempo, mas, como estou sem Facebook, só tive acesso a ele hoje, quando as meninas comentaram aqui na sala. O vídeo é lindo e mostra mães dizendo o que elas gostariam de saber antes que seu filho nascesse, mas que elas só descobriram depois.

A tal da propaganda

Hoje li no jornal O Globo um artigo escrito pela procuradora do Estado de São Paulo, Flávia Piovesan, sobre o "limite da propaganda", em relação à propaganda destinada ao público infantil.

Eu respeito quem luta por causas e me proporciono sempre o benefício da dúvida. Há sempre mais lados numa história do que aqueles que conhecemos, por isso não dá para ser totalmente contra alguma coisa ou totalmente a favor.

Mas algo nessa história me cheira hipocrisia.

Em vez de pais omissos, vamos colocar a culpa da obesidade infantil na publicidade? Quem compra os alimentos das propagandas são as crianças? Ou são os pais que se negam a dizer não por achar que aquele mal só ocorre por causa do mau e velho capitalismo?

O Lucas é um bebê, mas já sabe que doce é mais gostoso do que fruta. E, não, ele nunca comeu brigadeiro, nem bolo, nem bala, nem nada disso. O que ele entende por doce é biscoito maizena, que contém uma quantidade de açucar suficiente para faze-lo entender que pode ser muito mais atrativo do que um pedaço de maçã.

E cabe a quem definir se é o biscoito maizena ou a maçã que ele vai comer no lanche? Não existe propaganda de maçã...

Na minha leiga e observadora visão, a obesidade infantil aumentou porque:

os pais se sentem culpados por não estar tão presentes na vida de seus filhos devido ao tempo que dedicam ao trabalho, e acabam tentando compensar deixando a criança comer o que ela quer comer;
os pais têm preguiça, devido ao dia cansativo que tiveram, de dizer que a criança vai comer sopa de legumes no jantar ao invés de biscoito recheado;
a prática de esportes não é incentivada pelo governo federal e pelas instituições privadas. Elas chegam a  pouquíssimas comunidades bem humildes, com quadras poliesportivas e professores voluntários, ou a pessoas com um confortável poder aquisitivo que podem "se dar ao luxo" de pagar para que seus filhos pratiquem esportes em clubes ou academias;
a violência nas ruas, e o trânsito caótico, fizeram com que as crianças brincassem cada vez mais dentro de casa, se restringindo a vídeo-games e outros dispositivos eletrônicos, deixando de gastar a energia que, a geração X e Y gastava soltando pipa, pulando corda, brincando de pique-bandeira e queimado.

Eu zero vejo relação entre a propaganda e a obesidade infantil e até hoje não vi um estudo confiável que mostre esta relação.

Eu via propaganda do Mc Lanche Feliz todos os dias na TV! Via propaganda de chiclete, bala, biscoito... Muitos e muitos hamburgueres diferentes... E nunca fui gorda. Sempre brinquei na rua, sempre fiz esportes. Minha mãe não tinha dinheiro para pagar grandes clubes e academias, e não morávamos em comunidades que dispunham de quadras poliesportivas com UPP e professores voluntários. Mas, como minha mãe dva muito valor a isso, sempre encontrava um jeito de incluir a gente. O esporte era prioridade. Durante muitos anos fiz natação no Sesi, a preço de banana. E depois que passei a pagar minhas próprias contas, o esporte continou sendo prioridade e sempre que pude separei o dinheiro para pagar o clube e/ou academia.

Eu acho, sim, que a propaganda pode ser responsável por muitas frustrações. Mas também acho que isso independe de idade. A Flávia fala no artigo que "Por estar em processo de desenvolvimento biopsicológico, a criança não tem o discernimento necessário para compreender a mensagem publicitária, o que torna o seu direcionamento às crianças abusivo". A partir deste ponto de vista, levando em conta a frustração da população em geral com as coisas que ela não pode comprar, não seria abusiva a publicidade em geral?

As crianças lidam muito melhor com a realidade do que os adultos. Elas se adaptam muito mais rápido e eu não digo isso como uma especialista em crianças, mas como alguém que observa o comportamento humano e teve contato com muitas crianças nos últimos anos e, é claro, na minha própria infância.

Meus pais nunca tiveram dinheiro sobrando. E eu era chata, sempre vinha com o famoso "eu queeeeero". Bastava um olhar da minha mãe para que eu "engolisse" o choro após receber o "não". Nem uma única vez fiquei frustrada ou traumatizada por causa desse não.

A Flávia diz no artigo: "Pesquisas comprovam o impacto da propaganda endereçada à criança: contribui para a obesidade infantil (e outros distúrbios alimentares e doenças associadas); a erotização precoce; o estresse familiar; e a violência".

Eu concordo que tudo isso tem aumentado muito nos últimos anos, mas, na minha visão, é hipocrisia DEMAIS colocar tudo isso na conta da propaganda!

A obesidade infantil está ligada ao que as pessoas comem, não ao que elas veem. A erotização precoce está muito mais relacionada ao ambiente familiar em que a criança vive do que ao que ela assiste na TV. Até porquê, a erotização maior é nas novelas, nos telejornais e nos programas, não na publicidade infantil. O estresse familiar... colocar na conta da publicidade? É brincadeira, né? As pessoas estão mais intolerantes porque estão mais estressadas, porque estão trabalhando demais, porque não se desligam do telefone nem um segundo no dia, porque só sabem trabalhar porque elas querem comprar tudo o que a propaganda oferece. Não somente o que a propaganda oferece para suas crianças.

Proibir a publicidade infantil é uma medida paliativa, que provavelmente não trará nenhum resultado para as "mazelas da sociedade atual". E, pior, ainda abrirá precedente para outras proibições.

A procuradora diz ainda no artigo que isso não tem nada a ver com liberdade de expressão. Será? Seria no mínimo complicado explicar isso quando qualquer tipo de publicidade for proibido.



06 fevereiro 2013