18 janeiro 2013

Grudada


Já falei aqui - em alguns momentos, eu acho - do quanto eu sou grudada com Luquinha? Acho que falei, sim. É que eu penso bastante nisso, então não sei se falei ou se pensei, mas a questão é eu sempre achei que seria automaticamente igual à minha mãe como mãe. Não só pela natureza, mas porque eu sempre a admirei e todas as vezes que disse que ela era a melhor mãe do mundo não disse da boca para fora. Eu realmente acredito que ela seja.

Ainda assim, há algumas coisas que a gente sabe que serão diferentes. Como, por exemplo, eu sempre penso que quando o Luquinha derramar uma, duas, três vezes o Nescau na mesa, não vou me irritar com ele. Porque eu fazia isso e minha mãe se irritava sempre. Claro, não era possível que eu não prestasse mais atenção para não acontecer novamente. Só que era. Eu não sei dizer exatamente porquê. Mas SEMPRE voltava a acontecer.

Então, quando isso acontecer com Luquinha, eu sei que não será falta de atenção, ou falta de vontade que aquilo dê certo. Há algumas coisas que simplesmente acontecem, independente da nossa vontade. rs

Enfim, uma das coisas que sempre admirei na minha mãe é como ela é independente e como ela nos criou dessa forma, independente também. Nunca tive problema em dormir na casa dos outros, viajo sozinha com meu irmão desde que nasci, praticamente. Minha mãe nos deixava com a comissária de bordo e minha avó nos buscava 1.000km depois. Passávamos um mês inteiro viajando, fosse na casa da minha avó, fosse na casa da minha madrinha, ou, às vezes, até na casa das duas, 15 dias em cada uma.

Minha mãe me contou que quando estava de licença-maternidade, eu e meu irmão - um ano mais velho que eu - ficávamos com minha avó paterna para que ela e meu pai pudessem ir à praia.

Eu acho isso legal. Acho que o casal precisa dos seus momentos e é saudável, tanto para os filhos, quanto para os pais essa independência controlada.

Só que eu muito não sou assim. Durante a licença-maternidade, acho que foram somente três vezes que me afastei do Luquinha: uma quando eu tive que ir entregar as chaves do apt antigo, outra quando fui almoçar com minhas amigas do trabalho e outra quando fui ao cinema com o Igor.

Outro dia conversava com uma amiga, que tem uma filha novinha, que é ainda mais assim que eu. E aí chegamos à conclusão que isso é muito relativo. Para ela, eu lido super bem com isso, pois vira e mexe vou fazer alguma coisa só com o Igor e Luquinha fica com minha sogra. Para mim, que tenho minha mãe como referência, sou extremamente apegada. rs

Acontece que nunca foi um sofrimento de fato ficar longe por algum tempo. A questão é que eu fico pensando que é um tempo que eu gostaria de estar com ele.

Ontem, por exemplo, íamos ao cinema, eu e maridón. Ele deixou Luquinha na casa da minha sogra e nos encontramos no cinema. Fiquei com uma saudade giga! Não conseguimos lugar no cinema, então fomos jantar. Aí falei: Ah, não vamos chegar tão tarde, então podemos buscar o Luquinha, né... rs "Ni qui" fui interrompida por maridón: Claro que não! Vai estar tarde, ele vai estar dormindo, amanhã passo lá para levá-lo na creche.

O que aconteceu: acordamos e fomos correndo para a casa da minha sogra, para que eu pudesse curtir um tempinho com ele antes da creche. rs

Acho que é preciso um equilíbrio - como em tudo na vida. Nem muito soltos, nem muito presos. Acho que, encontrando este caminho harmonioso, tudo se resolve. ;) rsrsrs

3 comentários:

  1. Ih, Julia! Acho que assim com quase todas as mães...a gente sabe que faz bem um tempo só pra gente, mas, quando temos, já estamos querendo voltar...hahahahahahahaha...sempre que posso eu e meu marido tiramos um tempo só p gente. Mesmo a saudade sendo GIGA, como vc disse, eu acho que faz muito bem ao casal! Aí assim vou seguindo...tentando equilibrar os tais pratinhos da vida!! Beijossss

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  2. Ju, eu acredito nisso também, eu faço isso as vezes para gente ter um tempinho eu e meu noivo somos jovens e precisamos disso, mas também bate uma saudade gigantesca e no outro dia eu mal durmo e já vou correndo para a casa da minha mãe ou sogra buscar ele.
    Minha mãe sempre me deixou muito solta...e eu sei fazer tudo.
    Beijos Ca

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  3. Esse post eu PRECISO COMENTAR, não dá para não falar nada kkkkk. Primeiro, ser grudada é uma coisa, ser ciumenta é outra bem diferente. Eu, como sua madrinha, tive o imenso prazer de poder curtir vc. e seu irmão demais, sua mãe é uma pessoa de um altruísmo fora de propósito, sempre soube nos acarinhar com o prazer de estar com vc. e seu irmão. Eu especial fui muito beneficiada, foi uma época em que queria muito engravidar e não conseguia, ela sabia disso e me proporcionava o prazer de ter vocês comigo, curti o que poucas tias tiveram a oportunidade de curtir. Tenho vc. e seu irmão como filhos, amo como amo minhas filhas, isso foi fruto da imensa convivência que tivemos. Eu por outro lado não tive esse "altruísmo" da sua mãe. Nunca fui uma mãe ciumenta, mas nunca deixei as meninas na mão de ninguém antes dos 6 anos de idade e não foi por ciúme, mas por jeito de ser mesmo. Sempre permiti que todos pegassem que curtisse, qualquer pessoa próxima pode atestar. A característica da mãe ciumenta é aquela que acha que ninguém sabe de nada, que ninguém sabe pegar ou cuidar, só ela, isso meu amor, não existe em nossa família GRAÇAS A DEUS, nem eu, nem sua mãe, nem vc. e nem Verônica. É isso, sou grata e serei sempre a sua mãe por me ter proporcionado o prazer de ter vocês comigo, fiz um estágio maravilhoso e quando as meninas nasceram eu já sabia exatamente o que fazer. É isso. Bjo grande e saudade.

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