26 janeiro 2013

.a vida a gente

Ontem estive com uma amiga que está grávida e com sua mãe. Sua mãe disse que as meninas de hoje em dia não gostam de escutar os conselhos dos mais velhos em relação aos filhos. Tive que concordar, logo que o Luquinha nasceu, eu tinha que me controlar para não discordar antes de escutar o que minha mãe, minha sogra e outras pessoas mais velhas tinham para falar.

Só que logo naquele início, alguns meses depois que Luquinha nasceu, eu fui percebendo que muitas coisas que elas falavam eram válidas. E muitas outras, não. Era preciso considerar, ao menos, o que elas tinham para dizer.

E ontem disse para a mãe da minha amiga: o problema não é o que nossa mãe diz. O problema é que todo mundo que está ao redor tem alguma coisa a dizer. E não raro essas coisas eram diferentes entre si.

E lembrei de quando Lucas era recém-nascido e começava a chorar. As pessoas começavam: é cólica, é fome, é sono, é calor, é sede, é dor de barriga, é dor dr ouvido, coloca ele de barriga para baixo, dá o peito, dá água, um chazinho de erva-doce...

Será que não era simplesmente porque ele era um bebê e tinha o direito de chorar? Afinal de contas, qual outra forma de se comunicar que ele tinha?

É claro que as pessoas falam essas coisas com a melhor das intenções. Isso não está sendo colocado em dúvida.

Mas quando elas fazem isso, não percebem o quanto deixam uma mãe de recém-nascido, ainda mais quando é o primeiro filho, maluca.

Eu não discutia. Não ficava argumentando, nem nada. Só ouvia e falava "é, pode ser". Porque podia ser... Podia ser tudo. Podia ser nada.

Mas a mãe sabe. Porque se ela tinha dado de mamar há cinco minutos e o bebê tinha mamado bem, ela sabia que não era fome. E, é claro, tampouco era sede. Se ele estava vestido adequadamente, ao tocar no bebê e sentir a temperatura de sua pele, a mãe sabe se ele está com frio ou calor. A mãe que tem a oportunidade de estar 24/7 com o filho após seu nascimento cria um conhecimento sobre ele que ninguém mais, a não ser o pai, quando está junto, tem.

Há quem duvide disso?

Para mim, isso ficou muito claro e agora, quando olho para trás, é mais claro ainda.

Então, mamães de recém-nascido, duas dicas:

1- escute e considere o conselho dos mais velhos. Muitos deles funcionaram perfeitamente com meu filho, como colocar o paninho no rosto (deixando o nariz livre, é claro) para dormir, virar o neném de barriga para baixo no braço para passar a cólica etc.;

2- não escute tudo o que os mais velhos dizem, principalmente quando falam todos juntos. E se discordar de alguma coisa e nao quiser magoar ninguem, explique que o pediatra sugeriu que fosse daquele jeito e que voce gostaria de seguir o conselho dele. Mas, ainda assim, vale levar para o pediatra a sugestao dada. Muitas vezes eu fiz isso e o pediatra afirmou que aquela informacao estava correta.


4 comentários:

  1. Adorei seu post, se ainda não fosse avó concordaria com 99% do que vc. diz, mas isso é exatamente como aquela frase que sempre escutamos de nossa mãe... "quando vc. for mãe vai me entender", e quando a gente vira mãe compreende o que ela estava querendo dizer com essa frase chata. Exatamente da mesma forma digo agora, quando vc. se tornar avó vai entender o sentimento e a vontade que temos de ajudar (e sei que vc. entende isso), muitas vezes essa história de "o pediatra indicou assim", para nós que temos experiência para dar e vender não funciona, já passamos por essa fase e sabemos que nem sempre os pediatras tem razão pois, como vc. bem disse, ninguém melhor que nós mães para conhecermos nossos pimpolhos. Enfim, um dia vc. entenderá kkkkkkk, mas tá valendo, no caso das mães o sentimento é esse, vc. ainda era boazinha, eu já mandava a pessoa tomar rumo. Para mim a frase sempre era... "o seu leite deve ser fraco", mas como eu estava determinada a amamentar insisti e comprovei que o leite vem da insistência, do bebe sugar. é isso. beijoca da Dinda.

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  2. Ju, sou sensível, mas não sei ser tão delicada como vc. As pessoas sabem na minha cara qd não gostei de algo. O fato é que TODO mundo tem palpite pra dar. Pior que tenho percebido que isso é toda hora e não só para recém nascido. Sempre tem alguém pra dar pitaco: criança caiu, "passa merthiolate"; a pediatra disse pra passar só água e sabão. "Imagina, tem que passar merthiolate, na minha época eu passava nas crianças...". Tem noção que nessa época ardia o machucada se passasse merthiolate?! Ou sempre tem um pra falar "ai essa criança ta demorando pra dormir pq não usa chupeta". Na minha opinião, essa é a maior blasfêmia. Ou ainda "não é assim q vc deve fazer, vc tem que fazer assim"....blá, blá, blá...sei que sempre tem um pra falar, mas ajudar na prática mesmo....dá pra contar nos dedos.

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  3. E como eu sofri com essas intervenções, Julia!!!!! Sofro até hoje...só que agora eu me sinto segura o suficiente para dizer que vai ser do meu jeito...claro que algumas vezes as dicas são válidas, mas, muitas vezes, mais atrapalham. Deveria haver um manual com dicas básicas para avós e visitas...beijos pra vc!!

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  4. Meninas cuidado com o que falam kkkkkkkk, serão avós também hem.

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