14 outubro 2012

A diferença entre saber e viver

É só a gravidez começar que uma enxurrada de informações pipoca. Ok, todo mundo sabe disso. Mas o que as pessoas raramente comentam é que tanta teoria pode acabar com a graça de, simplesmente, VIVER! Antes do Lucas nascer, me falaram (livros, sites e pessoas) que não era para pegar muito no colo porque ele podia acostumar mal, falaram que ele tinha que acostumar a dormir no berço dele, sozinho no quarto, que ele tinha que mamar no peito até, pelo menos, os seis meses e que ele tinha que aprender a ir com todo mundo, porque isso era mais saudável para ele e para os pais.

Não vou nem entrar no mérito de que o Lucas faz isso, o Lucas faz aquilo, é assim aqui em casa, eu não deixo isso acontecer, eu deixo isso acontecer... Porque, na real, nada disso faz a menor diferença!!! Não é que não faça diferença na vida! Mas é que não faz diferença eu dizer o que acho que é melhor, ou até mesmo um psicólogo e um pediatra me dizerem. Tem coisas que simplesmente acontecem diferente do que a gente espera! E aí, faz o que? Fica frustrada para o resto da vida? Buscando culpados?

Estou escrevendo este post porque acabei de ver uma chamada no Facebook para um artigo no site da revista Crescer sobre cama compartilhada. Nem sei o que está escrito no artigo, mas a chamada no Face mostrou uma frase, que fala que "a cama compartilhada pode ser prejudicial para a intimidade do casal e para a independência do bebê".

Mas e aí? Se for um acordo do casal?? Eu desconfio de que possa influenciar tanto assim na independência do bebê, pois é uma questão que tem dois lados: o bebê pode se sentir inseguro porque não se adapta a dormir sozinho no berço... Vai saber. Não tem fórmula mágica! Além disso, quantas pessoas não têm na verdade escolha... Moram numa casa com um só cômodo, não têm dinheiro para comprar berço etc. Essas pessoas estão fadadas a uma criança insegura?! Será mesmo que é isso o que vai definir o futuro dessa família?

Então, mais uma vez, eu quero falar que não tem o que falar!!! As pessoas não podem, nem mesmo os especialistas, afirmar que uma coisa vai dar certo ou errado, quando somos todos humanos, diferentes, em diferentes contextos, com diferentes vidas, momentos e situações!

Tem muita gente por aí que sabe muito! Sabe tanto, e adquire tanto conhecimento, que muitas vezes se esquece do principal: viver e colocar toda essa teoria em prática.


6 comentários:

  1. Nesse post não tem como não dar pitaco kkkk. Suas considerações são razoáveis, o problema é que Lucas ainda não cresceu para vc. ter certeza do que foi certo ou errado. Claro que todas as mães sempre fazem o que acham ser o melhor para os filhos, isso é indiscutível, cada uma dá o melhor de sí. Mas nessa coisa de filho na cama do casal eu digo, por experiência própria e de várias observações perto de mim, que é péssimo, e péssimo acima de tudo para o casal. Tinha um casal de amigos que para transar tinha que ir para a sala, pois a criança estava na cama, isso, sinceramente é o cúmulo. O que precisa ser preservado nesse caso é a intimidade do casal, e acredite, mesmo que vc. não "ache", eu asseguro, isso mexe demais com a relação do casal, mesmo que seja consentido por ambos. No momento em que é decidido permitir tudo esta bem, o bebê é pequeno e gostoso, mas depois ele cresce, ocupa espaço, tira a liberdade totalmente do casal. Então boneca, se for o seu caso, aconselho como Dinda, que não faça, acredite, mais tarde isso vai incomodar. kkkk. Beijoca grande.

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  2. Só para complementar. Os pais que tem seus bebês no quarto, normalmente o fazem por falta de condição de ter um espaço maior, ou porque não querem ter o trabalho de levantar para atender o bebê por puro cansaço, e não vai aí nenhum comentário de não entender esse cansaço, é normal. Mas para tirar esse hábito depois sofrem os pais e os filhos, passei por isso.

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  3. Eu me arrependo muito de não ter ficado com meu Ben o tempo todo no colo enquanto era bem bebezinho. Agora eu entendo que não teria problema nenhum se tivesse acostumado a isso. As fases passam tão rápidas, eles crescem tão rápidos, logo não cabem mais em nossos braços, ou melhor, em nosso braço. Tem coisa mais gostosa que segurar um bebê perfeitamente em um braço apenas, como um encaixe perfeito?
    Por isso que me arrependo de não ter lido antes o livro "A maternidade e o encontro com a própria sobra". Foi o único livro que li que entende e nos faz entender que não tem problema fazer o que parece incorreto, como por exemplo ficar com seu bebê no colo, amamentar livre demanda, o desfralde do seu bebê pode ser depois do seu vizinho...enfim, cada um tem seu tempo. Eu tenho aprendido que não tem o que é certo ou errado, existe o que é melhor para cada família. Mas falando do caso da cama compartilhada, uma amiga tinha até outro dia e o filho dela tem dois anos e meio, agora ele passou a dormir no próprio quarto e transição ocorreu tranquila e de forma amigável, primeiro cada dia o pai ou a mãe ia dormir com o filho no quarto e depois ele acostumou a ficar lá sozinho.
    beijo

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  4. Eu também acho que cada familia sabe o que é melhor para si. Colocar tantas teorias como bíblias a serem seguidas eu acho muito exagerado. Ler uma orientação é uma coisa, mas, se deixar levar só pelo que pregam como correto tira o sentido do viver, como vc bem colocou! Beijossss

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  5. Ju, eu concordo com você, fiquei muito com Murillo no colo, dormia na cama comigo, dormia com o pai, dormiu com a gente desde que era bebê no berço do lado da nossa cama e hoje que fomos para nossa casa com quase 2 anos murillo não deu nenhum trabalho para dormir sozinho no seu quarto. Cada um sabe o que passa, cada pessoa é uma pessoa, eu deixo tudo acontecer, deixo mesmo, se errar vou aceitar. Mas não usaria isso para um próximo bebê, porque seria uma pessoa totalmente diferente.
    Adorei seu post. Disse tudo.
    Beijos Ca

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  6. Eu amo cama compartilhada e meu marido também, ambos amamos dormir com filhote e somos muito felizes e unidos como casal!!
    Bjks!

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