08 julho 2012

Maridão acidentado

Na ultima quinta, Igor - a quem chamo carinhosamente de
Tchutchu (longa historia) - se machucou feio no futebol. A principio parecia ter sido so um tombo mal dado. Mas pela dor que sentia, achou melhor checar e foi direto para o unico hospital particular na Ilha (nesses casos, a exclusividade nao eh bem uma coisa boa). Chegou la, tirou um raixo x (que o proprio medico disse nao estar mto bom) e viu que quebrou a clavicula. O medico receitou remedios para dor, mandou que ele usasse uma tipoia e o mandou ficar em casa, sem trabalhar, por 120 dias.

Mas o Igor, inteligentemente, quis outra opiniao. E depois de uma noite sem dormir por causa da dor, fomos numa clinica especializada na Ilha mesmo. Sim, ele quebrou a clavicula, mas desta vez o raio x estava perfeito e o medico viu na hora que seria necessaria uma cirurgia.

E comeca a saga AMIL... Em menos de uma hora a secretaria do medico checou se nosso plano aceitava no hospital, se havia sala para cirurgia e se havia quarto para internacao. Sim para tudo, arrumamos nossas coisas e viemos para o hospital. Luquinha ficou com a avo e o avo veio com a gente.

Chegando aqui, duas horas e meia para a AMIL autorizar a internacao num hospital que nao eh dela. Sete horas para a AMIL autorizar material de primeira qualidade para o procedimento cirurgico. E a cirurgia que estava marcada para sexta, 19h, teve que acontecer no sabado, as 10h.

Tchutchu está dormindo agora. Foi tudo bem na cirurgia, mas agora que passou o efeito na anestesia e da analgesia, a dor voltou. Segundo o anestesista, normal. Espero que passe logo.

Para mim, ver o Tchutchu sofrer é um sofrimento sem fim. Desejo a todo instante que a dor dele passe para mim. Coisas que a gente sente quando ama.

Mas nao da... Entao fico aqui sofrendo por uma dor que nao sinto, mas gostaria de sentir.

Minha mae passou o dia conosco aqui ontem e Luquinha esta noite estava com tres avos perto dele. Bem cuidado. Uma preocupacao a menos.

Fico pensando... Acredito muito que nada acontece por acaso. E acredito que tudo, por pior que seja, tem um lado positivo. Ha razoes, ha emocoes e ha fatos. Com o tempo tudo se esclarece.

Diante de tudo isso, um novo cenario se aproxima. Babá? Creche? Ainda nao sabemos, mas alguma coisa tera que mudar.

E eh nessas horas que a gente agradece por ser assim, adaptavel. A gente faz planos e os planos mudam porque a gente vive e a vida eh assim, como o futebol, uma caixinha de surpresas!

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