27 julho 2012

Pequenas Felicidades - Blogagem Coletiva

Vi no blog da Chris, Inventando com a mamãe, que hoje tem blogagem coletiva sobre "pequenas felicidades" (criação da Rita, do Botõezinhos). E vou dividir algumas minhas recentes com vocês!


  • ouvir do maridão o quanto minha presença - escassa - é importante ao lado dele nestes dias em que está em casa se recuperando do acidente com o braço;
  • brincar MUITO com o Lucas antes e depois do trabalho, pois é o único tempo que eu tenho com ele no dia... tempo precioso;
  • tomar chá quando chego no trabalho antes de começar a ralação;
  • começar a planejar a festa de aniversário de um ano do Lucas, que só acontece daqui a cinco meses;
  • ver o sorriso do meu pequeno se abrir quando me vê abrindo a porta de casa, quando chego do trabalho;
  • saber que terei dois dias inteirinhos para curtir os meus dois amores a partir das 19h de hoje!


26 julho 2012

Assunto sobre parto... é um parto...

Nada contra, militantes. Só não aguento mais a forma como o assunto é abordado.

Não há problema nenhum em haver lados (há quem prefira normal, há quem prefira natural, há quem prefira cesárea e assim por diante). O problema é que parece que os lados se acham sempre na parte correta da história, quando não há parte correta na história. Nós somos indivíduos e, como tal, temos visões diferentes sobre as coisas - ainda bem, né. O que tem demais a pessoa escolher, desde a descoberta da gravidez, a data em que o filho vai nascer? O que tem demais a pessoa ficar 20 horas em trabalho de parto em casa, com uma doula? "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", como diz Caetano.


Eu concordo que as cesáreas são feitas de forma absurdamente indiscriminada nos hospitais particulares brasileiros. E, sem dúvida, deve haver conscientização para que isso seja combatido. Mas a conscientização é atacando as pessoas que fazem cesariana? Não. Não é. A conscientização é explicando por que o parto normal - e todas as suas frentes - poderia ser uma melhor opção. 


Só que - e dessa vez, as militantes que me desculpem pela generalização - o que eu vejo por aí é um bando de mulher ensandecida humilhando - porque elas podem até achar que não, mas é isso o que as pessoas sentem... basta ver como as mulheres que fizeram cesárea se sentem ofendidas quando algo é publicado nas redes sociais e nos blogs - 90% das mulheres que têm filho nos hospitais particulares e cerca de 40% das que têm em hospitais públicos.


Eu fiz cesárea. Não chego a me sentir humilhada porque me considero muito bem resolvida com essa questão. Não gostei, achei invasivo e preferia ter tido parto normal. Mas se fosse para escolher entre parto humanizado e cesárea escolheria, sem dúvida alguma, cesárea. Essa sou eu: jornalista, especializada em saúde, pós-graduada em marketing e com muito conhecimento de causa. 


Sei que há estudos que sugerem - veja bem, sugerem - possíveis problemas respiratórios relacionados à cesariana, refluxo relacionado à cesariana, aumento das chances de obesidade no bebê relacionada à cesariana... Sei de tudo isso. Mas sei também que eu, assim como a maioria dos meus amigos - reflexo brasileiro - nasceu de cesariana e somos saudáveis - graças a Deus.

Mas sei também de pessoas que colocaram o bebê em sofrimento porque insistiram num parto normal quando não havia possibilidade e ficaram mais de 24h em trabalho de parto, tentando o normal, para no final das contas terem que optar pela cesárea porque corria risco do bebê não resistir.

Mais uma vez: não há lados. Toda mulher deve ter direito à informação de forma IMPARCIAL! E imparcialidade é o que eu menos vejo por aí. Há uma indução ao pensamento de que o parto normal/natural/humanizado é o correto e a cesárea não. É preciso ser dito que isso não é verdade.

Eu, particularmente, se tiver outro filho, espero que seja através de um parto normal. Se não der, minha vida continuará sendo alegre e feliz como é hoje!

#culpanao #abaixoaparanoia #radicalismonaolevaanada

  






24 julho 2012

Milestone

Não duvido nada que até o final da semana Luquinha esteja engatinhando! Ontem, quando cheguei em casa, perguntei ao Igor se o pequeno tinha ficado no chão com os brinquedos. Ele me disse que a babá até havia tentado colocá-lo, mas que ele ficou resmungando, chorando, aí ela tirou. Não a culpo. Ele faz isso mesmo! Mas quis tentar, de qualquer forma. Atrasei um pouquinho o banho dele, tirei sua calça - porque o piso de madeira faz com que ela escorregue e dificulte o movimento - e fomos os dois para o chão. Nada de edredon: o lance é colocar no chão direto, como bem me disse minha amiga Carol Bellei, mãe da Isadorinha. E foi isso que eu fiz. E olha no que deu:

19 julho 2012

Off Maternity

Deixando a maternidade de lado um pouquinho para falar sobre um projeto super interessante que conheci através da newsletter de hoje do Radar 55: mesa&cadeira. Antes de continuar lendo este post, preciso dizer que é preciso ter a mente aberta. Eu sou jornalista e para mim, que vivo neste meio, é muito claro que existe um movimento para pensarmos fora da caixinha. E este projeto é bem nesta linha... A ideia é juntar pessoas das mais diversas áreas e pensar! Isso mesmo, fazer um pensamento em conjunto, o que chamamos de brainstorming, colocar tudo no papel e, O PRINCIPAL, colocar tudo em prática. Porque a ideia é essa: colocar em prática para errar logo e encontrar mais rápido o melhor caminho. Eles já fizeram três encontros no Brasil e um deles resultou na exposição "Como fazer muito em pouco" que fica até dia 28 de julho na Kemistry Gallery, em Londres. O objetivo do projeto era "criar uma coleção de cartazes simples e diretos, que melhor descrevam a maneira como você encara a vida".
Dá para ficar ligado nos próximos encontros e até se inscrever! É só acessar este link AQUI.

Ficando em pé no berço, gente!

Cada dia uma novidade! Fico doida no trabalho pensando nas coisas que meu pequeno está aprendendo a fazer em casa e fico feliz quando eu mesma percebo as novidades, antes de qualquer outra pessoa ter reparado. Coisa boba, né... Mas é o que eu sinto, fazer o que. rs

13 julho 2012

Novidades

Como pude esquecer de mencionar?! Lulu está cheio de novidades:

- ontem vimos que seu primeiro dentinho esta nascendo;
- abaixamos o berço, porque o pequeno ja se segura na grade e dica em pé;
- falou essa semana sua primeira consoante, a letra "b"... A mamae aqui brincou que ele ja comecou falando ingles... Mandou um "ball" bem alto (na verdade, foi boooooool" rsrsrs);
- adora brincadeira de esconde esonde;
- adora farinha lactea;
- continua sendo um dos bebes mais simpaticos que eu conheco!

;)

Bad things happen to good people ... {Coisas ruins acontecem com pessoas boas}

Foi a coisa mais sensata que eu pensei no meio de um turbilhao de acontecimentos na ultima semana.

Marido acidentado, tendo que fazer cirurgia de emergencia, o que lhe rendeu uma licenca-medica de varios meses e que resultou na contratacao de uma baba para o Lucas; Lulu doente, com a gripe mais forte e persistente que ja teve ate hoje, que me rendeu uma tarde inteira no hospital (depois de ter passado dois dias no hospital com o Igor) para descartar (ainda bem) a possibilidade de pneumonia, bacteria ou doencas mais graves; carro "batido", que rendeu uns amassos nas portas do lado direito e um retrovisor quebrado... Tudo junto e misturado, ao mesmo tempo, sem dar folga para respirar!

A primeira coisa que pensei: uruca. Mas logo em seguida pensei que uruca pode ser forte, mas nao o suficiente. Ate porque, entre "mortos e feridos" salvaram-se todos. Mesmo para mim, que acredito em energias positivas e negativas, uruca nao existe.

Ai depois de alguns dias, com a cabeca mais fresca e com melhor capacidade de raciocinio, pensei: coisas ruins acontecem com pessoas boas o tempo todo! Nos mesmos - eu e Igor - ja passamos por situacoes dificeis. E elas costumam acontecer assim mesmo, tudo ao mesmo tempo!

E, para ser sincera, nem foi nada tao grave assim! O braco do Igor esta machucado, mas esta no lugar! Luquinha esta dodoi, mas nao eh nada grave! O carro foi batido, mas ninguem se machucou!

E tem mais! Desde ha muito tempo aprendi que TUDO tem seu lado bom. E ja consegui ver alguns bons frutos dessa historia.

Pode sentar e pode chorar. Mas em seguida levanta, sacode a poeira e maos a obra, pois ha muito o que se fazer!! ;)

Um bom dia para voces!!!

Enviado via iPhone

Julia Costa
21 7929-1211

08 julho 2012

Maridão acidentado

Na ultima quinta, Igor - a quem chamo carinhosamente de
Tchutchu (longa historia) - se machucou feio no futebol. A principio parecia ter sido so um tombo mal dado. Mas pela dor que sentia, achou melhor checar e foi direto para o unico hospital particular na Ilha (nesses casos, a exclusividade nao eh bem uma coisa boa). Chegou la, tirou um raixo x (que o proprio medico disse nao estar mto bom) e viu que quebrou a clavicula. O medico receitou remedios para dor, mandou que ele usasse uma tipoia e o mandou ficar em casa, sem trabalhar, por 120 dias.

Mas o Igor, inteligentemente, quis outra opiniao. E depois de uma noite sem dormir por causa da dor, fomos numa clinica especializada na Ilha mesmo. Sim, ele quebrou a clavicula, mas desta vez o raio x estava perfeito e o medico viu na hora que seria necessaria uma cirurgia.

E comeca a saga AMIL... Em menos de uma hora a secretaria do medico checou se nosso plano aceitava no hospital, se havia sala para cirurgia e se havia quarto para internacao. Sim para tudo, arrumamos nossas coisas e viemos para o hospital. Luquinha ficou com a avo e o avo veio com a gente.

Chegando aqui, duas horas e meia para a AMIL autorizar a internacao num hospital que nao eh dela. Sete horas para a AMIL autorizar material de primeira qualidade para o procedimento cirurgico. E a cirurgia que estava marcada para sexta, 19h, teve que acontecer no sabado, as 10h.

Tchutchu está dormindo agora. Foi tudo bem na cirurgia, mas agora que passou o efeito na anestesia e da analgesia, a dor voltou. Segundo o anestesista, normal. Espero que passe logo.

Para mim, ver o Tchutchu sofrer é um sofrimento sem fim. Desejo a todo instante que a dor dele passe para mim. Coisas que a gente sente quando ama.

Mas nao da... Entao fico aqui sofrendo por uma dor que nao sinto, mas gostaria de sentir.

Minha mae passou o dia conosco aqui ontem e Luquinha esta noite estava com tres avos perto dele. Bem cuidado. Uma preocupacao a menos.

Fico pensando... Acredito muito que nada acontece por acaso. E acredito que tudo, por pior que seja, tem um lado positivo. Ha razoes, ha emocoes e ha fatos. Com o tempo tudo se esclarece.

Diante de tudo isso, um novo cenario se aproxima. Babá? Creche? Ainda nao sabemos, mas alguma coisa tera que mudar.

E eh nessas horas que a gente agradece por ser assim, adaptavel. A gente faz planos e os planos mudam porque a gente vive e a vida eh assim, como o futebol, uma caixinha de surpresas!

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