19 março 2012

Como será amanhã?

Tentei começar este post falando sobre o final de semana gostoso que o Luquinha passou ao lado da vovó Helena. Mas não consegui, pois outro assunto não para de passar pela minha cabeça. Outra hora conto sobre o final de semana. Agora quero falar sobre um assunto mais complexo, profundo e preocupante: o futuro dos nossos bebês.

Não, não quero falar sobre a faculdade, o primeiro emprego ou sobre como o mundo estará daqui a 20 anos. Quero falar sobre todas os momentos que, reunidos, formarão o caráter e a personalidade dos nossos filhos, que, daqui a 20 anos, já estarão mais do que formados nesses quesitos.

Às vezes penso que dando amor, carinho e educação para o meu filhote não preciso me preocupar com mais nada. Às vezes penso que preciso sim: as minhas atitudes serão um espelho para ele. 

Se eu falar uma coisa e agir de forma diferente, que contradiga o que o ensino, essa história pode ficar confusa. Se eu o trato com todo amor e carinho do mundo, mas trato os outros sem respeito, educação, compaixão, amizade e igualdade, essa história pode ficar confusa.
Se eu percebo um desvio de conduta nele, seja com 2, 4, 6 ou 15 anos, e ignorar por não saber o que fazer ou por achar que o assunto é complicado demais para mexer, essa história pode, sim, ficar bastante confusa.

Tem gente que acha que a responsabilidade por uma pessoa "corrompida socialmente" é da família e do ambiente em que ela vive ou viveu na sua infância. Eu acredito que isso influencie bastante. Mas acho que esse processo tem muito mais detalhes do que se pode imaginar, o que não me permite fazer este julgamento. 

Eu não tenho como prever como será a personalidade do Luquinha daqui a tanto tempo. Nem posso falar ainda sobre seu caráter. Mas, maior do que o esforço para que ele aprenda a andar, a falar e a comer todas as frutinhas, legumes e verduras da feira, será o esforço - quase natural - para que ele seja uma pessoa do bem. E eu conto com seu pai e todas as pessoas que o amam para isso. Para que ele seja rodeado sempre de bons exemplos, de boas ações e de muito amor, carinho, respeito e todas as outras características necessárias um ser humano completo!

2 comentários:

  1. Existem verdades que são incontestáveis uma delas é "todo ensinamento não avalizado com a conduta de quem o profere atua no sentido contrário na alma de quem o recebe", ensinamento logosófico e MUITO, MUITO verdadeiro, realmente vcs. serão o exemplo para o Lucas, assim como TODOS a volta dele, mas tem que se pensar que SE ele não observar também o que não é bom ele não conseguirá nunca reconhecer um e outro, o importante é o ensinamento aliado a cada situação (boa ou má) da vida dele. Educar nossos filhos é complicado demais, devia existir uma escola (até há, mas nem todos querem seguir). Existe também um lado da herança espiritual dele e isso, nem vocês, nem ninguém conseguirá mudar e isso fará a base de quem ele será (pelo menos eu acredito nisso). A minha observação do crescimento e educação de minhas filhas foi de que, se educa de fato até por volta de 7 a 10 anos, daí para a frente o que tinha que ficar... ficou, como comer, como se portar, o que fazer e não fazer... o resto na adolescência e daí para a frente será simplesmente acertar a linha de comportamento e atitude quando desviarem, mas a base já foi dada. Portanto meu amor, usem toda a força e determinação nesse período, pois é aí que vcs. estarão dando a base a ele. Mas cá entre nós, é tão dificil imaginar tudo isso olhando para um bebê de 3 meses, eles são tão NOSSOS ainda né. Boa sorte.

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  2. Oi,
    lindo post! Eu penso que o exemplo faz toda a diferença na formação do carater dos nossos filhos.
    Essa parte da fantasia e da brincadeira é mesmo muito gostosa! Adorei o comentário.
    Beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com.br/

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