07 fevereiro 2012

A vida da gente

Desde que o Lucas nasceu e estou em casa com ele fui adquirindo alguns costumes - e abandonando outros. É claro que não consigo realizá-los todos os dias, posto que todos os dias são diferentes, mas tento, dentro do possível. Não consigo assistir ao Big Brother Brasil. Todos os dias eu falo: hoje vou assistir. Mas acabo dormindo na metade da novela.

Mas tem outra novela que faço questão de ver inteira (quando Luquinha deixa rs): A Vida da Gente, a novela das 6. Nunca uma novela me prendeu tanto! Acredito que os motivos sejam diversos, mas o principal é que, além de ser uma novela de vidas e atitudes reais, diferente do que vemos normalmente, os diálogos são profundos, complexos e exploram o máximo do relacionamento, de todo tipo de relacionamento.

Esses assuntos sempre me interessaram, mas me interessam agora de forma especial. O papel da mãe é discutido em todos os núcleos da trama. A mãe é mais que uma mulher com barriga por 9 meses ou aquela que passa pela "dor" do parto. A mãe é a que ama, acima de tudo. É a que educa também. A que dá atenção, que brinca, que conversa, que se preocupa. A mãe é a que falha e conserta. É a que acerta porque conhece sua cria.

Peguei a novela pela metade e logo julguei o fato de que a pequena Julia chama a tia, que a criou, de mãe. Lembro de estar aqui em casa, na primeira semana de vida do Lucas, com minha mãe e dizer isso. Minha mãe não concordou muito comigo. O tempo passou, continuei acompanhando a novela e vi que tudo isso é muito mais complexo e que as crianças são muito mais generosas do que eu podia imaginar. Elas podem ter duas mães, por que não::

Se for para o bem da criança, para que ela se sinta segura e completa, por que não deixar que ela chame a tia, que é quem cuida dela, está todos os dias ali... de mãe::

Isso é o de menos. O mais importante foi feito: a verdade nunca foi escondida da pequena Julia.

Enfim... para quem não assiste a novela é difícil entender do que estou falando. Mas o que importa é isso: mãe tem um significado maior do que um simples DNA.

A novela das 9 também está abordando essa questão, quando fala sobre a inseminação artificial e uma mulher que doou o óvulo e quer agora os direitos de mãe. A discussão é atual... sempre.

Assim como quando chego nas últimas páginas de um livro que estou gostando de ler, fico triste só de pensar que a novela tem data para acabar.

A novela acaba, mas a vida continua. A minha, a sua, a deles, a nossa. E as histórias estão aqui para serem vividas de forma profunda, como os diálogos da novela.


2 comentários:

  1. rsrsrss ótimos comentários Julia, sua ótica mudou inteiramente e isso se explica com uma só palavra LUCAS, ele é que fez a mudança. Vc. JÁ deve ter percebido que aquele "amor" que as gestantes DIZEM sentir passa MUITO, MUITO, MUITO longe do que é realmente o amor. O amor é feito de conhecimento, esse é o alimento do amor, não se ama o que não se conhece, portanto, não se ama um feto, se ama sim a IDÉIA da maternidade, a idéia de ver o bebê. Para se amar é preciso um bebê venha ele de nossa barriga ou não, se ele foi gerado no ventre ou Não faz a menor diferença, isso só entende e percebe quem já é mãe... Certa vez uma amiga que adotou uma criança comentou comigo que as pessoas quando iam cumprimentá-la diziam que o bebê era uma criança de sorte por ela tê-lo escolhido, ao que ela reagia prontamente dizendo que a sorte era dela, pois no momento em que ele veio para os braços dela ELE deu a ela a oportunidade de amá-lo e de transformá-la em MÃE, nada mais perfeito né. beijo linda.

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  2. Só mais uma coisa. Também adoro a novela. No site www.globo.com/avidadagente, vc. consegue montar uma abertura igual a da novela com fotos suas, bem bonitinho, olha lá.
    E outra coisa. Esse BBB esta ótimo, todos são bons jogadores, uns meio truculentos, outros nem tanto, mas jogam MUITO. E o que é legal, são LIMPOS kkkkkkkk, coisa meio anormal nos BBBs, eles mantem a casa, a comida e os quartos arrumados e limpos kkkkkk ... comentário de dona de casa né kkkkkkkkkkk, pode falar.

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