21 fevereiro 2012

Aprendendo a lidar com o - próprio - julgamento

Sim, a gente costuma achar que é mais limpinho que as outras pessoas. Quando a conversa é com as outras pessoas, sempre somos os mais organizados, os mais inteligentes, os mais antenados, os mais sabidos, os mais experientes e é in-crí-vel como tudo sempre dá certo na nossa vida. Chegamos a gerar inveja nas outras pessoas, de tanto que as coisas funcionam bem com a gente.

Em contrapartida, quando estamos sozinhos com o nosso pensamento, nada dá certo com a gente, o vizinho sempre tem a vida mais fácil, você não consegue entender como ele tem quatro filhos e viaja para o exterior todos os anos, como nenhum deles parece incomodar, como o bebê dele dorme tranquilo todos os dias, não tem brotoejas, não tem cólica, refluxo os pais não sabem nem o que é e eles são, definitivamente, a família mais sortuda do mundo.

Convenhamos, sei do que estou falando. Eu mesma já me peguei falando coisas que depois fiquei pensando "Será que não esqueci de mencionar a parte ruim..." ou me peguei pensando: "Nossa! Essas coisas só acontecem comigo =( ". E depois de um tempo, conversando com as amigas - porque só elas vão contar a verdade para você -, descubro que não tenho com o que me preocupar: as melhores e as piores coisas acontecem, sim, com todas nós.

E aí que é engraçado. Como disse em outro post, não sei exatamente porque, mas só de saber que outras pessoas passam pelo que eu passo - seja bom ou ruim, fácil ou difícil - me sinto dentro da zona de conforto. E quem não gosta de estar dentro da zona de conforto é porque não conhece a zona de conforto. rs

Mas não é bem sobre isso que queria falar... Isso tem a ver com o assunto, que é o seguinte: julgamentos!

Desde que me entendo por gente tento controlar o meu julgamento quanto às coisas, pessoas e situações que acontecem comigo e com os outros. Não que eu não julgue, mas "me esforço ao máximo para julgar o menos possível".

E essas coisas são bem complicadas quando o assunto é "filho". Como disse o Tas na sua coluna deste mês da revista Crescer, os filhos dos outros sempre são mais mal educados do que os nossos. Pelo menos é isso o que pensamos até nos depararmos com situações embaraçosas com nossas próprias crias.

Eu ainda não sei bem o que é isso. Luquinha ainda é muito pequeno. Mas sei que muitas mães - e pais, mas principalmente mães - por aí falam para os quatro cantos do mundo o que pensam sobre educação e costumam se achar certíssimas, sem sobre de dúvidas, sobre seus conceitos e suas bases.

Pois bem. Pode ser que estejam certas ou que suas fórmulas tenham funcinado com seus pequenos.

Mas se tem uma coisa que ficou clara para mim desde que a maternidade chegou é que NÃO EXISTE UMA ÚNICA FÓRMULA. Eu, por exemplo, não acho certo o bebê dormir no quarto dos pais, mas há mais de um mês o Luquinha dorme no nosso quarto todos os dias porque não tem ar condicionado no quarto dele, não vamos colocar agora porque estamos nos mudando e vamos colocar só na casa nova, e está um calor INFERNAL no Rio de Janeiro. Quem ia imaginar...

Antes do Lucas nascer, pensava: se ele não quiser chupeta, não vou dar. Na minha cabeça, não achava necessário dar algo se ele nunca tinha experimentado. Pois, se ele nunca tinha experimentado, não poderia sentir falta dela. Aham... No primeiro dia em casa testamos a chupeta e a bonita funcionou que foi uma beleza! Acalmou o bichinho e desde então não sai mais de perto.

Mas não é só isso. Estes são só alguns dos exemplos que me fizeram ver que não dá para dizer "o certo é assim", "o errado é assim"... Vivemos todos os dias situações que nos fazem mudar nossos pensamentos. Conhecemos coisas novas, aprendemos MUITO todos os dias. Seria muita pretensão querer dizer para alguém como fazer.

E mais: sei que será assim por muuuuuito tempo. E até quando nossos bebês não forem mais bebês, ainda estaremos aprendendo, porque será a primeira vez que passaremos por aquele momento com eles. Ainda teremos que ter a humildade de ser mãe de primeira viagem. Mesmo quando for o segundo filho, porque - a mágica está aí - cada ser humano é ÚNICO!

Então, quando vejo alguma mãe julgando outra, ou dizendo o que é certo ou o que é errado, meu radarzinh detecta "perigo, não se aproxime". Não é legal estar sob o julgamento dos outros. Da mesma forma que não é legal julgar.

Veja bem, conselhos são diferentes de julgamentos. Trocar experiências é válido demais! Falar mal dos outros é beeeeemmmmmmm diferente disso.



2 comentários:

  1. Xiiiiiiiiiiiiiii acho que vc. esta brava! kkkkkkkkk

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  2. Hahahahaha Não estou, não, dinda!! É que eu vejo isso acontecer de montão, tanto na vida real quanto na vida online. Fico com pena dos pais que estão sob julgamento. É como se eles fossem culpados de alguma coisa, sabe! ;) Mas não estou brava, jamais. Só estou na defesa dos que não conseguem se defender. rs

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