05 novembro 2011

Opiniões

Hoje, no início do dia, eu escrevi um post desaforado. Tão desaforado, que depois de algumas horas, pensei que talvez ele não fosse bem "digerido", então achei melhor tirar. Não quero arrumar confusão com ninguém agora... Agora acabei de ver um teaser de um longa-metragem previsto para março de 2012 chamado "O renascimento do parto", no blog da Manu Sento Sé, Colher de Chá. O vídeo é muito interessante, tem a opinião de vários especialistas e opinião de mães e do Márcio Garcia, como pai, além de diretor do filme,

Bem, o que isso tem a ver com o post que escrevi mais cedo... O fato de mostrar somente um lado da história. É claro que não é uma matéria, uma visão jornalística dos fatos. É um filme e como filme ele é livre para mostrar a versão dos fatos que ele quer. Mas eu, como gestante, preciso de mais do que isso. Eu preciso conhecer os dois lados da história. Preciso ouvir as versões de pessoas sensatas, de pessoas que não estão envolvidas emocionalmente, de médicos que não dependem daquele dinheiro da cesárea ou que não se importam de desmarcar as consultas para atender um parto normal. Preciso ouvir de mães que tiveram o parto cesárea há 20, 30 anos e seus filhos estão super saudáveis aqui hoje em dia... 

Eu ainda não sei o que prefiro, mas já decidi que quero esperar entrar em trabalho de parto, seja para ter parto normal ou fazer cesárea. Mas não vejo a cesárea como as pessoas do vídeo falam. Para mim, é muito mais simples. Eu mesma nasci de uma cesárea e não me sinto diferente de qualquer forma por causa disso. É claro que cada um tem sua opinião, mas a minha é que o que acontece depois disso é muito mais importante do que o que acontece nessa hora. A educação, o ambiente em que o bebê é criado, as palavras, o carinho, o amor... Isso sim é importante. Pelo menos para mim. 

Agora, uma coisa eu concordo. Quando o Márcio fala sobre quem é a "estrela" do parto... o médico. Quando deveria ser a mulher, pois é ela quem está dando a luz. A mulher deveria ter a opção - a não ser em casos em que ela realmente não tem por questões de saúde e segurança -, ela deveria poder escolher. E não o médico, pelo que lhe é mais conveniente. 

É este o vídeo:



Nenhum comentário:

Postar um comentário