16 agosto 2011

O que esperar quando você está esperando - Retrospectiva

Estava dando uma olhada neste livro, que venho lendo em partes, para não pular nenhuma etapa, e parece que as coisas vão ficando mais claras com o tempo. Então resolvi fazer uma retrospectiva para saber quais sintomas e emoções mais comuns da gravidez eu vivi - e estou vivendo - e quais eu passei direto.

Logo no início tem uma tabela que fala sobre os sintomas da gravidez. A falta da menstruação foi a minha primeira observação. Ela não costumava atrasar mais que três dias. Não senti náuseas ou enjoos matinais, menos ainda vomitei. Também não senti vontade de fazer xixi frequente. Os meus seios, contudo, apontavam para uma super gravidez. Estava mega doloridos e inchados. Mas eu não tinha certeza se podia relacionar uma coisa a outra, já que na TPM eles costumavam ficar assim também. A pigmentação também não podia ser palpite, porque ela não mudou tanto. Só há algumas semanas tem mudado mais. Agora, uma coisa que ficou nítida demais eram as linhas azuis e rosadas sob a pele dos seios! Nossa, era um ninho de rato. Eu conseguia ver todas as minhas veias. Resumindo: só a falta da menstruação e as veias bizarras acima do peito foram meus indicadores. Além, é claro, do sono, que não foi mencionado na tabela, mas que se fez MUITO presente no início.

Aí depois vem um monte de informação para grupos específicos: quem não tem plano de saúde, mães solteiras, mulheres acima de 35 anos etc. E, em seguida, dicas para todo o período da gravidez. As primeiras eram logo álcool e cigarro. Nem li, porque desde 1o de janeiro deste ano não estou bebendo e nunca fumei. Não, eu não deixei de beber porque estava tendo problemas com o alcoolismo, nem porque estava pretendendo engravidar, embora eu acredite que tenha ajudado. Eu parei por causa de uma promessa, que veio em boa - ótima - hora. Quando engravidei já estava acostumada a ficar sem a cervejinha de final de semana, então não tenho sentido falta. E, para falar a verdade, não teria coragem de beber com o Lucas aqui dentro, então não estou sentindo falta nenhuma mesmo. ;) Pelo menos por enquanto. rs Continuando... maconha, cocaína, cafeína... nenhum desses vícios faz parte da minha vida.

Vem então o capítulo da Dieta Ideal... eu devo ter pulado esse, porque engordei até agora o dobro do que deveria ter engordado. Essa semana vou fazer novos exames de sangue, só então vou saber se minhas taxas estão nos níveis que deveriam estar. Mas nunca é tarde para começar, então vou pegar ali as dicas mais importantes e tentar colocar em prática a partir de agora. É claro que algo mudou na minha dieta, ela tem mais frutas e legumes, mais sucos etc. Mas não deixei de comer doces, frituras e essas outras coisas mais gostosas do que tudo. E como demorei para voltar a fazer exercício.... já viu, né. Mas, como disse, nunca é tarde para começar. Vamos tentar colocar as boas dicas em prática.

Cheguei à parte que vai de mês a mês. No primeiro, vale ressaltar a parte que fala sobre depressão. Eu não consigo me imaginar com isso. Sou muito ativa, falante e presto muita atenção nos sinais que meu corpo e minha mente me dão. Mas é difícil se diagnosticar, é difícil fazer uma análise do quadro quando você está dentro dele. Eu já comentei aqui em posts anteriores. Eu tenho quase certeza que passei por um quadro com este problema durante os três meses. Talvez não fosse, talvez fosse somente excesso de preocupação, porque eu queria que tudo desse certo e estava com medo. Não sei. Mas não foi algo facilmente identificável. Foi algo que só eu e pessoas que estavam muito próximas de mim e da minha rotina que perceberam. Não tive enjôos, nem vomitei, a pasta de dente não me incomodou e eu continuei comendo tudo o que sempre comi.

Os exames pré-natais, do início até agora, deram tudo ok, tudo como deveria estar, tanto comigo, quanto com o bebê. Tive um pouquinho de anemia, que vou ver no exame dessa semana se continua. Mas estou tomando suplemento vitamínico, então imagino que ela tenha sumido. No mais, tudo bem!

Tive bastante azia e má digestão nos primeiros quatro meses. Só melhorou de algumas semanas para cá. É claro que isso deve ter sido agravado pela minha alimentação excessiva e pelas frituras, gorduras e doces que eu gosto de comer e como com frequência. Mas, sem dúvida, a gravidez também ajudou. Nunca tinha sentido isso antes, mas pela forma como as pessoas descreviam, eu conseguia imaginar. É literalmente uma queimação, que vai da barriga até a garganta. Incomoda bastante, mas não cheguei a tomar nenhum remédio, então não foi tão pesado assim.

Apesar de poucas restrições alimentares, elas têm sido consideráveis: nada de bebidas light, zero ou sem açucar e com adoçante e nada de comida japonesa (ou qualquer outro alimento cru na rua). Estou me virando como posso no restaurante japonês. Como se pode imaginar, muita fritura e sódio, já que é tudo o que posso comer por lá.

Chegamos, então, ao terceiro mês, quando aquela sensação ruim e esquisita passa, os medos ficam amenizados e a ultra é a mais humana até agora. O Igor foi comigo e ele adorou. Foi bem legal mesmo! A partir de então, ele tem ido a todas comigo. E eu gosto que ele vá. Além da questão emocional, ele é prático, pergunta as coisas que eu não perguntaria, fala bastante com a médica. É muito bom quando ele vai comigo.

Entre as coisas esperadas para o terceiro mês, tive - e tenho - bastante prisão de ventre, muitas flatulências (hahahah que vergonha), ganho de peso (ôôô), não tive dor de cabeça, não apareceram - até agora - as estrias... Saldo: positivo.

No quarto mês comecei a sentir o bebê dentro de mim. Não era como agora, claro. Mas eu sentia uma coisinha se mexendo lá dentro, como se fosse uma cobrinha dentro d'água. O Igor não conseguia sentir, mas só de saber que ele estava ali se mexendo eu já gostava. Tive que comprar roupas porque as minhas já não estavam mais cabendo em mim. Comprei muitos vestidos que eu poderei usar depois da gestação. Eu gosto de praticidade, nada de comprar roupas que só poderei usar por nove meses (ou ainda menos). Comprei uns 10 vestidos. Aproveitei as liquidações de inverno e fui às compras.

Sobre os sintomas esperados, passei a esquecer (mais ainda) das coisas. Não de tudo, não de coisas do trabalho, por exemplo, ou coisas mais sérias. Mas marcava com amigas e esquecia... Esquecia de pagar contas (na verdade até hoje tenho esquecido essas coisas). Não é uma boa fase para pedir que eu lembre de algo. Não tive problemas dentários e nem insônia (não nessa fase... lá no início, depois da fase do sono extremo, tive uma fase rápida de insônia, que durou umas três semanas). Não tive pressão alta, nem sangramento nasal. E minha alergia, por incrível que pareça, melhorou 100%. Nos primeiros meses, quando o inverno estava chegando, tive crises horríveis e não podia tomar nenhum remédio. Mas desde aquela época, não tenho mais.

Foi no quarto mês que comecei a natação. Já tem umas três semanas que estou fazendo direto. Semana passada, para a viagem das compras do enxoval (que ainda vou falar aqui), eu faltei pela primeira vez. Mas hoje já voltei com tudo.

É para o quinto mês que estão previstos os primeiros chutes do bebê. E foi exatamente quando eu comecei a sentir. Ele chuta bastante e é difícil não ficar esperando os movimentos durante o dia. Agora, já é a qualquer hora. Ainda assim, à noite, deitada, é sempre mais fácil de sentir.

Uma preocupação que começa agora é a posição para dormir. Como minha barriga está grande já, maior do que o "comum" para esta fase, desde o final da última semana tenho sentido dificuldade em encontrar uma posição. A melhor é com a barriga para cima, mas não consigo... acabo virando. Não sei se é físico mesmo ou se é porque eu li em alguns sites que não é bom dormir para o lado direito, toda vez que viro para o lado direito sinto algum incômodo e acabo virando para o outro lado.

Tenho sentido também dor na lombar. Nem preciso ir ao médico para saber porque. Eu sento errado na cadeira do trabalho e já estou tentando corrigir isso, pois imagino que com o aumento do peso possa piorar.

Por enquanto é só! Sem dúvida, o livro é bom e está fazendo toda a diferença para a minha gravidez. Da mesma forma que "Os segredos da encantadora de bebês" vai fazer diferença para o início da criação do Lucas. E vão fazer um filme sobre o livro (O que esperar quando você está esperando), com o Rodrigo Santoro e a Penelope Cruz. Muito legal, né!!! O livro merece mesmo um filme.


 

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