25 junho 2011

Motivação


Já perdi a conta de quantas vezes eu fui influenciada por algo que alguém fez ou falou, sem intenção direta e às vezes sem saber que eu ouvi ou vi... Imagino que isso aconteça muito mais vezes do que eu imagino e consigo perceber e do que as pessoas imaginam e conseguem perceber. Mas hoje foi claro e eu resolvi escrever sobre isso para que fique registrado. As pessoas não têm ideia de como influenciam nossas vidas! No exemplo de hoje, muito positivamente!

Uma colega minha de Macaé colocou no Facebook a seguinte frase: "(...) só volta daqui a 1h... vou correr no Aterro (...)". Eu, que estava aqui hibernando na cama, depois de ter acordado às 11h, ainda cansada da noite longa - e divertidíssima - de ontem e com dor de cabeça, pensei: eu devia fazer a mesma coisa!!! E, empolgada com a disposição dela, levantei da cama, coloquei uma roupa apropriada e fui... Não, não fui correr no Aterro. rs Tão pouco fui correr rs Minha médica não autorizou. Mas coloquei o biquini, arrumei minha bolsa, separei óculos e material de nadar e parti para o clube!

Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito! Nadei 46 minutos, consegui fazer 1300m, controlando os batimentos cardíacos para não passar de 120 (indicação da médica). Saí de lá feliz da vida!! Não lembrava do quanto gostava de nadar. Fico em paz, penso na vida, relaxo, sinto o sol no corpo, sem sentir calor. Tudo de bom!

Amei! Obrigada, Shaninha!!! Pelo incentivo involuntário! ;) <3


Time is running

Eu sempre acho e digo que a gravidez está demorando uma eternidade para passar. É claro, o que eu quero é ver logo meu filho (ou minha filha), pegá-lo nos braços, fazê-lo dormir, essas coisas. Mas a gente tem mania dessas coisas, né. Ficar desejando o que ainda está por vir. Então, pensando nisso, me dei conta de que já estou no terceiro mês e não tenho aproveitado tanto quanto eu deveria a gravidez. Quero fazer exercícios físicos, ir à praia pegar um solzinho, cuidar da minha pele, para que não fique com manchas, me alimentar bem para que meu bebê possa crescer forte e com tudo o que tem direito de nutriente saudável.

Lendo o livro "O que esperar quando você está esperando", me dei conta de que estou quase na metade da gravidez. Afinal de conta, são 9 meses no total e estou, neste momento, vivendo o 4o mês, pois acabei de completar 3 meses (no dia 12 de junho). E, como vocês sabem, eu amo estar grávida, então tenho que aproveitar bastante esse momento!

Na última semana fiz mais exames de sangue, de rotina, do pré-natal e descobri que estou com anemia. Como tenho consulta na terça-feira, vou saber com ela se basta melhorar a alimentação ou se vou precisar de um suplemento de ferro e vitamínico. Todos os outros resultados deram ok, negativo para todas as doenças e com quantidade suficiente de vitamina.

No início da gravidez eu estava me alimentando melhor, de fato. Mesmo que estivesse comendo mais, estava comendo mais legumes, verduras e frutas do que agora. Ainda assim, minha alimentação está melhor do que antes da gravidez. Não tem jeito, a gente se obriga a comer pelo menos duas frutas por dia. Mas eu sei que preciso dar um up nessa história. Talvez finalmente seja a hora de tirar a mão do bolso e buscar uma nutricionista.

A barriga não para de crescer. Eu tenho a impressão de que já sinto o bebê mexendo dentro de mim. Não sinto aleatoriamente, mas quando eu estou num lugar bem calmo, que consigo relaxar, deitada e coloco a mão na barriga, sinto coisas acontecendo dentro dela. É gostoso!!

Sobre o nome... estamos pensando em outras possibilidades... Lucca seria uma delas.

19 junho 2011

2a Ultra



Há pouco tempo fizemos a segunda ultra. Uma emoção sem fim! Tanta que na hora da ultra, tomei uma leve bronca da médica, que não conseguia ver o que precisava de tanto que eu ria do Igor durante a consulta. Ficamos felizes de ver aquele mini-bebê mexendo as mãozinhas, bocejando, ocupando todo o pequeno espaço que lhe é dado! Tudo o que era para estar bem nessa ultra, estava, graças a Deus! Saímos de lá muito felizes.

Apesar dessa ultra não ter como objetivo ver o sexo do bebê, não resistimos. O Igor logo perguntou para a Dra. se ela conseguia ver alguma coisa. E ela viu... apesar de não ter nos dado certeza alguma, disse que parecia ser um menino e até nos mostrou o “falo”.
Por mais que ela não tenha nos assegurado, já estamos chamando o bebê de Lucas o tempo todo! Rs Nós dois e nossos amigos! Massss ainda não temos certeza se ele se chamará Lucas. Desde o início – na verdade, desde antes do início -, eu queria que meu filho se chamasse Pedro. E minha filha, Luiza. Mas o Igor não gostava de Pedro. De qualquer forma, ainda faltam muitos meses para o nascimento, então podemos ficar bastante em dúvida ainda.

04 junho 2011

Paz



Eu já devia ter escrito sobre isso há muito tempo. Mas coisas aconteceram dentro de mim nessas primeiras semanas de gravidez, que fizeram com que eu fechasse meus sentimentos no lugar mais profundo possível. Nem com o Igor eu falava sobre eles, nem com amigos, nem com ninguém. E é besteira, porque pelo que eu leio por aí são sentimentos normais de início de gravidez. Mas a sempre acha que com a gente acontece diferente. Agora que essa sensação está passando, consigo falar melhor sobre o assunto e, talvez, como sou boa com palavras, consiga descrever com realidade o que estava sentindo.

Só eu e Deus – e o Igor – sabemos o quanto eu queria engravidar. Foi uma vontade que veio tomando conta de mim nos últimos meses. Na verdade, há muito mais tempo que isso, mas nos últimos meses essa possibilidade foi se tornando mais real. Eu e Igor chegamos a fazer algumas contas hipotéticas e percebemos que poderíamos arcar com as despesas de uma pessoa a mais na família.

Em dezembro, quando eu, minha mãe e meu irmão estávamos fazendo nossa tradicional lista de resoluções para o novo ano, não coloquei uma delas no papel, mas só eu sei o quanto ela ficou clara para mim: ter um bebê!

Não coloquei no papel porque não queria que as pessoas vivessem a expectativa de conseguir engravidar junto comigo. É uma expectativa grande, que vem todos os meses, junto com o período fértil e que pode ser um tanto quanto frustrante, algumas semanas depois, quando a menstruação aparece. Fora que eu já havia lido em diversas reportagens que essa pressão pode atrapalhar quem está tentando ter um bebê. Se eu falasse para as pessoas próximas que estava tentando, todos ficariam ansiosos, sempre querendo saber. E eu não queria isso. Então, guardei essa resolução para mim e para o Igor.

Contudo, quando cheguei no trabalho, no primeiro dia útil de 2011, uma surpresa: Carol, minha amiga do trabalho, do mesmo núcleo que eu, está grávida! Ainda brinquei com ela: poxa, Carol, me ferrou, hein! Rs Agora vou ter que esperar pelo menos um pouco. ps. Carolzinha, sua gravidez, que poderia ter me brecado, me ajudou, me impulsionou e eu não consigo nem te dizer o quanto foi e está sendo importante acompanhar tudo de perto! Estou aprendendo tudo meses antes e só eu sei o quanto isso me ajuda! :) 

Conversei com o Igor e ele concordou em aguardar um pouco. Mas no mês seguinte já havíamos desencanado. Se tivesse que acontecer, ia acontecer. Até que... pouco tempo depois, aconteceu!
O Igor é comissário de bordo, viaja bastante. Então, não é difícil para mim saber o dia exato da “confecção do bebê”: 30 de março.

Logo depois que voltei do Carnaval – que passei em NYC com a Fê -, resolvi que ia me dedicar à corrida de verdade. Passei a ir à academia todos os dias, comecei correndo a 8,5km/h, cerca de 30’. E logo estava correndo a 10km/h novamente, por 45 minutos. Pouco mais de 8km por dia. Foi exatamente quando cheguei neste ponto, que minha menstruação deveria aparecer. Mas não apareceu no primeiro dia, nem no segundo, nem no terceiro e quando chegou no quarto eu comecei a desconfiar. Nunca tinha atrasado assim. Não queria fazer o teste de farmácia, pois o Igor estava viajando e eu já havia feito o teste em outras ocasiões, há alguns meses, e havia dado negativo, então eu não queria passar por aquela decepção sozinha. Queria que ele estivesse comigo. 

Tão logo achei que poderia estar grávida, parei de correr. Pensei também que a menstruação poderia não estar vindo porque eu estava, de repente, fazendo mais exercícios físicos do que nunca. Poderia ser hormonal.

O Igor só chegou no domingo, quando minha menstruação já estava uma semana atrasada. A primeira coisa que fizemos foi passar na farmácia para comprar o teste. Chegamos na casa da mãe dele e sem falar para ela, fui ao banheiro fazer o exame. No primeiro segundo que eu coloquei o teste em contato com o xixi, as duas listras que indicam positivo apareceram. Dei um grito chamando o Igor. Ficamos os dois no banheuiro, nos abraçando, donos de uma alegria incontável, indescritíviel! Em seguida, nos perguntávamos: e agora! E agora! Não demorou para contarmos para os familiares mais próximos. Contamos no mesmo dia para os pais dele, irmãos, meus pais, meus irmãos. E logo todos estávamos comemorando! ps. Eu sei que já comentei essa parte no blog, mas, no contexto, é importante relembrá-la.

Mas não foi exatamente este sentimento que me acompanhou nas primeiras 12 semanas, que completo em dois dias (conta-se da data da última menstruação, que foi em 13/03). Eu tinha medo de perder o bebê! Sabia que era comum que isso acontecesse nos primeiros meses. Não conseguia parar de pensar nisso, aí comecei a pensar que eu era neurótica e que seria uma mãe neurótica, porque eu nunca conseguiria garantir que meu filho fosse estar livre de problemas, dos males do mundo, de doenças e pensei que teria essa preocupação para sempre! E é verdade, eu vou ter para sempre essa preocupação. E isso é normal. O problema é que eu comecei a me desesperar e não tinha coragem de conversar com as pessoas sobre isso. Porque elas iam me dizer que eu não devia ficar pensando nessas coisas, que estava tudo bem e iam falar palavras de conforto, mas nada ia adiantar. Então, elas achariam que eu preciso de terapia, ou algo assim. E isso me apavora! Porque eu sempre tive controle de mim mesma. Eu sempre resolvi meus problemas sentimentais e psicológicos sozinha! Então, admitir que eu precisava de uma terapia, era admitir que eu havia perdido o controle!

Criei, então, um casulo e fiquei lá dentro. Minhas amigas logo perceberam que eu me calei no Facebook e ficaram preocupadas comigo. Mas se me encontrassem no dia a dia, encontrariam uma Julia normal. Eu não demonstrava sintomas de tristeza, nem nada disso. Somente preferi me calar, ao ter que falar sobre o que estava passando com dentro de mim.

Até que um dia, amigas muito especiais, Carol e Camila, perguntaram ao Igor se estava tudo bem comigo. E ele veio me contar achando graça, pois, para ele, estava tudo ótimo comigo. Foi quando resolvi me abrir e contei a ele o que estava sentindo. Eu já havia falado com a Camila T, outra amiga muito especial, que queria conversar com ela sobre algumas coisas que estavam acontecendo. Mas a conversa com o Igor apareceu antes disso.

E exatamente o que eu temia aconteceu. Ele me perguntou porque eu estava triste. Triste!! Como alguém que desejou tanto um filho e está grávida dele pode estar triste! Eu deveria estar soltando fogos de alegria todos os dias! Agradecendo a Deus pelo presente maravilhoso que ele me deu! E devia estar pensando só em coisas boas, como é bom estar sentindo todos aqueles sintomas da gravidez, porque isso significa que tem um bebê dentro de mim!

E eu estou - e estive desde o início - me sentindo assim, imensuravelmente feliz. Mas como explicar aquele sentimento paralelo, que, quando eu descrevia, ficava claro que era tristeza::!

Eu não sabia como explicar. Mas há uma explicação: hormônios. E comecei a ler sobre o assunto e vi que é isso mesmo. Os hormônios começam a ficar enlouquecidos e por isso que choramos de repente, por isso que ficamos bravas e tristes e não sabemos dizer porque!

E agora, que esse sentimento está passando, eu estou conseguindo aproveitar a gravidez de uma forma muito melhor! Consigo olhar para roupinhas nas lojas, pensar no quarto do bebê, falar dos sintomas que estou sentindo e que ainda estão surgindo de forma diferente (só agora, por exemplo, que comecei a sentir vontade de urinar a toda hora, mesmo quando não bebo muito líquido).

E posso dizer que essa está sendo a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida! Este ano vai ficar marcado para sempre, não só porque o bebê vai nascer ainda em 2011, mas porque foi o ano em que eu engravidei dele! E a gravidez é o início de tudo, é um milagre, é uma coisa sem explicação!

Ontem tivemos uma mudança de rumos: trocamos nosso obstetra. O que minha tia havia indicado, vai viajar em dezembro e não teremos como fazer o parto com ele. Cheguei no escritório atordoada, estava sem obstetra. Apesar dele ter me indicado uma, eu queria indicação de alguém que já tivesse tido a experiência como mãe. Falei com as meninas e surgiu uma indicação. Indicação, aliás, que caiu do céu! Eu me apaixonei já na primeira consulta e agora tudo parece estar caminhando no rumo certo!

Minha segunda ultra é na semana que vem. Só quem está grávida sabe o quanto é uma eternidade este período entre uma ultra e outra. Parece que tem 10 anos que fiz a primeira. E não vejo a hora de ver como meu bebêzinho está indo!

Ontem, eu e Igor comemoramos 7 anos desde que nos beijamos pela primeira vez. Não comemoramos a data em que o namoro foi oficializado, porque o que importa – e agora, mais do que nunca, isso faz muito sentido – é quando começou toda nossa história! E foi naquele momento, na sala do apt de Botafogo, há exatos 7 anos, que o Lucas ou a Luiza começou a ser gerado!

01 junho 2011

Cansaço

Enjôo eu não sinto. Quer dizer, não aquele de vomitar e tal... Mas sinto minha boca salivando bastante e fico com mal estar em diversos momentos do dia. O sono exagerado meio que passou... Agora é o sono comum mesmo que se faz presente. Mas as mudanças, em geral, são visíveis. O cansaço, por exemplo, é uma das coisas que mais sinto. Não posso fazer nada com pressa, que fico com a respiração ofegante. Hoje fui procurar o cabo USB para passar algumas fotos para o computador e pronto! Fiquei cansadíssima, mais do que quando corria! Surreal.

Dizem que com o crescimento do útero, o pulmão fica sem espaço e a respiração mais rápida e curta. Dizem também que, com o aumento da circulação, podemos nos sentir assim, mais cansadas. Isso se junta ao fato de eu estar há dois meses sem praticar nenhum tipo de atividade física. Prato cheio para o cansaço, né!

Papai gestante!

Olha que máximo! Uma pesquisa realizada pela Pampers diz que 1/4 dos pais sentem, junto com suas esposas, os sintomas da gravidez! Ahhhh, tá! rs O Igor também sente: sono, cansaço e fome! Hahaha Aliás, todos os meus amigos homens fazem a mesma brincadeira quando me perguntam os sintomas que tenho sentido. Eles dizem: ih, então estão grávido! Brincadeiras a parte, a pesquisa foi realizada com 2000 homens, entre 16 e 65 anos. As alterações de humor foram os sintomas mais frequentes até entre eles - novidade!! -, pois 26% afirmam que sofreram com elas. O desejo por comidas bizarras - que eu não tive até agora, graças a Deus - atingiu 10% dos homens, enquanto as náuseas atingiram 6%. O engraçado é esse número: 8% dizem que choraram com maior facilidade e pasme 3% sentiram as dores do parto. Ahhhhhhh!! Aí, já é demais! rs

Fonte: Portal Crescer